O
APOCALIPSE DE JOÃO
Introdução
Os
dias em que estamos vivendo estão sendo marcados por muitos problemas em todos
os lados da sociedade, politica, econômica, moral, religiosa. Os sinais da
vinda de Jesus estão cada vez mais evidentes podemos identificar dois tipos de
sinais os internos e os externos; os problemas internos são aqueles que
acontecem dentro da igreja de forma geral. Exp. A apostasia da igreja,
evangelho de enriquecimento, (prosperidade), não se prega contra o pecado,
lideres de denominações envolvidas em corrupção e muitas outras coisas que nós
vivenciamos no dia a dia. As igrejas, ou muitas delas parecem ter virado loja
de conveniência e os púlpitos o balcão de atendimento e os pastores, um
atendente e Deus é o abastecedor dessa loja para satisfazer os clientes
(crentes). Os sinais externos são os acontecimentos no mundo de forma geral, na
natureza que segundo o apostolo Paulo escreveu em Rm. 8: 22,23; que a criação
esta gemendo, com dores de parto, e não só a natureza, mas nos mesmos cristãos
que temos as primícias do Espirito, gememos, esperando a adoção, a redenção do nosso corpo, pois o
que está preparado para esse mundo são coisas tenebrosas que o próprio Jesus
nos alertou. Mateus 24. 7. Fome pestes e terremotos, guerras, reino contra
reino, nação contra nação. Is. 19. 1, 2, 3, 4, 5.
O
livro do apocalipse infelizmente ainda é visto com muita aversão pelos
cristãos, por interpreta-lo de maneira errada, como se fosse uma maldição, isso
acontece por falta de buscar o verdadeiro objetivo do livro que é alertar a
humanidade a cerca das coisas que em breve devem acontecer, e com certeza vai acontecer,
o livro do apocalipse é exatamente o que significa essa palavra; é a revelação
de Deus para aquele que acredita no arrebatamento.
O que é o livro do Apocalipse
O
livro do apocalipse é um livro de profecia (1:3; 22:7), pois a revelação que
ele contém está em caráter de profecia. É um livro de conclusão. Se o livro de
apocalipse fosse eliminado da Bíblia haveria uma grande lacuna, pois haveria um
começo, mas não o fim. É a conclusão dos escritos de João, os escritos de João
são de três categorias: seu evangelho, suas epístolas, e seu apocalipse. É a
conclusão do novo testamento, que é composto pelos evangelhos, atos e
epístolas. É também a conclusão de toda a Bíblia.
O autor. Apostolo João chamado apostolo do amor
escreveu o livro em uma Ilha chamada Patmos as margens do mar Egeu, por volta
do ano 95/96 durante uma perseguição aos cristãos pelo imperador romano
Domiciano.
Etimologia da Palavra. Gr apokalúpsis, significa revelação.
Revelar é remover o véu, trazer a luz o que está oculta.
O Proposito do Livro
O Proposito do Livro
O
livro foi escrito as igrejas da Ásia Menor (atual Turquia). Na época de João, a
exploração romana das províncias causava dificuldades econômicas, no entanto, a
fascinação pelo poder, cultura e riqueza romana era forte. Essa relação de amor
e ódio com Roma significava que a igreja estava correndo perigo de se
comprometer, a fim de curtir os benefícios e evitar dificuldade econômica,
assim como a perseguição percebida e antecipada. Como profecia, critica a situação histórica e
transmite a orientação de Deus à igreja. Como carta, seu intento pastoral é
advertir e encorajar pessoas presas a um contexto sociopolítico irresistível.
Como apocalíptico, proporciona um vislumbre da justiça e vida significativa
baseados no reino de Deus. Como literatura de sabedoria, desafia a igreja ao discernimento
sério dessa mensagem.
Tema central do livro: A mensagem central do apocalipse é:
Jesus voltara para buscar a sua igreja. Podemos afirmar isso, pois por sete
vezes em apocalipse é repetida essa declaração de Cristo: Brevemente a ti virei
em breve virei a ti (2.5,16); eis que venho sem demora (3.11);eis que venho
como ladrão ( 16.15); eis que presto venho ( 22.12); certamente cedo venho (
22.20); prepara-te, ó Israel, para te encontrares com teu Deus (Amos 4.12).
Perspectivas
de Interpretação
O
livro de apocalipse é de difícil interpretação, e isso leva muitos ao abandono
do estudo do livro. John Wesley entendia que algumas destas não deviam ser
alcançadas ate a eternidade, no entanto, ele encorajava a todos bendizer a Deus
pela medida de luz que podemos aproveitar e melhora-la para sua gloria. A
quatro perspectivas de interpretação do apocalipse: preterista, historicista,
futurista e idealista.
A perspectiva preterista, desenvolvida primeiramente por Alascar
em 1614 ele mantem que o apocalipse é uma profecia a respeito da queda de
Israel e do Império Romano. Se Babilônia representa Israel, o cumprimento se dá
em 70 d.C. e parte do proposito do livro é encorajar seus primeiros
destinatários que os apostatas de Israel seriam punidos. Equiparar Babilônia ao
Império Romano garantia aos cristãos primitivos que seus perseguidores seriam
julgados. Esse pensamento interpretativo limita a mensagem a igreja primitiva e
restringe o julgamento a um tempo e lugar específicos, ao passo que o
apocalipse fala de um julgamento universal.
A perspectiva historicista. Possui muitas versões baseadas na
posição histórica do interprete. Foi desenvolvida no século XIII por Joaquim de
Fiore, era popular entre os reformadores que identificava Babilônia como Roma e
o papado. Para os historicistas, o apocalipse prediz os grandes eventos da história
mundial ou da igreja e o retorno de cristo iminente. Os símbolos associam o fim
das realidades históricas aos eventos contemporâneos. Essa abordagem falha por
diversas razões. A atribuição de um símbolo a um evento histórico é arbitraria
e limitada ao tempo de cada interprete, a maioria dos quais discorda um do
outro mesmo dentro de um tempo especifico. Além disso, a perspectiva é limitada
a igreja ocidental e teria sido incompreensível para os primeiros leitores.
A perspectiva futurista. Projeta a profecia (definida como
prognosticadora do futuro) iniciando no capitulo 4 num tempo futuro
imediatamente anterior ao retorno de Cristo. O futurismo dispensacionalista vê
apocalipse 1.19 como a chave interpretativa. Este divide o livro em passado
(Cap.1), presente (caps.2-3), futuro (caps. 4-22. 5). Baseado mais na
imaginação do que na escritura, um mapa do futuro linear e detalhado é disposto
como a restauração de Israel, o arrebatamento, sete anos de tribulação, o reino
do anticristo, as nações do mal se reunindo para lutar contra Jerusalém, a
segunda vinda de Cristo, o reino milenar de Cristo, a guerra final entre
Cristo, Satanás e seus seguidores, e um novo céu e nova terra no qual Cristo e
seus seguidores reinam. Interpretações futuristas não são tão rigorosas quanto
ao tempo ou método de cumprimento literal. Por exemplo, pode não haver um
arrebatamento pré-tribilacionista é difícil ver como esta perspectiva futurista
cruza o cotidiano dos leitores contemporâneo, assim como o dos destinatários do
primeiro século.
A perspectiva idealista. Enfatiza a natureza simbólica do
apocalipse. Posições extremas não fazem conexão aos eventos históricos, no
entanto, esperam que essas representem bastante genericamente a essência da
luta entre bem e o mal, Deus e Satanás. É uma perspectiva que equilibra os
elementos apocalípticos, proféticos e pastorais assim como os níveis
simbólicos, referencias, visionais e linguísticos da narrativa, proporciona uma
linguagem mais adequada. Levar a sério o contexto histórico das visões e suas
narrativas é fundamental, no entanto, a mensagem não é apenas sobre ou para a
igreja do primeiro século. A perspectiva celestial relatada por João por meio
de suas visões fala a igreja onde quer que ela esteja na história e a conduz a
consumação do plano de Deus. Ao longo do livro os leitores têm um vislumbre do
futuro a partir da perspectiva da igreja do primeiro século, e de sua própria
posição histórica e a luz da eternidade. O reino de Deus constantemente quebra
a história para que o tempo e a eternidade, a terra e o céu sejam continuamente
elaborados em conjunto.
Temas Teológicos
O livro do Apocalipse é um livro
teocêntrico. DEUS é YHWH, aquele que é que era e que há de vir (1.4), cuja
presença e atos no passado garantem o futuro. Deus é o soberano todo poderoso,
aparece nove vezes, incluindo (Senhor Todo Poderoso), que triunfa sobre todas
as forças do mal. A centralidade de Deus assentado sobre o trono (46 vezes),
incluindo o capitulo 4, deixa claro que é Deus e não César, que controla o
mundo. O reino temporário do mal é uma ilusão. O uso frequente do divino na
passiva (EDOTHÊ, foi dado) indica que ate mesmo as foças do mal precisam de uma
autorização de Deus para agir. A misericórdia divina é vista nas pragas que
forçam os ímpios ao arrependimento, embora eles recusem a fazê-lo (Ap. 9.20,21;
16.9-11), assim como a convocação a igreja para se arrepender (Ap. 2.5, 16,21,
22; 3. 3,19). Como criador Deus é digno de adoração. As quatro criaturas que
representam a ordem criada louvam a Deus por ter trazido todas as coisas à
existência (4.6-11) e toda a criação se une em louvor a Deus e ao cordeiro
(5.13). Os poderes do mal procuram destruir a terra (11.18). A besta e a
prostituta corrompem o povo da terra e exploram suas riquezas (18. 3,11-14). As
pragas que caem sobre a terra (8.6-9.21; 16. 1-11) não é julgamento sobre a
ordem criada, mas sobre aqueles que rejeitam a Deus e se associam ao mal.
Finalmente, Deus faz uma nova criação (21.1-5). Na forte Cristologia do
apocalipse, o cordeiro compartilha o trono de Deus (3. 21; 7.17). Como o alfa e
ômega (1.8), Deus (1.8; 21.6) e Cristo ( 1.17; 22.13) são o primeiro e o ultimo
(1.17; 22.13) o começo e o fim (21.6; 22.13). Ambos demonstram ira contra o mal
(6.16) e proporcionam salvação (7.10). Por meio de Cristo, Deus reina (11. 15).
O cordeiro é a principal imagem de Cristo e aparece (29 vezes). Ele é o
cordeiro pascal que sobre a cruz verteu seu sangue e triunfou como o cordeiro
morto, também é o cordeiro conquistador e o Leão da tribo de Judá. Cristo é a
testemunha fiel e verdadeira, o primogênito dentre os mortos e juiz
escatológico. As palavras Espirito Santo não ocorrem no livro do apocalipse, no
entanto o Espirito é quem fala as igrejas (2.7,11, 17,29; 3.6,13 22), é o meio
das visões proféticas de João (1.10; 4.2; 17.3; 21.10). Os anjos que não podem
ser adorados (19.10; 22.8-9). Uma anti trindade profana procura usurpar a gloria
e a fidelidade que só pertencem a Deus. Satanás e seus subordinados são
personificações do mal que oprimem e iludem o mundo através do engano. Satanás
imita o selo divino sobre os santos (7.3) com uma marca (13.16,17). A ferida é
curada (13.12) imita a morte e ressurreição de Jesus (5.6). O dragão da a besta
o seu poder, trono e grande autoridade (13.2) numa tentativa de competir com o
relacionamento entre Deus e Cristo. O dragão, a besta e o falso profeta
promovem guerra contra a igreja. Eles reivindicam dominação mundial (13. 1-10),
no entanto não são retratados como poderosos. No capitulo 12, a tentativa do
dragão de destruir uma mulher representa a guerra entre Satanás e o povo de
Deus. Contudo, seu poder do mal é limitado e seu tempo é curto.
A guerra decisiva no céu, marca a
destruição do dragão e o inicio do reinado de Deus. A cruz marca a derrota de
Satanás e todas as outras guerras são promovidas por um inimigo derrotado. A história
dos propósitos redentores de Deus é voltada para a igreja como indicada nas
igrejas (2-3) e para o quadro geral epistolar (1.4ss, 22.21). O povo de Deus
está relacionado ao Antigo Testamento e definido na nova aliança. A mulher
vestida de sol (12.1; vv 1-17), assim como Israel, gera o Messias (Sl 2.8,9; Is
66.7,8) e, como Israel ela escapa par o deserto e é preservada lá (Ex 19.4). A
nova Jerusalém tem os nomes das doze tribos em seus portões e os doze apóstolos
sobre seus fundamentos, os anciões no trono celestial (cap.4) podem representar
as doze tribos e os doze apóstolos. O Israel espiritual não é definido
racialmente ou religiosamente, mas é constituído por aqueles que reconhecem a
Cristo. Este comunica a contagem da igreja (universal), sobre duas
perspectivas, 144 mil, e uma inumerável multidão. As duas testemunhas (11. 3-12) representam a
igreja. Elas têm o poder para trazer pragas (como Moises e Elias Ex 7. 19; I Rs
17.1). Eles são as duas oliveiras (Zc 4.2-3,11-14). Como Jesus eles foram
mortos e ressuscitaram (11.7,11). Seu testemunho fiel em meio à aflição convida
a igreja a exercer seu ministério de advertência e promessa. As sete igrejas
são convocadas a arrepender-se da idolatria, complacência e falta de amor (2.5,16;
3.3,19). O arrependimento traz salvação por meio do sangue de Jesus Cristo que
o comprou para Deus. A igreja não é apenas a comunidade dos salvos, mas também
é o canal por meio do qual Deus os salvara e governar.
O
Início do livro (1.1-20)
O
livro começa com um fragmento de uma frase que serve como titulo, apresenta um
resumo dos conteúdos e estabelece autoridade (vv.1-2). Este titulo
multifacetado é seguido por uma bem-aventurança, que reflete o uso litúrgico do
apocalipse (v.3). João estava escrevendo para uma igreja que era parte de uma
cultura oral, na qual os documentos do novo testamento eram levados para as
igrejas e lidos em voz alta numa adoração. O livro parece começar de novo com
uma típica abertura de uma carta de estilo epistolar do primeiro século (v.
4-9). O autor e destinatários são identificados e as saudações tomam a forma de
uma benção, uma típica adaptação de cartas paulinas (v.4,5). Uma doxologia
atribui louvor a fonte de benção (v.5b,6). É seguida de uma proclamação ao
retorno de Cristo que estabelece a sequencia do livro (v.7). Deus pronuncia
palavras de auto revelação que unem referencias múltipla a fonte da revelação e
serve como transição para uma visão inaugural (v.8). O elemento final no quadro
introdutório para o livro é a experiência visionaria inaugural de João
(v.9-20). Nesta visão que ecoa narrativas proféticas (por exemplo: Êx 17.14;
34.27; Is 30.8; Jr 30. 2; Hb 2.2), João recebe duas vezes a ordem para escrever
(Ap.1.11,19). Ele ouve a instrução 12 vezes (2.1,8, 12,18; 3. 1, 7, 12,14;
10.4; 14.13; 19.9; 21.5).
João
não reclama de sua insuficiência, como era tão comum nas narrativas dos
profetas do antigo testamento, no entanto, o desafio de reduzir as visões e os
sons de experiências visionaria as palavras nos pergaminhos não pode ser
minimizado. João teve a responsabilidade de expressar fielmente as verdades expressas
nessas visões.
Numero Sete no Apocalipse
O
numero sete (hepta) aparece no prologo e ocorre 25 vezes no apocalipse. Desde a
época de Pitágoras, a cultura grega comumente relacionava o numero sete à
plenitude baseada na ideia de completude dos sete planetas. A ideia, no
entanto, pode reportar aos sumérios e à observação das quatro fazes da lua em
sete períodos. A igualdade do Antigo Testamento de sete com a plenitude
originava dos sete dias da contagem da criação, que destacava o trabalho
completo de Deus. Algumas vezes o sete é tanto literal quanto figurativo, assim
como a aspersão de sangue por sete vezes (Lv 4—16). Literalmente, o mandamento
é para aspergir sangue sete vezes, no entanto, significa também um ato efetivo
e completo. Outras vezes o sete é figurativo, como quando Israel é advertido
que Deus os punirá “sete vezes” se eles não se arrependerem (Lv 26.18;
v.18-28). O número representa a plenitude de sua punição, não uma multiplicação
literal. A plenitude divina é apresentada por sete igrejas, sete espíritos,
sete castiçais, sete estrelas (1. 4—20), sete selos (5.1). Sete também descreve
a plenitude das foças hostis a Deus. O dragão tem sete cabeças com sete coroas
(12.3); há sete reis enigmáticos (17.10); e sete colinas sobre as quais esta
sentada a mulher (17.9).
As
primeiras palavras do apocalipse introduzem o livro inteiro e servem como um
título descritivo. A revelação (apokalypsis) transmite tanto o conteúdo à
natureza do livro; uma forma de profecia cristã especializada. É a revelação de
Jesus Cristo. A revelação é dada por ou a partir de Jesus ou que é a respeito
de Jesus. Por causa da frase, que Deus lhe deu, o genitivo subjetivo (por ou a
partir de Jesus).
A
cadeia da comunicação é estabelecida. É iniciada a partir de Deus, para Jesus, para
um anjo, para João, para seus servos. Os destinatários imediatos, os servos,
são designados no versículo quatro como as sete igrejas na província da Ásia. A
mensagem foi dada a um publico especifico num momento da história com
relevância para toda a igreja ao longo de toda a história. O conteúdo é o que deve acontecer em breve. Deve (dei)
expressa a necessidade do drama escatológico que está fundamentado na vontade
divina e no compromisso divino em realizar os planos da criação. (2.23,24). A
certeza da consumação da história é tranquilizadora.
As Cartas às Sete Igrejas
A
convocação de João para escrever, recebida na visão inaugural é repetida em
cada uma das sete cartas. Todas começam com um mandamento para escrever as
coisas faladas pelo Cristo exaltado. Nos capítulos dois e três, seu uso
múltiplo indica a importância das mensagens, enfatiza a natureza exaltada do
mensageiro, e refere-se ao conhecimento que o Cristo exaltado possui de tudo
que está acontecendo na igreja. A compreensão de Cristo é também enfatizada
pela sua palavra, conheço em cada
carta. Cinco vezes (2.2,19; 3.1,8 15) é emparelhada com a frase suas obras, e
uma vez com suas aflições (2.9). Cada igreja é conhecida intimamente por aquele
que está no centro de sua igreja
A Igreja Éfeso (2.18—29)
João
começa o capitulo dois do apocalipse escrevendo a primeira igreja que é Éfeso.
Éfeso é um tipo de igreja do primeiro século como um todo. (2.1-7). Localizada
as margens do mar Egeu Éfeso era um importante centro comercial, politico e religioso.
Com uma população de aproximadamente 250 mil, habitantes. O culto imperial era
representado pelos templos romanos, honrando Júlio César, Augusto e Domiciano e
Adriano. Seu templo a Artêmis (Diana em latim) era uma das sete maravilhas do
mundo antigo. Paulo a visitou varias vezes, estabelecendo uma comunidade cristã
e passou um tempo pregando e ensinando nessa cidade (Atos 18—20). A carta
inicia com uma frase usada em todas as cartas: ao anjo da igreja escreve; isto
diz aquele que tem em sua destra as sete estrelas e anda no meio dos sete
castiçais de ouro. (2. 1,2). Éfeso uma igreja trabalhadora, paciente e que não
podia sofrer e colocava seus obreiros a prova que na verdade eram mentirosos, e
seu trabalho era incansável, reprovava os nicolaítas, mas deixou o primeiro
amor. Os nicolaítas. A tradição registra a volta dos nicolaítas para Nicolas de
Antioquia, que foi um dos sete diáconos de acordo com Atos dos apóstolos (Atos
6.5). A única coisa que pode ser inferida biblicamente é que a sua doutrina
incluía comer carne sacrificadas a ídolos pagãos e imoralidade sexual (Ap.2.
14,15). O grupo dos Nicolaítas pode ser um segmento dentro das igrejas da Ásia
Menor, que professava uma visão divina especial, que lhes permitia participar
da sociedade pagã sincretista.
Esmirna (2. 8-11)
Esmirna
(a moderna Izmir) ficava aproximadamente 64 km ao norte de Éfeso do rio Hermus.
Uma grande cidade portuária, com uma população de cerca de 100 mil no primeiro século,
Esmirna reivindicava ser a primeira da Ásia em beleza e tamanho. O poeta épico
Homero foi associado a esta cidade, que ostentava o maior teatro publico na Ásia
foi a primeira cidade a erigir um templo para Roma, e uma serie de outros
templos, incluindo um para Zeus, mas também possuía uma grande população
judaica. Esmirna é apenas mencionada no N/T em apocalipse (1. 11; 2.8), porem no primeiro
século, a cidade se tornou um importante centro cristão e foi o local do vergonhoso
martírio de Policarpo. Um trabalho de meados do primeiro século, o martírio de
Policarpo, documenta a perseguição e sofrimento experimentado pelos cristãos em
Esmirna. O bispo de Esmirna aos oitenta e seis anos foi condenado pelos romanos
por ele não querer dar o reconhecimento ao Imperador como senhor em publico. “Ele
declarou;” oitenta e seis anos eu tenho servido a ele, e ele nunca me causou
qualquer lesão: como eu poderia blasfemar contra meu Rei e meu Salvador.
A
carta começa com uma frase estereotipada. Ao anjo da igreja em Esmirna escreve.
A fonte das palavras à igreja é identificada como o primeiro e o último que
morreu e tornou a viver essa palavra à igreja de Esmirna lembra a morte e
ressurreição de Cristo, pois a cidade havia sido destruída por um forte
terremoto no ano 600 a.C., no entanto a analogia é tênue. É mais adequado
descrever Jesus como o eterno que venceu a morte em uma carta que enfatiza a
morte (2.10,11), a vida (v. 10) e conselhos contra o medo. Nesta carta Jesus
reconhece; as aflições, a pobreza, os falsos Judeus. Apesar das aflições é ordenada
a igreja de Esmirna, NÃO TENHA MEDO (meden phobou). Estas são as mesmas
palavras ditas em João 1.17, porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a
verdade vieram por Jesus Cristo. Onde são seguidas da descrição de Jesus que
inicia a carta. A ordem reconfortante de João era uma injunção contra a
atmosfera geral do medo. O A/T tinha a graça escrita, o N/T tem a graça em
verdade. A lei dada por Moises e foi uma revelação gloriosa, mas o evangelho de
cristo é uma revelação muito mais clara. A lei que foi dada por Moises era
aterrorizante e ameaçadora, mas a que é dada por Jesus possui todos os usos
benéficos da lei, sem terror pois é graça. O diabo lançara alguns de vos na
prisão (2.9). A razão da prisão era para prova-los, algo que pode levar a morte
(10c) se fiel ate a morte. A igreja em Éfeso é chamada para provar os falsos apóstolos,
e a igreja em Esmirna está sendo provada por causa de Judeus não cristãos. Logo
eles teriam uma chance de provar a sua própria fidelidade. A perseguição será
limitada a dez dias, representa um curto espaço de tempo, o intervalo de tempo
em que Daniel e seus amigos foram provados na Babilônia (Dn.1.12-15). Os
cristãos de Esmirna eram obrigados a participarem de alianças comerciais,
refeições, festas pagãs onde entidades eram homenageadas. Dez dias podem se
referir à completude, para que essa frase possa ser interpretada para
significar o curso de vida de uma pessoa, nesse aspecto, a perseguição duraria
por toda vida, mas ainda assim, seria um curto período de tempo comparado com a
vida eterna. Dez dias pode se referir ao período em que dez imperadores romanos
foram ascendidos ao poder que perseguiram as igrejas na Ásia. Nero (64-68),
Domiciano (68-96), Trajano (104-117), Aurélio (161-180), Severo (200-211), Máximo
(235-237), Décio (250-253), Valeriano (257- 260), Aureliano (270-275),
Diocleciano (303- 312). Durante esse tempo a matança de cristãos foi intensa.
A Igreja de Pérgamo (2. 12-17)
Pérgamo
(Bergama moderna) está localizada a aproximadamente 25 km do mar Egeu. Ela não
era um centro comercial tão importante como Éfeso ou Esmirna, mas era um
importante centro religioso. Em comemoração à derrota das tribos Celtas de
Pérgamo em 230 a/c., um altar a Zeus foi construído perto do topo da montanha,
onde a cidade foi construída. La sacerdotes queimava suas vitimas em sacrifício
24 por dia, sete dias por semana, havia templos a Atenas, Dionísio e Asclépio.
A cidade se vangloriava por possuir uma das maiores bibliotecas do mundo
antigo. Era famosa por produzir livros que o termo “pergaminho” (a pele de
animais utilizados para escrita) deriva-se de seu nome. Havia provavelmente uma
presença judaica em Pérgamo já no final do século II a.C. A carta é iniciada
com a recomendação costumeira, ao anjo da igreja. A forma de carta típica
continua com uma descrição de Cristo como aquele que tem a espada afiada de
dois gumes. A imagem da espada é completada com a menção da boca de Cristo
(2.16). Primeiro, ele contra à igreja que conhece a situação dela e a elogia.
Sei onde vive, onde esta o trono de Satanás. O (trono de Satanás sem
localização, é mencionado em (13.2 e 16.10) onde é associado ao “dragão” e a
“besta”). Seja qual for a referencia a ameaça ao cristianismo é clara. Há um
trono rival ao de Deus e ao cordeiro veja os capítulos 4ss. Nesta atmosfera de
ameaça, a igreja de Pérgamo recebe um elogio declarado tanto positivo como
negativamente. Você permanece fiel ao meu nome e não renunciou a fé em mim. Mas
umas poucas coisas têm contra ti, pois tem no meio de vocês alguns que seguem a
doutrina de Balaão. Ao contrario de Éfeso os falsos mestres estavam fora da
igreja, em Pérgamo eles estavam dentro da igreja. Balaão é pragmático de alguém
que desvia o povo de Deus (2 Pedro 2.15; Jd v11) sua história é contada em Números
22.5—24.25; 31.16 ele ensinou Balaque a armar ciladas contra os israelitas. E
os que seguiam a doutrina do Nicolaítas. Os simpatizantes de Balaão podem ter
racionalizado que comer tal comida fosse uma questão de consciência e essa
acomodação simbolizava os costumes dos gregos não era pecaminosa. (Atos 15.29;
21.25; 1COR 8. 1-13; 10. 25-30) nestes textos fica explicitamente claro que é
pecado. É associado a imoralidade sexual que possui significados literais e
metafóricos. Na história de Baal de Peor (Num. 25). Por causa do seu fracasso,
a igreja de Pérgamo é advertida a arrepender-se eles deveriam se afastar dos
falsos mestres e das ações pecaminosas que eles promovem. Se não, Cristo
adverte que ele vira em breve, O convite para aqueles que têm ouvidos ouça o
que o Espirito dos as igrejas; Introduz uma promessa, darei do maná escondido,
uma pedra branca com um novo nome nela escrito conhecido apenas por aquele que
recebe. A igreja de Pérgamo foi elogiada por sua fidelidade a Cristo. Eles não
renunciaram sua fé ao encararem severa perseguição. Sua queda foi mais sutil. Eles
falharam onde os efésios foram excelentes, sua falta de ortodoxia os levou a
heteropraxia. Suas ações não correspondiam à sua profissão. Seu compromisso com
a sociedade pagã pode ter parecido relativamente inofensivo no contesto do
martírio. Contudo, Cristo os chamou e a nós para sermos diferentes de nossa
cultura, ser separado. Isto é claro, é a raiz e o significado da base do tema
fundamental da santidade encontrado em toda mensagem bíblica. É impressionante a rapidez com que os cristãos podem se acostumar às
atitudes e praticas de uma cultura, para que as praticas uma vez vistas como
fora dos limites, pareçam inócuas. A mensagem para a igreja é clara: se arrepender,
mudar de direção, ser fiel à sua vocação espiritual e viver na fé.
A Igreja de Tiatira (2.18-29)
Pouco
é conhecido da igreja de Tiatira. É mencionada apenas indiretamente em Atos
16.14 e de acordo com algumas autoridades antigas, uma igreja foi estabelecida
lá no fim do primeiro século. A cidade era localizada a aproximadamente 56 km
no interior entre Pérgamo e Sardes era conhecida por suas alianças comerciais,
incluindo comerciante de tecidos, padeiros, trabalhadores de linho,
comerciantes de lã, escravos, sapateiros e tintureiros. Lídia foi a primeira
cristã convertida por Paulo nessa cidade. O deus guardião da cidade era
Tyrimnos (filho de Zeus) era padroeiro das alianças e guardião da cidade. A
carta é iniciada com um comando: Ao anjo da igreja em Tiatira escreve. A fonte
da mensagem é enfatizada, estas são as palavras do filho de Deus um titulo
usado apenas aqui no apocalipse. O titulo contrasta nitidamente com a adoração
local de Tyrimnos, assim como ao imperador, que era considerado filho de Zeus.
A descrição dos olhos como chama de fogo e pés como bronze reluzente recorda
Daniel capítulos 7 e 10. O maior contesto em Daniel identifica esse ser celestial
com o filho de Deus no capitulo 3. Aquele cujos pés simbolizam poder, vê a
situação desta igreja com discernimento penetrante (Ap. 2.23--27) e responde com
juízo e misericórdia. Jesus se apresenta a igreja como o filho de Deus v18
derrubando a teoria do catolicismo que diz que Jesus é filho de Maria. Cristo
diz que ele conhece as virtudes da igreja que são amor, fé serviço e
perseverança. O amor (agapên) ocorre somente aqui e na carta aos efésios (2.4)
Essa frase é citada porque a igreja havia abandonado o primeiro amor em
contraste com os cristãos de Tiatira estão fazendo mais agora do que no
principio. Fé (pistin) ocorre quatro vezes no apocalipse (2.13, 19; 13.10;
14.12) e pode significar lealdade ou confiança pessoal em Jesus. Serviço tem como conotação servir a
mesa em contraste de um pensamento helenista, é a posição preferida de um
seguidor de Cristo, servir a outro é servir a Deus e resulta em uma comunhão
mutua. Perseverança é a exigência básica para todos os cristãos. Como Pérgamo a
igreja em Tiatira havia permitido o falso ensino os levarem a idolatria,
toleravam Jezabel um protótipo da esposa de acabe (1REIS 16.31) se dizia
profetiza ele tinha posição de destaque na igreja. Jezabel se tornou um
símbolo para mulher pintada, manipuladora, sedutora (2 Reis 9.30) e pode ser
que no apocalipse ela não seja uma figura histórica literal, mas um símbolo
para aqueles que defendem compromisso com a sociedade pagã. Porque ela conduzia os servos de Jesus a imoralidade
sexual, comer alimentos sacrificados a ídolos. Antes do chamado da igreja para
se arrepender, é registrado que à falsa profetisa já havia sido dado tempo para
que se arrependesse, mas ela não quis se arrepender, ironicamente ela seria
jogada em uma cama de sofrimento, significando aqui algum tipo de doença. Ser
lançado numa cama é uma justiça para aqueles cujo pecado é a imoralidade e aos
que cometem adultério com ela também serão lançados. O Cristo exaltado diz que
ele matara os filhos dessa mulher. A referência pode ser aos setenta filhos de
acabe, que foram mortos por causa da manipulação de Jezabel e de seu pecado
contra Nabote (1RS 21.17-29; 2RS 9.30-37; 10.1-11), porem esses são seus filhos
espirituais, seus discípulos da escola de profetas, ou uma segunda geração de
hereges. De acordo com a forma ele foi
apresentado nesta carta (Ap 2.18), o filho de Deus será reconhecido pelo seu
discernimento e julgamento. Todas as igrejas saberão que eu sou aquele que
sonda mentes e corações. Em contraste com a advertência corporativa à igreja em
Éfeso de que seu candelabro seria removido (2.5), o Cristo exaltado fala aos
seguidores fieis desta igreja diretamente. Aos demais que estão em Tiatira, a
vocês que não seguem a doutrina dela são aparentemente identificados
facilmente. Aqueles que se opõem a Jezabel não aprederam, os profundos
segredos de Satanás. Há uma mensagem reconfortante para aqueles que se
mantiveram fiéis a Deus; o cristo ressuscitado não imporá outra carga sobre
eles (Atos 15.28,29). Os cristãos de Tiatira deveriam permanecer com suas obras
de amor, fé, serviço e perseverança. Aquele que perseverar até o fim; Eu lhes
darei autoridade sobre as nações, darei a estrela da manhã que é a presença do
Cristo exaltado.
A
igreja em Sardes (Ap. 3. 1-6)
Sardes estava localizada a
aproximadamente 80 km a leste de Éfeso e servia como a antiga capital do
império da Lídia. Bem situada em varias rotas de comercio, era uma cidade de
riquezas, como exemplificado pelo famoso rico Crespo, que ficou com o ouro do
rio Pactolus. Foi em Sardes que as primeiras moedas de ouro e prata foram
cunhadas. Uma cidade que supostamente
foi invadida por Ciro e tornou-se uma advertência proverbial contra o excesso
de confiança e arrogância. Além de um grande templo dedicado a Artêmis, Sardes
tinha a maior sinagoga conhecida do mundo antigo e era apoiada por uma
comunidade judaica e influente. Como de
praxe, a carta começa como as anteriores; ao anjo da igreja em Sardes, como
típico a carta prossegue com a identificação de seu autor a partir da visão de
João. Aqui ele é aquele que tem os sete Espirito de Deus e as sete estrelas,
que já foi identificado como os anjos das igrejas. Aquele que guarda todas as
coisas na sua mão direita declara as tuas obras. Na maioria das cartas um
elogio se segue, mas a igreja de Sardes é censurada, eles tinham uma fama de
estar vivos, mas na verdade estava moralmente e espiritualmente morto. No N/T,
dormir é algumas vezes comparado a morte física. Esta frase é particularmente
adequada a uma igreja cuja cidade era conhecida por seu excesso de confiança e
arrogância. A igreja está em grande parte morta; no entanto a ainda para uma
parte da igreja que está respirando, mas prestes a morrer. Suas obras foram
avaliadas em um tribunal celestial, onde Cristo declara: eu não achei as suas
obras boas, perfeitas aos meus olhos. O veredito “A igreja de Sardes é
Imperfeita” A igreja é convidada a lembrar do que recebeu e ouviu. Eles não
aviam se voltado para os falsos profetas, como as igrejas de Pérgamo e Tiatira
tinham, porem, negligenciando o que sabiam. A igreja de Sardes precisava
retornar a um estilo de vida de conformidade com as exigências do evangelho
necessitando de uma mudança de atitudes e obras. A advertência para se
arrepender é compartilhada por Pérgamo (2.6) e Laodiceia (3.19) e a combinação
de lembrar e se arrepender é semelhante à igreja de em Éfeso (2.5), pois o
senhor vem como um ladrão eles não saberão a hora. Mas a promessas para alguns
dessa igreja que ainda estão vivos e não contaminaram suas vestes andarão com
Cristo vestidos de branco. As vestes brancas no N/T; mensageiros celestiais
vestem brancos (Mt 28.3; Mc 16.5; Jo 20.12; At 1.10; Ap 4.4; 19.14). Em Daniel
7.9, Deus é descrito como alguém vestido de branco. Os sacerdotes israelitas
frequentemente vestiam linho branco e puro (Ex 28.4; Lv 16.4), as vestes de
Jesus se tornaram brilhantes na transfiguração (MT 17.2; Mc 9.2; Lc 9.29), e
aqueles que passaram pela tribulação lavaram suas vestes no sangue de Jesus (Ap
7.14). Uma veste pode ser uma metáfora do corpo (2 Coríntios 5.2-4) e as vestes
brancas pode representar o corpo ressurreto. A igreja de Laodiceia é recomendado
comprar vestes brancas (Ap 3. 18) e na carta a escatológica (19.8). Aos
vencedores de Sardes além de se vestirem de branco, seu nome jamais será
apagado do livro da vida, serão reconhecidos por Deus (Lc 12.8; Mt 10.32). A
recompensa para os fieis numa cultura hostil é o reconhecimento publico como um
cidadão celestial. A igreja em Sardes não recebeu nenhuma ameaça de ter seu
candelabro removido como aconteceu com a igreja de Éfeso. Não havia
necessidade, pois, a igreja já estava morta. A metáfora do “livro da vida”
mostra que a verdadeira segurança esta em Jesus.
A
igreja em Filadélfia (3.7-13)
A cidade
de Filadélfia (Alasheheir) estava situada em uma região estratégica na junção
de varias rotas de comercio que levavam ate ao planalto central da Ásia.
Economia baseada na agricultura, especialmente por causa de seu rico solo vulcânico.
A área foi destruída por um terremoto e reconstruída com a ajuda de Tibério no
ano 17 D/C. Ele mudou seu nome para Neo Cesareia como agradecimento ao imperador,
mais tarde teve o nome mudado para Flávia. A cidade era conhecida pelos seus
jogos olímpicos. Ao contrario da carta a Tiatira, a mensagem à igreja de Filadélfia
contem apenas elogios. Os elogios são seguidos do pronunciamento de tríplice recompensa
por sua fidelidade. Eles serão justificados diante de seus inimigos (3.9),
salvos no período final de provações (v.10), terão segurança na era vindoura
(v, 11). Como nas outras cartas é iniciada com uma ordem, ao anjo da igreja em
Filadélfia escreve isto diz o que é santo e que tem a chave de Davi que abre e
ninguém fecha, e fecha e ninguém abre. Uma referencia a Isaias 22.22. A chave
simboliza o poder do mordomo real Eliaquim, que tomou o lugar de Sebna. Ele é
usado metaforicamente para apresentar Jesus como o Cristo de Davi com a
soberania sobre a entrada no reino celestial (MT 16.19). Conheço as tuas obras
e que tem pouca força, mas mesmo com pouca força não negaram o meu nome, por
isso coloquei diante de vocês uma porta aberta e ninguém a pode fechar a razão
da porta aberta era a fidelidade da igreja (vv10), ironicamente, os lideres
judeus reivindicavam ter o poder da salvação. Eles excomungavam os seguidores
de Cristo, mas aquele que tem a chave promete uma “porta aberta” para aqueles
que permanecerem fieis a ele. A metáfora porta aberta refere-se à entrada no
reino de Deus, enquanto que na terra as portas das sinagogas estavam sendo
fechada para os cristãos, a porta da qual Cristo tem a chave nunca pode ser
fechada por ninguém. Paulo usa essa mesma metáfora em 2COR 16.9. A uma reversão
de promessa de que aqueles que são da sinagoga de Satanás prestarão reverência
aos cristãos, eles que dizem judeus e não são, eles são mentirosos porque não
eram judeus interiormente (Rm 2.28-29) os falsos judeus cairão aos pés dos
filadélfios, um típico ato de reverência. Isso faz alusão a respeito da visão
de Isaias a respeito dos gentios se prostrando diante dos israelitas (Is 60.14;
49.22-23). Os Judeus que vilipendiaram a igreja honrarão aqueles a quem
esperavam obediência e reconhecimento de que a igreja é o verdadeiro Israel de
Deus. (Gl 6.16). A igreja de Filadélfia é feita promessas de ser guardada da
provação uma provação universal sobre toda a terra. AP 6.10 E clamavam com grande voz, dizendo: ate quando, ó verdadeiro e santo
dominado, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Após prometer guardar os filadelfos em meio às provações vindoura, Cristo anuncia seu eminente retorno.
Diferentemente de sua vida em juízo para Éfeso, Pérgamo, Sardes. A declaração,
de Jesus em breve venho (AP 22.7,12, 20) não contem ameaças a igreja de
Filadélfia. Com a promessa de justificação e proteção. No entanto, existe a
responsabilidade de vigilância continua. Guarda o que tens para que ninguém
tome a sua coroa Ap 2.10. Ao vencedor será feito coluna no templo, terão o nome
do próprio Deus e da cidade de Deus que é Jerusalém. Uma advertência quem tem
ouvidos ousam o que o Espirito diz as igrejas. A mensagem esperançosa e bela á
igreja de Filadélfia foi roubada nos tempos modernos por uma discussão sobre o
pré-tribulacionismo e pós-tribulacionismo. Aos cristãos é prometida proteção
espiritual em meio a tribulação e não ausência dela. Perseverança paciente na
força de Cristo esboçada pela igreja de Filadélfia traz comunhão eterna e
intima com Deus.
A igreja em Laodiceia (3.14-22)
A cidade de Laodiceia estava situada no vale
banhado pelo rio Lico, antiga região do centro da Ásia Menor. Originalmente
chamada de Dióspolis ou cidade de Zeus, depois Rhoas e posteriormente ao ter
sido ampliada e engrandecida por Antioco II Theos, rei da Síria, a cidade mudou
o seu nome para Laodiceia, em homenagem de sua esposa Laodice. Atualmente
Denizli é a sucessora de Laodiceia, situada no que hoje é a aldeia de Eski
Hissar, na Turquia, local onde podem ser vistas as ruínas históricas de sua
passada grandeza. A cidade era tradicionalmente denominada como “Cidade de
Banqueiros e Finanças”, por causa dos seus grandes mercados, suas grandes casas
de câmbio e de seus grandes interesses manufatureiros. Como consequência os
seus cidadãos eram orgulhosos, arrogantes e satisfeitos consigo mesmos. Perto
da cidade havia um bom número de fontes de água mineral fria, quente e morna.
Acreditavam que as águas possuíam propriedades curativas. E, conquanto fossem
agradáveis para banho, as águas mornas eram de sabor desagradável e produziam
náuseas. Os banhos mornos e as fontes minerais atraíam muitos visitantes da
Europa e da Ásia. Nos dias em que a mensagem do Apocalipse foi escrita,
realmente existiu uma igreja cristã na cidade de Laodiceia. Considerando as
características desta cidade, ela foi escolhida para representar simbolicamente
a sétima e última etapa histórica vivida pelo verdadeiro povo de Deus, cabendo
a este povo a grande responsabilidade de pregar ao mundo o Evangelho Eterno,
nestes derradeiros momentos que antecedem a volta de Jesus em poder e grande
glória. A carta é iniciada
com uma ordem padrão, ao anjo da igreja em Laodiceia escreve. Como a carta a
Filadélfia, descrição de cristo aqui não se refere à visão do Cristo exaltado
(1. 12-20). em lugar disso, há três títulos cristológicos interligados. Amém é
usado como titulo pessoal somente aqui
no N/T. o Deus do Amem ( Is 65.16) A LXX diz que aplicar isso a Jesus afirma a
sua deidade assim com a validade das suas palavras no A/T e no judaísmo
refere-se aquilo que é “certo e valido” Porque o hebraico aman pode
significar ambos pistos (fiel) e alethinos (verdadeiro) a testemunha fiel e
verdadeira define o significado de amém. Paralelo entre apocalipse 1.5 e 19.11
é dado ao nome de Jesus como fiel e verdadeiro. A confiabilidade de cristo
contrasta nitidamente com a infidelidade da igreja de Laodiceia (3.17). Cristo
é também o soberano (arché) da criação de Deus. Arche pode significar “inicio temporal ou
aspectual” “soberano” ou “autoridade” ou “causa”. O fato de ele ser
temporariamente i primeiro (Jo 1.2-3), porem ser também o ultimo (Ap 21.6;
22.13), sugere que as categorias de tempo não se aplicam ao seu ser e que ele
governa sobre toda a história. Em Ap 1.5, Cristo é o primogênito dentre os
mortos, e o soberano dos reis da terra em colossenses 1.15,18 Cristo é
designado como o primogênito da criação e o primogênito dentre os mortos.
A palavra de Jesus conheço as tuas obras não contem elogio, mas
descreve Laodiceia como nem frio nem quente. Tradicionalmente, a frase tem sido
compreendida como uma metáfora para seu estado espiritual indiferente, no
entanto, isso não explica a frase: Melhor seria que você fosse frio ou quente!
Não faz sentido que o Cristo ressurreto preferisse frieza espiritual. A frase
contrasta com as águas medicinais quentes próximos a Hierapolis com as águas
puras e frias de colossos a leste. A igreja é morna como as águas de Laodiceia,
nem boa para remédio e nem refrescante para beber. São vomitadas da boca de
Deus. A frieza da igreja veio por meio de sua riqueza, e dizia rico sou e de
nada tenho falta, não preciso de nada o orgulho lembra uma afirmação de Efraim
(Os 12.8) e ecoa com os fazendeiros ricos e insensatos da parábola de Jesus (Lc
12.19). Ela não reconhece porem, que é miserável digna de compaixão, pobre,
cega, e que esta nua. Ela estava em posição oposta a Esmirna, que se achava
pobre, mas a quem Cristo chama de rica (2.9). Cristo os aconselha: compre de
mim ouro refinado no fogo. O ouro refinado significa purificar ao remover o
pecado (Jó 23.10; Pv 27. 21; Ml 3.2-3) especialmente por meio da tribulação (Zc
13.9; 1Pe 1.6-9). Os miseráveis de Laodiceia devem também comprar roupas
brancas para vestir ou cobrir sua vergonha nudez, nudez é simbolismo de juízo e
humilhação associados à idolatria. Vestes brancas simbolizam pureza,
justificação e totalmente ineficazes. Por ser uma igreja morna estava a ponto
de ser honra, contrastam nitidamente com as famosas roupas de lã preta de
Laodiceia. A terceira compra também é irônica. Uma cidade famosa pela produção
de colírio, eles foram orientados a comprar colírio para ungir seus olhos, para
enxergar a sua própria pobreza e miséria. Ao vencedor darei o direito de
sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e sentei-me com meu
Pai em seu trono. A promessa de que os cristãos reinarão com Cristo aparece em
outro lugar no apocalipse (1.6; 5.10; 20.4,6; 22.5). Assim como em 2 Tm 2.12.
Jesus disse aos discípulos que eles se assentariam nos tronos e julgariam as 12
tribos (Lc 22.20). Uma advertência “quem
tem ouvidos ouçam o que o Espirito diz a igrejas”. A igreja de Laodiceia esta
na pior condição das sete igrejas. Não há remanescente fiel, nenhum elogio. A
igreja não é apenas ineficaz e arrogante, mas também cega perante sua condição.
Entretanto, o Cristo exaltado promete, àqueles que se arrependerem, comunhão e
recompensa escatológica. Ao longo das cartas, o julgamento e a necessidade de
arrependimento, amor e firmeza emergem como ênfases teológicas importantes. Éfeso,
Tiatira, Filadélfia são elogiadas por suas práxis, mas Pérgamo, Sardes e
Laodiceia são reprendidas. Arrependimento para complacência e compromisso é
necessário (2.5,16 21,23; 3.3,19). O amor expresso em ação é fundamental para
as mensagens a Éfeso (2.4,5) e Tiatira (2.19) e define o estilo de vida cristã.
Resumo
O conflito dentro das igrejas e entre
elas e a autoridade e cultura romana é certamente histórico, mas ao mesmo tempo
representa a batalha espiritual, incompatível entre Deus e Satanás. Embora
pareça que Roma é muito mais poderosa, a dependência das igrejas em relação ao
Deus todo-poderoso garante sua vitória. Portanto, paciência ou “resistência
consistente” é tudo que é necessário. A igreja contemporânea precisa “ouvir o
que o Espirito diz as igrejas” a respeito de amar inadequadamente (Éfeso), do
medo do sofrimento (Esmirna), do compromisso doutrinário (Pergamo), o do
compromisso moral (Tiatira), da falta de vida espiritual (Sardes), da falta de
firmeza (Filadélfia) e das práxis (pratica) inadequada (Laodiceia).
Capitulo 4 do Apocalipse: A Preparação para o
anticristo
Antes de entrarmos nos símbolos do livro
que começa no capitulo cinco e fala e dos quatros cavaleiros do apocalipse, é
bom comentarmos a respeito da visão que Deus da João a respeito do trono da
majestade divina e os vinte quatro anciãos e os quatro animais. João vê um
cordeiro e fica claro que esse cordeiro é Jesus, o que foi morto desde a
fundação do mundo. Os vinte e quatro tronos e assentados sobre os tronos vinte
quatro anciãos vestidos de branco com coroa de ouro sobre as suas cabeças. Os
vinte quatro anciãos representam os 12 apóstolos e os doze filhos de Israel que
representa as 12 tribos v 4; no meio do trono quatro seres viventes cheio de
olhos, os seres são semelhantes ao leão, novilho, homem, e uma águia voando.
São os símbolos da criação de Deus, representa também os quatro evangelhos,
fazendo menção da águia representando o evangelho de João que mostra o
evangelho de outra perspectiva diferente e com mais detalhes e algumas
informações que não existe nos outros evangelhos.
Em que momento se dará o Arrebatamento
O arrebatamento segundo os pre-tribilacionista
se dará num tempo de muita luta e apostasia da igreja de forma geral, a qual a
Bíblia não revela esse dia “vira como ladrão” sem avisar. Acreditamos que o
homem da iniquidade só ira se manifestar após a saída da igreja da terra, pois
Paulo em II Ts 2.6 escreve; E, agora, vós sabeis o que o detém, para que a seu
próprio tempo seja manifesto. Quem detém é a presença do ESPIRITO SANTO no seio
da igreja essa apostasia pode ser definida das seguintes formas A apostasia
teológica é o desvio total ou parcial dos ensinos de Cristo. A apostasia moral o
abandono da comunhão salvífica em Cristo e o envolvimento com o pecado. ITm
4.1-3. Após o arrebatamento Its 4.16,17, haverá a plena manifestação do homem
do pecado. Mas nos dias atuais há no meio da humanidade o espirito do
anticristo 1 João 2.18; 4.3. O mundo vem sendo preparado para o anticristo de
maneira bem discreta. Como por exemplo, a busca de uma aliança entre nações
para resolver o problema da economia mundial, os países vão se fechando
formando alianças entre si, os chamados blocos econômicos como por exemplo. A
nafta, a comunidade europeia (euro), os tigres asiáticos, o mercado comum do Sul,
(MERCOSUL). Veremos agora de
forma detalhada qual o real motivo dessas alianças e em que momento da história
eles vão se formando, na verdade é um meio de sobrevivência em um mundo que o
capitalismo domina, e o que prevalece é o poder do mais forte. Sabemos que em
um momento da história os Estados Unidos da América se tornaram a potência que
é hoje, porque fabricava e financiava armas no período de segunda Guerra
mundial. (sempre a lei do mais forte).
A formação dos blocos econômicos
O NAFTA (North American Free
Trade Agreement ou Tratado Norte-Americano de Livre Comércio) é um bloco econômico formado por Estados Unidos, Canadá e
México. Foi ratificado em 1993, entrando em funcionamento no dia 1º de janeiro
de 1994. Objetivos do
NAFTA
Eliminar barreiras alfandegárias – os impostos de importação
de bens e mercadorias.
Facilitar o trânsito de produtos e serviços entre os
territórios dos países participantes do acordo.
Promover condições para que haja um ambiente de competição
equilibrada dentro da área de abrangência do NAFTA.
Ampliar as oportunidades de investimento dentro dos países e
entre os países participantes do acordo.
Oferecer proteção efetiva e adequada e garantir os direitos
de propriedade intelectual no território dos países membros – este objetivo
aplica-se à produção científica e especialmente a cultural. O NAFTA possui caráter essencialmente econômico – este
fator explica o restrito nível de integração
A UE (União Europeia) é um bloco econômico,
político e social de 28 países europeus que participam de um projeto de
integração política e econômica. Os países integrantes são: Alemanha, Áustria,
Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha,
Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia,
Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos (Holanda), Polônia, Portugal, Reino
Unido (referendo popular aprovou saída da UE em 23/06/2016), República Tcheca,
Romênia e Suécia. Macedônia, Croácia e Turquia encontram-se em fase de
negociação. Estes países são politicamente democráticos, com um Estado de
direito em vigor. Outro fato importante para entender a
criação do bloco econômico é que nesta época a Europa buscava se reconstruir
dos danos da Segunda Guerra Mundial e, bem como, de prosperar a paz. Dessa
forma, outra intenção foi construir uma força militar e de segurança. A criação da União Europeia veio
apenas em 1992, na cidade de Maastricht na Holanda, quando os países da CEE se
reuniram e assinaram o chamado Tratado de Maastricht. Este tratado, que entrou
em vigor apenas em 1993, propôs uma integração e cooperação econômica, buscando
harmonizar os preços e as taxas de importação. Em 1999 foi projetada na UE a
criação de um banco central e da moeda única, o Euro. Esta nova moeda foi capaz
de gerar profundas mudanças no cenário geopolítico e pode dar condições de
fortalecer a economia e influência da UE para competir com o dólar
norte-americano.
Os tigres asiáticos
O termo
Tigres Asiáticos se refere a quatro países da Ásia (Hong Kong, Cingapura,
Coreia do Sul e Taiwan), que a partir da década de 1970 alcançaram um acelerado
desenvolvimento industrial e econômico. Em razão da agressividade
administrativa e da localização desses países, eles receberam tal denominação. Crescimento econômico e autonomia
A
exportação de produtos com alto valor agregado – produtos eletrônicos,
tecnológicos, automóveis – proporcionaram, no decorrer dos anos, que os Tigres
Asiáticos também pudessem acumular capital. Era apenas o que faltava para o
fortalecimento e ampliação das empresas locais. A Coreia do Sul é, com certeza,
entre as nações do grupo a que alcançou maior emancipação e autonomia
econômicas. A relação de dependência dos investimentos externos – que ocorreu
no início do crescimento econômico desses países – então se enfraquece. O
fortalecimento dos grupos econômico-financeiro do próprio país, passam a
necessitar expandir suas áreas de aplicação do capital para além de suas
fronteiras. Uma das estratégias utilizadas foi a escolha de países vizinhos,
que possuíam até então, economias tradicionais e agrárias. Países estes que
viram mais tarde a ser conhecidos como Novos Tigres Asiáticos ou Tigres de
Segunda Geração.
Novos Tigres Asiáticos
Tailândia,
Filipinas, Indonésia e Malásia, ficaram conhecidos como “Novos Tigres
Asiáticos” especialmente a partir dos anos 2000. Esses países embora tenham
experimentado um crescimento expressivo na atividade industrial, apresentam
características que os diferenciam muito dos Tigres de primeira geração. Os
também denominados Novos Países Industrializados – NPIs, estão subordinados
economicamente aos países investidores. Além disso, o desenvolvimento econômico
não foi acompanhado pelo progresso nas áreas sociais, como ocorreu com a
primeira geração dos Tigres Asiáticos. Ao contrário, a desigualdade social, nos
Novos Tigres Asiáticos foi intensificada após a expansão econômico-industrial.
O Mercosul
Atualmente,
o MERCOSUL é formado por cinco membros plenos: Argentina, Brasil, Uruguai,
Paraguai e Venezuela, que está suspensa do bloco a partir de dezembro de 2016;
cinco países associados: Chile, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru; e dois
países observadores: Nova Zelândia e México.
Apesar de
o euro ser uma moeda forte, o que predomina nesses mercados é o DOLAR.
A
formação desses blocos econômicos contrasta com o que a Bíblia diz a cerca dos
sinais que antecede o arrebatamento, e os acontecimentos que apontam para o
advento do anticristo e uma rápida implantação de um único governo que
predominara todo os quatro cantos da terra, um único governo, com uma única
moeda controlado por um único homem. (Leia) Apocalipse 13. 16-18
Apocalipse cinco O livro selado.
Esse
livro registra a revelação do que Deus determinou para o futuro do mundo e da
humanidade. Descreve como o mundo será julgado, bem como o triunfo final de
Deus e seu povo de todo mal. Mostra Jesus como o Leão da tribo de Judá v5, e um
cordeiro sobre o trono. Como leão ele vem para lutar contra Satanás, como
cordeiro ele lida com o pecado ou pecador v6. Esse cordeiro é adorado pelos
anjos ao redor do trono v11.
Os quatro cavaleiros do apocalipse (AP 6.
1-17)
Os
quatro cavaleiros do apocalipse são representação do que na verdade já vem
acontecendo no mundo, pois são situações que ocorrem diante da sociedade
mundial o Cavalo branco é a expressão
exata do inimigo que trará guerra a terra, a bem da verdade esse espirito já
vem agindo na terra a muito tempo, ele fala de uma falsa paz, pois o mesmo traz
um arco sem flecha em sua mão v2. Mas vejamos que na sequencia o parceiro desse
primeiro cavaleiro vem logo atrás e vem fazendo completamente o contrario do
primeiro; O cavalo vermelho; tirava
a paz da terra arrumando contenda entre os homens para que eles briguem entre
si a ponto de tirarem suas vidas, isso vem ocorrendo, mas na grande tribulação
isso acontecera de maneira mais violenta. Zc. 1.8; 6.2 A grande tribulação será
um período de violência, morte e guerra. As consequências dessa guerra são catastróficas,
pois por causa da guerra vem o racionamento de alimento, aparece no cenário O cavalo preto. Simboliza uma grande
fome. Mas há a manifestação desses espirito no mundo, como por exemplo, países
da África, índia, Indonésia e em muitos outros lugares em que a fome mata. Uma
pesquisa feita pela folha uol.com. br afirma que 56 países têm graves problemas
com a fome. O papel do anticristo é dificultar a vida do ser humano pois ele é
o próprio satanás sabemos que o mundo não vai melhorar, e no período da grande
tribulação é que a coisa vai ainda se intensificar, com a aparição do cavalo amarelo. Esse outro cavalo com
seu cavaleiro simboliza uma escalada terrível da guerra, da fome, da morte, das
pragas, das enfermidades e das feras perigosas. Esse julgamento é tão terrível que
mata a quarta parte da raça humana.
A mais grave crise econômica.
Foi a mais grave crise
econômica mundial do século 20. Tudo começou por causa de um grande
desequilíbrio na economia dos Estados Unidos. Durante a década de 1920, houve
um rápido crescimento do mercado de ações no país, com os americanos investindo
loucamente nas bolsas de valores, acreditando que elas se manteriam sempre em
alta. Cidadãos comuns vendiam as próprias casas para comprar ações, atrás de um
lucro fácil e, teoricamente, seguro. No entanto, em meados de 1929, a economia
do país começou a dar sinais de que as coisas não iam tão bem assim. Os Estados
Unidos entraram em recessão (queda no crescimento econômico) e muitas empresas
haviam se endividado além da conta durante o período de euforia. Em outubro de
1929, diante desses sinais negativos, os preços das ações desabaram, provocando
a quebra da Bolsa de Valores de Nova York. O colapso na economia americana logo
se espalhou pelo mundo, pois os Estados Unidos haviam se tornado o principal
financiador dos países da Europa após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918),
conflito que enfraqueceu o continente. A crise também atingiu o Brasil, fazendo
as vendas de café para o exterior, nosso principal produto de exportação na
época, despencarem. “A quase falência da cafeicultura aumentou as tensões
políticas, quando uma junta militar depôs o presidente Washington Luís e
empossou Getúlio Vargas, líder da Revolução de 30”, diz o economista José
Menezes Gomes, professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
A Europa também sentiu
os efeitos políticos da crise, pois a democracia e as ideias liberais ficaram
desacreditadas, estimulando o surgimento do nazismo alemão e do fascismo
italiano. A crise mundial, nascida nos Estados Unidos, começou a ser superada
lá mesmo. Em 1933, o presidente Franklin Roosevelt lançou um programa chamado
New Deal (“novo acordo”, em inglês), realizando grandes projetos de obras
públicas para promover a recuperação econômica. Mas a Grande Depressão só seria
definitivamente encerrada anos depois, durante a Segunda Guerra (1939-1945).
Década
perdida Colapso
da economia mundial marcou os anos 30
1929
Colapso da Bolsa de Nova York dá início à
Grande Depressão. No Brasil, muitas fábricas fecham as portas e quase 2 milhões
de trabalhadores perdem seus empregos.
1932
O desemprego chega a 25% na Alemanha. Nos
Estados Unidos, a produção da indústria cai para 54% dos níveis registrados em
1929.
1933
Onze mil dos 25 mil bancos existentes nos
Estados Unidos estão falidos. O governo americano lança o conjunto de reformas
conhecido como New Deal.
1936
A crise termina na Alemanha graças à
implantação de grandes obras públicas e ao aumento dos gastos militares pelos
nazistas, que haviam chegado ao poder se aproveitando da Depressão.
1941
A Grande Depressão é totalmente superada
nos Estados Unidos depois que o país entra na Segunda Guerra Mundial. Os gastos
militares também impulsionam a economia local.
1971:
“O fim do sistema padrão-ouro”. Os
gastos excessivos dos EUA no exterior e a Guerra do Vietnã fizeram com que as
reservas de ouro do país se reduzissem drasticamente. Com isso, o valor da
moeda deixou de estar respaldado pelo metal. Por isso, e em meio a fortes
especulações e fugas de capitais dos EUA, o então presidente Richard Nixon
decidiu suspender a convertibilidade com o ouro e desvalorizou a moeda em 10%,
algo que fez sem consultar os outros membros do Sistema Monetário
Internacional. Dois anos depois, voltou a desvalorizar a moeda, colocando fim
ao padrão-ouro. Começava a época do câmbio flutuante em função da evolução dos
mercados de capital internacionais.
O
Embargo “do petróleo no conflito árabe-israelense”. O corte de provisão dos Estados que compõem a
Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na chamada primeira
crise do petróleo, durante a Guerra do Yom Kippur, provocou o aumento de US$
2,50 a US$ 11,50 na commodity em 1974. Isso elevou a fatura energética do
Ocidente e gerou uma forte crise nos países mais industrializados. A partir
dessa crise de preços, os países ocidentais dão início a políticas de
diversificação e de economia de energia. Entre outras iniciativas de proteção,
a Agência Internacional de Energia (AIE) é criada.
1979: “A Revolução Iraniana”.
A derrocada do xá Mohammad Reza Pahlevi e a instauração da República Islâmica
do Irã provocaram a segunda crise do petróleo, um novo colapso internacional.
Embora as economias dos países ocidentais estivessem mais preparadas, já que
haviam reduzido o consumo de petróleo, a queda na oferta provocou um longo
período de preços extraordinariamente altos. A crise afetou, sobretudo, os
países em vias de desenvolvimento, que, junto com o aumento de preço que tinham
de pagar pela commodity e a inflação, tiveram que enfrentar um ciclo de crise
financeira pela elevada dívida externa.
1980: “Iraque invade Irã”.
O petróleo voltou a bater novos recordes em alta, chegando a US$ 40 o barril,
valor que não tinha sido superado em dez anos.
Os altos preços levaram o Ocidente a produzir mais
de seu próprio petróleo em áreas como o Mar do Norte.
1987: “A Segunda-feira Negra”. Em 19 de outubro de 1987, milhões de investidores
se lançaram em massa a vender suas ações na Bolsa de Nova York devido à crença
generalizada de gestão inadequada de informações confidenciais e à aquisição de
empresas com dinheiro procedente de créditos. O Dow Jones caiu 508 pontos,
somando 22,6% de baixa em um único pregão, superando os sucessivos recuos que
provocaram a Grande Depressão e arrastando bolsas europeias e asiáticas. Isso
trouxe como consequência uma intensificação da coordenação monetária
internacional e dos principais assuntos econômicos.
1994:
“A crise do peso mexicano”. Incapaz
de manter a taxa de câmbio fixo em relação ao dólar, o Governo do México
anunciou a desvalorização da moeda nacional. A falta de confiança na economia
mexicana desencadeou uma grande saída de capital. Os créditos cessaram, a
produção diminuiu e o desemprego aumentou mais de 60%. As consequências
negativas sobre o resto da América Latina são batizadas de Efeito Tequila.
1997: “A crise dos Gigantes
Asiáticos”. Em julho a moeda tailandesa se desvalorizou. Logo
depois caíram as de Malásia, Indonésia e Filipinas, repercutindo também em
Taiwan, Hong Kong e Coreia do Sul. O efeito desses recuos arrastou as outras
economias da região, convertendo-se posteriormente na primeira crise em escala
global. O FMI elaborou uma série de pacotes de resgate para salvar as economias
mais atingidas e promoveu várias reformas estruturais.
1998: “A crise do rublo”. O
sistema bancário da Rússia entrou em colapso, com uma suspensão parcial de
pagamentos internacionais, a desvalorização da moeda e o congelamento de
depósitos em divisa estrangeira. O FMI concedeu vários créditos
multimilionários para evitar a queda livre do rublo e que os danos fossem
irreparáveis no mercado internacional.
2000:
“A crise das ponto com”. Os
excessos da nova economia deixaram um rastro de quebras, fechamentos, compras e
fusões no mundo da internet e das telecomunicações, e também um grande buraco
nas contas das empresas de capital de risco. Em 10 de março, o principal índice
da Nasdaq, máximo expoente da nova economia e do êxito das empresas de
tecnologia, fechou em 5.048,62 pontos, recorde histórico. Em apenas três anos,
a crise apagou do mapa quase cinco mil companhias e algumas das maiores corporações
do setor de telecomunicações, vítimas dos maiores escândalos contábeis da
história. O Federal Reserve (Fed, banco central americano) respondeu com uma
redução de 0,5 pontos na taxa básica de juros.
2001: “As Torres Gêmeas”. Os
atentados de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas em Nova York e o
Pentágono em Washington, que deixaram um balanço de cerca de três mil mortos,
provocaram também queda nas bolsas. O índice Nikkei de Tóquio caiu mais de 6%,
e os pregões europeus tiveram fortes recuos que levaram os investidores a
buscar refúgio no mercado do ouro e em bônus do Tesouro americano. O Fed também
respondeu à crise com cortes dos juros, na campanha mais forte de sua história
nesse sentido.
2001-2002:
“A crise argentina”. O Governo
não possuía fundos para manter a paridade fixa do peso (moeda argentina) ante o
dólar e, perante a saída de capitais, impôs restrições à retirada de depósitos
bancários, uma medida conhecida como Corralito. Em dezembro de 2001, Buenos
Aires suspendeu o pagamento da dívida, de quase US$ 100 bilhões. Em janeiro de
2002, o presidente Eduardo Duhalde se viu obrigado a terminar com a paridade e
transformou em pesos os depósitos bancários em dólares.
2008-2009:
“A Grande Recessão”. Os EUA
sofreram a maior crise financeira desde os anos 1930, consequência de um
relaxamento na avaliação do risco. O mau momento contagiou o resto do
mundo. O detonante foi à explosão de uma enorme bolha imobiliária, que
revelou que os bancos tinham estendido hipotecas lixo (subprime) a pessoas sem
condições de pagá-las, com a expectativa de que o preço dos imóveis seguisse
subindo.
As hipotecas foram transformadas
em títulos e vendidas nos mercados, o que gerou centenas de bilhões de dólares
de prejuízo aos investidores. O presidente George W. Bush criou um programa de
resgate financeiro de US$ 700 bilhões. Ele e seu sucessor, Barack Obama, usaram
o dinheiro para resgatar bancos, seguradoras e montadoras. Obama impulsionou
também um plano de estímulo de US$ 787 bilhões para revitalizar a economia, com
investimentos especialmente em construções e educação, ajudas aos desempregados
e subsídios às energias alternativas. Ao mesmo tempo, Obama promoveu a maior
reforma financeira desde os anos 1930 em nível nacional, complementada com uma
iniciativa para endurecer as normas bancárias internacionalmente.
2009-2010: “A crise da dívida
na Europa”. O novo Governo da Grécia reconhece que o déficit do
país é muito superior ao revelado anteriormente, o que altera o interesse nos
mercados por seus bônus. União Europeia (UE) e FMI negociam durante meses
um programa de ajuda, enquanto os investidores continuam castigando a Grécia.
E, em maio, finalmente aprovam um plano de resgate dotado de 110 bilhões de
euros (US$ 140 bilhões) para os próximos três anos. Então, os mercados já
começam a duvidar da capacidade de outros países europeus de pagar sua dívida.
O contágio da ansiedade afeta em particular Portugal, Espanha, Irlanda e
Itália, e afunda o valor do euro. A UE age e anuncia, ainda em maio, que
mobilizará 750 bilhões de euros para apoiar a dívida de qualquer país da zona
de moeda única. O Banco Central Europeu (BCE) inicia a compra de bônus
soberanos dos países-membros. Satanás ardiloso como é aproveitando- se da atual situação, levanta no meio cristão uma teologia profana,o espirito do anticristo vem agindo de maneira imperceptível pela igreja
principalmente com as novas teologias que estão tirando o foco da santificação,
para a teologia do enriquecimento.
O arrebatamento
Sabemos que a
Bíblia não define o dia do arrebatamento, o próprio Jesus afirmou que nem ele,
muito menos os anjos sabem qual a data desse que será o maior evento que
ocorrera no mundo, mas as sagradas escrituras deixam claro sobre os
acontecimentos que apontam a proximidade desse dia, podemos dizer que Jesus está
voltando. Mas vamos fazer distinção entre arrebatamento e a parousia ou
presença pessoal. (Mt 24.3). Refere-se ao arrebatamento, não a segunda vinda de
cristo. É o mesmo que em (Mat. 3. 13; 4. 13-17; 5.8) e (II Tessalonicenses
2.7). Essas duas vindas são distintas, separadas por diversos anos e, por isso,
não são dois estágios ou fazes de uma única vinda. O arrebatamento é a primeira
das duas vindas essa primeira vinda não é na terra, mas nos ares. Quando os
santos encontrarem com Cristo nos ares, ele nos levara para o céu consigo e nos
apresentara diante do trono do Pai onde permaneceremos por um período de sete
anos, enquanto a tribulação estiver em curso na terra (tessalonicenses 3.13;
Jo 14. 1-3). Nesse tempo acontecerá as bodas do cordeiro e o julgamento dos
santos acontecerão no céu (2Co 5. 10; Ap 19) O arrebatamento é o momento que
cristo vira buscar os santos para morar no céu. Portanto por um período de sete
anos estará acontecendo na terra a grande tribulação. Para sermos arrebatados
temos que obedecer algumas ordens para que esse dia não nos pegue de improviso,
não dormir (sono espiritual), vigiar, sermos sóbrios, ser paciente, orar sem
cessar, não entristecer o Espirito Santo, pois ele é o penhor da nossa
salvação, abster-se de toda a aparência do mal. Mas em que momento a Bíblia
revela o arrebatamento. A Bíblia deixa a entender que o arrebatamento da igreja
acontece em Apocalipse 4. 1. Há razoes bíblicas que nos ajudam a ter essa interpretação,
Cristo disse que as coisas de apocalipse de (4-22) hão de acontecer depois
destas, ou seja, depois das igrejas, como está provado anteriormente e também
em Ap. 1.19. se isto acontecer, então a igreja é arrebatada antes dessas coisas
de apocalipse 4-22, e depois das igrejas de apocalipse 2-3. Se as coisas que são
(2-3) dizem respeito a igreja, então as coisas que hão de acontecer depois das
igrejas que são, devem dizer respeito aos eventos depois das igrejas. A igreja
deve estar aqui durante o momento do cumprimento das coisas acerca das igrejas,
e não deve estar aqui durante o cumprimento das coisas depois das igrejas. A
igreja então é arrebatada em Apocalipse 4.1 entre as coisas que são (Ap 2-3) e
as coisas que depois destas devem acontecer, ou seja, depois das igrejas (Ap
4-22). O arrebatamento acontece antes da aparição do anticristo e isso dará
inicio a 70 semanas de Daniel se dará nos últimos sete anos desta era, durante
os quais tudo que está escrito em apocalipse 4-19; Mat. 24-25 se cumprira. Então
daqui em diante João tem uma visão do futuro depois do arrebatamento da igreja.
Um
pedido de Justiça Ap. 6. 9-11 5*
Selo
Os mortos por amor a palavra de Deus são
os que foram martirizados por sua fé em Cristo e pela verdade da sua palavra
(1) foi dito para que eles tivessem paciência; porque muitos ainda morreriam
pela sua fé em Cristo. (2) O período da tribulação será um tempo terrível de
perseguição para quem crer no evangelho e permanecer fiel a Deus e a sua
palavra (v 3.10; 7.9; 14.6). Talvez os mártires do passado estejam incluídos
entre os que estão debaixo do altar. Não julgas e vingas nosso sangue. (v 10)
esta oração não pede vingança pessoal, pois provem do zelo por Deus e pela
retidão e da preocupação com os sofrimentos do seu povo. O capitulo 6 do
apocalipse termina com a abertura do sexto selo seguido de um grande terremoto,
uma escuridão, sol escureceu e a lua tornou-se em sangue, um terremoto derruba
estrelas sobre a terra, a retirada do céu. As estrelas caindo como figos verdes
após uma tempestade lembram as chuvas do mês de outono sacudindo os fogos
tardios do verão que não amadureceram. Isaias faz uma comparação similar a
queda das folhas secas da videira (Is 34.4) . No pensamento antigo, estrelas
caindo nem sempre significam a destruição do universo, todavia, poderia ser um
pressagio de interpretação exigente, um sinal do juízo de Deus, ou uma metáfora
para queda de satanás. No A/T, estrelas representam tanto poderes celestiais do
bem (Jz 5.20; Dn 8.10) e do mal (Dt 4. 19; Is 14.12; 24.21). A queda de
estrelas aparece mais três vezes no Apocalipse (8.10; 9.1; 12.4). Em outra
imagem o céu recua (“separado ou se separam”.). Como um pergaminho, o céu é
enrolado (Hb 1.12), para que o seu conteúdo não fique mais visível. Uma
calamidade final todas as montanhas e ilhas serão removidas de seus lugares,
devido aos efeitos do terremoto (Ap 6.12). O colapso daquilo que simboliza a
estabilidade na criação frequentemente aparece no A/T no contexto de uma
teofania ou juízo (ex: Jz 5.5; Sl 46.2-3; Is 5.25; Mq 1.4; Zc 14.4).
As reações humanas
Os sete grupos, que respondem as
perturbações universais incluem não cristãos em todos os níveis da sociedade.
Os reis da terra tinham maior poder e autoridade. Os príncipes (grandes homens)
podem ter sido uma turma de oficiais civis ou príncipes partos, onde é concedida
esta posição aos comerciantes. Generais, os ricos, os poderosos, esses grupos
de pessoas se sentiam seguros, portanto nesta situação estão desamparados como
todos os escravos e livres, todos se escondem em cavernas e entre as rochas
para tentar escapar do juízo divino como Isaias profetizou em relação à
Jerusalém (Is 2.19-21; Zc 14. 5) e como avisado em Mc 13.14 em paralelo em (Mat.
24.16; Lc 21.21) Eles gritavam para que as montanhas e as rochas para cair
sobre eles, uma alusão ao juízo sobre Samaria (Os 10.8), se assemelha à
declaração de Jerusalém em (Lc 23.30). Esse episódio enfatiza a majestade
inacessível de Deus (Ex 33.22) onde Deus esconde a sua gloria de Moises na
fenda da rocha para protege-lo de sua gloria e soberania legitima em comparação
aos reis terrestres e a indignidade absoluta da humanidade. Eles se escondem
nas rochas porque teme a presença de Deus, eles têm mais medo da ira de Deus do
que ate mesmo o medo da morte. Não há no apocalipse uma distinção entre a ira
do cordeiro e a ira do Deus todo poderoso, pois ambos são o mesmo e Jesus que é
o cordeiro no novo testamento mostrou momentos de ira durante o seu ministério;
ele se irou quando pessoas lhes desobedeciam (Mt 9.30: Mc 1.43), pela falta de
fé dos discípulos (Mt 17.17), e pela descrença dos Judeus (Jo 11.40),
particularmente dos fariseus (Mc 3.5). Ele ficava irado com as cidades que eram
convidadas ao arrependimento (Mt 11.20ss). Cristologia em apocalipse, não há
distinção entre a ira de divina e a ira do cordeiro. A ideia gnóstica de que o
Deus do A/T é um Deus de ira e o Deus do N/T é um Deus de amor é claramente
falsa. Paulo coloca a ira divina no contexto da vida, morte e ressureição de
Jesus (Rm 1.17,18) O evento de Cristo revela tanto a justiça quanto a ira
divina. A justiça que Deus ofereceu aos cristãos é ao mesmo tempo ira, contra
toda impiedade e a iniquidade dos seres humanos que detém a verdade pela
justiça (Mt 18.34; Mc 3.5: Rm 2. 5,8; 9.22). A ira divina não é uma raiva
emocional e psicológica, porem uma santa rejeição ao mal.
Visões da Terra e do Céu (7. 1-17)
Os acontecimentos do capitulo sete
responde duas questões “Ate quando?” (6.10) e “quem poderá suportar” diante da
ira divina? (6.17). Este capitulo proporciona encorajamento para a igreja
sitiada do primeiro século, que sofria perseguição de fora e de dentro da
divisão. Este produz ainda confiança nos cristãos para continuarem a perseverar
em meio a tudo que vier acontecer. O capitulo está dividido em duas seções cada
uma introduzida por uma típica frase de transição (7.1-9). A primeira sena
mostra a proteção divina sobre a igreja na terra; a segunda apresenta duas
perspectivas da igreja no céu. A visão da igreja na terra inclui quatro anjos
retendo os quatro ventos (v.1); outro anjo com o selo de Deus pedindo por
moderação continuada até que os servos de Deus estejam selados (v. 2,3); e João
ouvindo um censo das pessoas que foram seladas (v.4-8). É importante fazer um
contraste entre os dois grupos de pessoas descritas nesse capitulo. (Ap 7.1-8)
Judeus contados 144 mil selados na terra (Ap 7.9-17). Gentios de todas as
nações não podem ser contados, no céu, em pé diante de Deus. Apesar de as
escrituras não afirmarem, explicitamente, que os 144mil judeus são testemunhas
especiais de Deus e que a multidão de gentios foi salva por meio de seu
ministério, está nos parece uma dedução logica; de outro modo, porque os outros
dois grupos são relacionados nesse capitulo? O paralelo com Mateus 24.14 também
indicam que os 144mil darão testemunho do senhor durante a tribulação. Os Judeus selados. Os anjos são
associados às forças da natureza; o vento (Ap 7.1), o fogo (Ap 14.18), e a água
(Ap 16.15). A ordem de parar o vento indica a calmaria entes da tempestade,
Deus controla toda a natureza. No dia da sua ira ele usara as forças da
natureza para julgar a humanidade. Selo nas escrituras lembra posse e proteção.
Atualmente o povo de Deus é selado com o Espirito Santo (Ef 1.13,14). Essa é a
garantia de que somos de Deus e que somos salvos e estamos seguros de que um
dia ele nos levara ao céu. Os 144mil receberão o nome do pai como seu selo (Ap
14.1), contrastando com a marca da besta (Ap 13.17;14.11;16.2;19;20) Este selo
protegera os judeus escolhidos do julgamento que fara dano a terra e ao mar (
Ap 7.2) Isso acontecera quando os anjos tocarem suas trombetas (Ap 8). Em todas
as eras, Deus sempre tem seu remanescente fiel. Elias pensou que estava
sozinho, mas havia sete mil servos fieis (1RS 19.18). O ato selar descrito em
apocalipse 7 sem duvidas tem como contesto Ezequiel 9. 1-7 em que os fieis são
selados antes de sobrevir o julgamento de Deus. O numero 144mil é significativo,
pois indica perfeição e plenitude (144=12x12). Alguns veem aqui a plenitude do
povo de Deus: as doze tribos de Israel, e os doze Apostolo (os santos do novo
testamento). Pode se tratar de uma boa explicação desta passagem, mas não é sua
interpretação básica, pois os textos deixam claro que os 144 mil são judeus e
ate suas tribos são citadas. Não se sabe na realidade. A um problema nessa
citação das tribos de Israel, pois alguns nomes deixam de ser apresentado na
seleção dos 144mil. Os registros genealógicos foram todos destruído devido o
cativeiro assírio. Mas as dez tribos levadas embora pelos assírios e que se
perderam não são problema para Deus, pois ele conhece o seu povo e sabe onde
todos eles estão (Mt 19.28; At 26.7; Tg 1.1). Porque Levi é incluído, se não
tem herança com as outras tribos (Nm 18.20-24; Js 13.14)? Porque Jose é citada,
mas seu filho Efraim normalmente associado ao seu irmão Manasse é deixado de
fora? Em fim porque a tribo de Dã é deixada de fora aqui, mas aparece nas
divisões da terra em Ezequiel 48.1. Devemos deixar as coisas ocultas por conta
de Deus e não permitir que a ignorância a respeito disso seja um empecilho para
a obediência ao que sabemos (Dt 29.29)
Os gentios
Salvos (vv.9-17)
Não se
pode ler o livro do apocalipse sem uma perspectiva global, pois sua ênfase é no
que Deus faz pelas pessoas no mundo todo. O cordeiro morreu para redimir as
pessoas de toda tribo língua e nação (Ap 5.9; Mc 16.15). Está claro quem são
essa multidão pois um dos anciãos explica a João (Ap 7.14): são gentios salvo
pela fé em cristo durante a tribulação (encontramos o mesmo grupo em Ap 14).
Hoje é fácil confessar a cristo em quase todo o mundo, mas não será o caso na
tribulação pelo menos na sua metade. Nesse tempo só poderão comprar e vender
quem estiver o sinal da besta, quem não tiver ficara desprovidos ate mesmo das
necessidades básicas Ap 7.16 sofrerão fome sede e falta de abrigo exposto ao
sol (Ap 16. 8, 9). O fato de estarem em pé diante do trono, não assentadas ao
redor dele indica que essas pessoas não são identificadas com os 24 anciãos. O
próprio João não sabia quem era. È evidente que na cidade celestial (Ap 21e
22), todas as distinções deixaram de existir, e seremos todos o povo de Deus na
gloria, ´pois enquanto Deus desenrola seu plano na história humana, ainda
existe distinções entre judeus, gentios, a igreja. João apresenta uma bela
descrição desse povo. Em primeiro lugar, foram aceitos, pois estão diante do
cordeiro, suas vestes brancas e as palmas simbolizam vitória, os judeus usavam
palmas nas festas dos tabernáculos (Lv 23. 40-43), um tempo especial para o
povo de Israel. Em segundo lugar, estavam alegres cantavam louvores ao Pai e ao
cordeiro e sua adoração se juntou à dos que estavam ao redor do trono; também
foram recompensados, tinham o privilegio de estar diante do trono de Deus e
servi-lo. O cordeiro será o nosso pastor e nos satisfará com tudo que há de
bom.
Toquem
as Trombetas (Ap 8-9)
Os
julgamentos dos selos chegaram ao fim e os julgamentos das trombetas estão
prestes a começar. Serão seguidos dos julgamentos das taças, culminando com a
destruição da Babilônia e a volta de Cristo a terra a partir dai os julgamentos
tornam se mais intensos. É interessante observar, também, que os julgamentos
das trombetas e taças afetam as mesmas áreas. As trombetas trazem os
julgamentos sobre a terra, o mar, os rios, os céus a humanidade (tormento) um
exercito de nações iradas (Ap 8.1-13; 9.13-21; 11.15-19). O julgamento das
taças (Ap 16 1-21). Os julgamentos das trombetas ocorrem durante a primeira
metade da tribulação, enquanto os julgamentos das taças dão-se na metade final,
também chamada de cólera de Deus (Ap 14.10; 15.7). Os julgamentos das trombetas
são paralelos às pragas que Deus enviou sobre a terra do Egito. Afinal o mundo
faz a mesma pergunta que Faraó; “quem é o senhor para que eu o sirva?”
A
abertura do sétimo selo e o toque das primeiras trombetas tem resultados
dramáticos. Essa preparação envolve dois elementos: silencio (Ap 8.1) e
suplicas (Ap 8. 2-6). O silencio João não menciona o motivo do silencio, mas
existem varias possibilidades. O livro é aberto completamente e talvez, virado
de forma que todo o céu possa ver o plano glorioso de Deus se desdobrando. È
possível que as hostes angelicais estejam simplesmente espantadas com o que
veem. Sem duvida, o silencio é uma calmaria antes da tempestade, pois os
julgamentos mais intensos de Deus estão prestes a ser lançado sobre a terra (Sf
1.7—18) cale-se toda carne diante do senhor, porque ele se levantou da sua
santa morada (Zc 2.13); (Hc 2. 20). Durante esse silencio os anjos recebem as
trombetas, instrumentos significativos para João que era Judeu e entendia o
papel das trombetas na vida dos israelitas como nação as trombetas eram usadas
em três situações importantes: para reunir o povo (Nm 10. 1-8); avisar sobre a
guerra (Nm 10. 9) e anunciar ocasiões especiais (Nm 10. 10). Uma trombeta soou
quando a lei foi entregue no Sinai (Ex 19.16-19) e era comum tocar trombeta
quando um rei é ungido e entronizado (1Rs 1.34,39). Assim como as trombetas
anunciou a destruição de Jerico, também trarão, por fim, a derrota de Babilônia.
O silencio reverente é seguido das ações de um determinado anjo no altar de
ouro no céu. Tanto no tabernáculo quanto no templo, o altar de ouro ficava antes
do véu e era usado para queimar incenso (Êx 30.1-10) Queimar incenso no altar é
uma imagem das orações subindo a Deus (Sl 141.2) . Aqui não são orações de um
grupo especial de pessoas no céu que alcançaram a “santidade”. Em primeiro
lugar, todos os filhos de Deus são santos, separado por Deus, por meio da fé em
Jesus cristo (ll Co 1.1; 9.1,12; 13.13) Também não existe nas escrituras
qualquer ensinamento claro de que as pessoas no céu orem pelos cristãos na
terra ou que devemos dirigir orações a Deus por intermédio desses santos.
Oramos ao Pai por intermédio do filho, pois somente ele é digno (Ap 5.3). No
dia da expiação, o sumo sacerdote colocava incenso sobre as brasas do
incensário e entrava no santo dos santos levando consigo o sangue do sacrifício
(Lv 16. 11-14). Mas, nesta cena, o anjo coloca o incenso no altar, e depois
atira as brasas do altar sobre a terra! Ez 10 indica que esse gesto simboliza o
julgamento de Deus, e os efeitos descritos em Apocalipse 8.5 confirmam essa
ideia. Esta para começar uma tempestade (Ap 4.5; 11.19; 16.18). Desolações: na
terra, nos mares, na água doce e nos céus. (vv 12,13) O julgamento das três primeiras
trombetas afeta somente um terço da terra e das águas, mas o quarto julgamento
afeta o mundo todo. A libertação (Ap 9.
1-21). O capitulo 9 descreve dois exércitos temíveis que serão soltos no
devido tempo e terão ´permissão de julgar a humanidade. Um exército do abismo (vv
1-12). Lucas deixa claro que esse poço do “abismo” é o lugar onde habitam os
demônios (Lc 8. 31) e João afirma que satanás será preso nesse lugar por um
tempo durante o reino de Cristo na terra (Ap 20.1-3). O anticristo a besta
surgira desse abismo (Ap 11. 7; 17.8). A estrela caída é uma pessoa, o rei dos
seres do abismo (Ap 9.11). Não tem autoridade total, pois precisou receber a
chave do abismo antes de libertar o seu exercito, quando o abismo se abre, uma
nuvem de fumaça sobe como se uma fornalha tivesse sido aberta (Mat. 13. 42-50),
a fumaça polui o ar escurece o sol, já parcialmente encoberto no toque da
quarta trombeta, mas o que enche a humanidade de terror é o que sai da fumaça
um exercito de demônios comparados a gafanhotos. A oitava praga do Egito (Ex 10.1-20). Foi uma nuvem destruidora de
gafanhotos, mas não são gafanhotos no sentido literal, pois eles não são para
comer a vegetação e sim atormentar os homens apenas os 144mil judeus são
poupados desse tormento. O gafanhoto vive exatamente cinco meses de maio a
setembro essa será a duração desse julgamento, a morte nesse período fugira do
homem (Jr 8. 3). O exército do Oriente (vv. 13-21). O anjo ofereceu as orações dos santos no
altar de ouro do incenso (Ap. 8.3-5); agora, uma vos fala desse altar,
ordenando que sejam soltos quatro anjos. Cada anjo é encarregado de uma parte
de um grande exercito de 200 milhões esse exercito tem por objetivo matar um
terço da população do mundo. Uma vez que um quarto da população já havia
morrido ( Ap. 6.8). Isso significa que quando o julgamento da sexta trombeta se
completar, metade da população do mundo terá morrido. Não podemos identificar
esse exercito como um exercito literal de homens, pois o poder dos cavalos está
na boca e na cauda, não faz menção de seu cavaleiro. Da boca dos cavalos saem
fogo, fumaça e enxofre, enquanto a cauda parece uma serpente, que morde. Pode
atacar as pessoas com a parte posterior e anterior. Seria de imaginar que a
combinação de cinco meses de tormentos seguidos de morte pelo fogo, fumaça e
enxofre fariam os homens e mulheres se curvarem em arrependimento; mas não é o
que acontece. Esse julgamento não tem a função de corrigir e sim de vingar. Em
apocalipse 9 o que assusta não é os julgamentos que Deus envia, mas os pecados
que os homens persistem em cometer. Vejamos quais são esses pecados. Adoração a
demônios, que anda lado a lado da idolatria ( I Co 10. 19-21) será o principal
pecado. Satanás (opera sempre de acordo com a permissão de Deus), e seu desejo
é ser adorado (Is 14.12-15; Mt 4. 8-10). São pecadores mortos adorando deuses
mortos (Sl 115) seus deuses não poderão salva-los e, no entanto, continuarão a
rejeitar o verdadeiro Deus. Homicídios e roubo serão crimes comuns nesses dias,
como também o será a imoralidade sexual. O
termo traduzido como “feitiçarias” é pharmakia, o que significa uso de drogas.
Era costumeiro usar drogas em rituais religiosos pagãos e ritos de adoração a
demônios. Ao observar hoje a cultura da droga, não há dificuldade de visualizar
uma sociedade inteira entregue a essas praticas. A humanidade estará quebrando dois mandamentos mosaico ao cometer homicídio estará
transgredindo o sexto mandamento, e ao roubar o oitavo ao ter relações sexuais
ilícitas o sétimo. Será uma era sem lei. (Jz. 21.25).
Um Tempo de Testemunho (Ap. 10-11)
Apocalipse
10 a 14 descreve os acontecimentos que ocorrerão na metade dos sete anos de
tribulação. Isso explica por que João menciona repetidamente, de uma forma ou
de outra, o período de três anos e meio (Ap. 11.2,3; 12.6,14; 13. 5). No começo
desse período, o anticristo começou sua conquista prometendo proteger os judeus
e ajuda-los a reconstruir o templo em Jerusalém. Depois de três anos e meio,
ele rompera o acordo, invadira o templo e começara a perseguir o povo Judeu.
Por mais deprimentes que pareçam os acontecimentos da parte central da
tribulação, o testemunho de Deus continua presente no mundo. Em apocalipse 10 e
11, vemos três testemunhos importantes: de um anjo forte (Ap.11.1-14), de duas
testemunhas especiais (Ap. 11.1-14) e a dos anciãos no céu (Ap. 11. 15-19).
As
Duas testemunhas
O local da aparição das duas testemunhas
é Jerusalém, e o tempo, a primeira metade da tribulação. Israel está adorando
novamente em seu templo restaurado. Ap 11. 1, 2,3 (1.260dias) em seguida,
Jerusalém é dominada pelos gentios durante 42 meses, a ultima metade da
tribulação. Essas testemunhas não apenas proclamam a palavra de Deus, como
também realizam as obras de milagres de julgamento, nos trazendo a memoria
tanto a Moises quanto Elias (Ex 17.14-18; IRs 17; ss; IIRs 1. 1-12). Alguns
estudiosos citam Malaquias 4. 5 6 como evidenciam de que uma dessas testemunhas
pode ser Elias, mas Jesus aplicou essa profecia a João Batista (MT. 17.10-13),
no entanto, João Batista negou ser Elias de volta a terra (Jo 1.21,25; Lc
1.16,17). Essa confusão pode ser explicada, em parte, ao se entender que, ao
longo de toda história de Israel, Deus enviou mensageiros—os “Elias” - para chamar
seu povo ao arrependimento; assim, nesse sentido, a profecia de Malaquias será
cumprida pelas testemunhas. Em vez de relacionar o ministério das testemunhas a
Moises e Elias, o anjo que falou a João associou esse ministério a Zorobabel e
Josué, o sumo sacerdote (Zc 4). Esses dois homens ajudaram a restabelecer o
templo em Jerusalém em tempos angustiosos. Mas Deus proveu o poder especial que
precisavam para cumprir sua missão.
O
martírio das testemunhas (vv. 7-10)
Seu martírio ocorre somente depois que
terminam de testemunhar. Os servos obedientes da Deus são imortais ate
concluírem seu trabalho. A “besta” (o anticristo) esta no poder e quer manter o
controle do templo; mas só poderá fazê-lo depois que as duas testemunhas
estiverem fora do seu caminho. Deus permitirá que o anticristo as execute, pois
ninguém será capaz de lutar contra a “besta” e vencer (Ap 13.4). Elas não serão
sepultadas (Sl 79.1-3). Sem duvida os meios de comunicação mostraram as duas
testemunhas que mortas, em praça pública as pessoas faram festas, darão
presentes uns ao outros, mas a humanidade nesse período contemplará um milagre,
todos testemunharam o poder de Deus ressuscitando as testemunhas e as
arrebatando para o céu. Entre os capítulos 11 e os versículos 15 vem o toque da
sétima trombeta onde se ouve no céu grandes vozes, que diziam; os reinos da
terra vieram ser do nosso Deus e do seu Cristo ele reinara para sempre. No
capitulo 12 aparece uma mulher com uma coroa e dose estrelas e que estava
gravida e gritava a ponto de dar a luz, aparece também um dragão vermelho, que
tinha sete cabeças e dez chifres e sobre as cabeças sete diademas com sua cauda
levou um terço das estrelas do céu, o dragão para diante da mulher para poder
lhe tragar o filho que estava prestes a nascer. A mulher da a luz a um filho
varão esse regera as nações com vara de ferro: o seu filho foi arrebatado para
Deus, mas a mulher fugiu para o deserto onde já havia lugar preparado para a
mulher por um período de tempo. A mulher é Israel, as dose estrelas representam
as tribos de Israel Gen. 37.9; Ap 21. 12. A coroa representa vitória e também a
coroa da vida Ap. 2.10. A mulher sofre de dores para dar à luz, lembra o
sofrimento do povo de Israel. Isaias 26.17,18; Jr 4.31; Mq 4.10. Levando também
alguns a relaciona-las á perseguição sofrida pela comunidade da aliança, no
período anterior ao nascimento do Messias, ou a igreja, enquanto esta espera
por seu retorno. O dragão é explicitamente é identificado como satanás. O filho
que a mulher da a luz é Cristo ele regera as nações e o seu governo é eterno. A
mulher é perseguida pelo dragão, mas o texto mostra que Deus preparou refúgio
no deserto para a mulher, e determinou um período de tempo em que duraria esse
refugio, um tempo dois tempos e metade de um tempo ou quarenta e duas semanas
tempo esse que terminara com o advento de cristo para libertar os israelitas do
poder do anticristo.
As
Duas Bestas (13. 1-8)
No capitulo 13, Satanás realiza seu
ataque sobre os crentes através de dois agentes. A terrível besta do mar exerce
um poder formidável por quarenta e dois meses, enquanto a besta da terra engana
as pessoas e as fazem adorar a imagem da primeira “besta”. Os “dois juntamente
com o ‘dragão”, constituem uma irônica inversão da trindade.
Fatos
sobre a besta que sai do mar.
O mar representa os povos em passagens simbólicas (Dn 7.2,3 17). Fatos sobre a
besta de apocalipse 13: Será um homem (v.18); Subira do mar da humanidade ou do
meio da humanidade (Dn 7.24; 9.27; 11.36-45); Governara o território dos sete
reinos simbolizados pelas sete cabeças (Ap 17.8-17); Governara os dez reinos
que ainda estão para se formar dentro do antigo território do Império Romano (
Dn. 17.8-17; Dn 7.23,24); será um blasfemo (Ap 13. 5,6); renovara o Antigo
império Grego. A besta é semelhante a um leopardo que, no livro de Daniel,
representa o Império Grego (Dn 7.6; 8. 20- 23); também terá características do Império
Medo Persa representado pelo urso em (Ap 13. 2; Dn 7.5); e da Babilônia que é
representada pelo leão (Ap 13. 2; Dn 7.4). Recebera poder, trono e grande
autoridade de Satanás (Ap.13.2; 16.13-16; 2Ts 2.8-12; Dn 8.24,25; 11. 38,39).
Essa besta não será assassinada nem ressuscitara dentre os mortos, uma das
cabeças sobre a besta é ferida de morte e curada, e não a besta propriamente
dita (Ap.13.3). A besta de sete cabeças e dez chifres. Terá todo o mundo
admirado e seguindo seus passos será objeto de adoração, será um orador com
muitos dons sobrenaturais (Dn 7, 8, 11, 20,25; 8.23; 11.36). Poder e sucesso
lhe serão dados por 42 meses (Dn.7.25; 12. 7). Desafiara Deus e dirá ser o
próprio Deus (2 Ts 2. 3,4; Dn 7.25; 8. 25; 11.36-39). Guerreara contra os
Judeus e os cristãos, e multidões serão mortas por ela (Ap. 13.7,15 7.9-17;
14.13; 15.2-4; 20.4-6; Dn 7. 21). O poder lhe será dado sobre todas as nações
dentro dos dez reinos do antigo império romano, será adorado como Deus, terá um
líder religioso o falso profeta (Ap 13.11;16.13-16; 19. 20; 20. 10). Exigirá
que sua imagem seja adorada, fara que o sinal ou emblema de seu reino, ou seu
nome, seja gravado sobre a mão direita ou na testa de seus seguidores. Essa
besta exercera um poder provisório, portanto ele vencera os santos (Ap 13.7;
7.7-17; 20.4); vencera os Judeus (Ap. 12. 13-17; Dn 7.21), conquistar muitas
nações, destruir a babilônia, (Ap 17.12-17) matar as duas testemunhas (Ap
11.7-12), mudar os tempos e a lei, fazer o que bem entender por um tempo (Dn
8.24. 2Ts 2.8-12) Operar milagres fazer prosperar o engano controlar o dinheiro
e o comercio (Dn 11.38-43; Ap 13.17; 18. 1-24) Causar grandes decepções,
controlar a religião (Dn.11 36).
Fatos sobre a besta que sai da terra. Também
será um homem. O gr. Allos significa outro da mesma espécie. A primeira besta é
um homem (Ap 13.18), por isso, a segunda também deve ser homem, vira da terra
(Ap 13.11) que é igual a besta que sai do mar confira (Dn 7.3 com Dn 7.17). Não
há nenhuma alusão de que ela será do submundo dos espíritos, que já partiram,
ou que será um homem que ressuscitou dos mortos. Ambas as bestas representam
homens naturais que nascerão nesses últimos dias, cumprirão a profecia e
morrerão no armagedom. ( Ap 19.20; Dn 7.11; Is 11.4) Vira depois da primeira
besta e será o seu profeta, vira com aparência de cordeiro, mas falara como o
dragão, exercera todo o poder da primeira besta ou anticristo em sua presença,
fara os homens na terra adorar a imagem da primeira besta, fara grandes
milagres e ate cair fogo do céu a vista dos homens, imitando Deus e suas obras
( Ap 13.13; 19.20. conf. Nm 11.1-3). Enganara os homens a fazer uma imagem da
primeira besta para ser adorada, terá poder para dar vida à imagem, levando-a
falar e realizar atos pessoais exigira pena de morte para todos os que se
recusarem adorar o anticristo.
Apocalipse
(14-16) O Armagedom
O Armagedom se da com a secagem do rio
Eufrates, esse rio só aparece quatro vezes em toda a Bíblia e a ultima
referencia em (Ap 16 12-16). A tradução da palavra armagedom é da junção de
duas palavras: Har Megiddo. A palavra Megido significa “lugar de tropas” ou
“lugar de carnificina” O local também chamado de Planície de Esdraelom e Vale
de Jezreel trata-se de uma área de 22,5 km largura por 32 de cumprimento.
Napoleão Bonaparte chamou de “campo de batalha natural de toda terra” Baraque
derrotou os exércitos de Canaã (Jz 5.19); Gideão contra os Midianitas (Jz 7) e
foi nesse vale que Saul morreu (1Sm 31). Os capítulos 14,15 e 16 são capitulo
que mostra o cordeiro de Deus no monte Sião e com ele 144 mil, que tinham em
suas vestes escrito o nome do seu Pai, os anciãos louvavam um cântico que só
eles sabiam esses 144 mil são comprados da terra, e seguem o cordeiro por onde
quer que ele vá, mas apesar do louvor esta inserido nesse capitulo (14) ainda a
uma proclamação de três juízos de Deus sobre a terra, proclama a queda
definitiva da Babilônia, um terceiro anjo anuncia que aqueles que adorarem a
besta e receberem o seu sinal na mão ou na testa provarão do cálice da ira de
Deus e será atormentada com fogo e enxofre por toda a eternidade, a terra será
atormentada por dois elementos uma foice, e o fogo. Aqui também esta registrada
a bem-aventurança dos que morrem no senhor (Ap 14. 13). Na sequencia ainda tem
sete anjos com sete taças das ultimas pragas, mas João ver os vitoriosos da
besta e do seu numero esses são os que foram mortos pelo anticristo no período
da grande tribulação por não adorarem a besta, estão de branco e cantando o
cântico de Moises. Esses contemplavam a manifestação da glória de Deus, após o
louvor e essa gloria encheu o templo e ninguém pode entrar no templo ate que os
anjos despejem as ultimas pragas sobre a terra. E isso tem inicio imediato (Ap
16). Os primeiros a sofrer são os que receberam a marca da besta e que adoravam
a sua imagem; o segundo flagelo todo ser vivente marinho é afetada; o terceiro
as aguas potáveis se tornaram em sangue, pois as fontes da aguas doces também
foram afetadas transformadas em sangue, em vingança do sangue dos inocentes que
foram derramados injustamente; o quarto flagelo um auto aquecimento que
abrasava os homens com um calor terrível, o quinto flagelo uma taça é derramado
sobre o trono da besta, e os adoradores da besta também foram afetados com
dores terríveis a ponto de moderem a própria língua de tanta dor, mas ainda
assim eles insistem em blasfemar contra Deus, não se arrependeram das suas
obras, o sexto flagelo um anjo derrama uma taça sobre o rio Eufrates e suas
aguas se secam para abrir caminhos para as nações do oriente. A parti desse
momento três espíritos malignos saem da boca do dragão, da besta e do falso
profeta semelhantes a rãs o objetivo desses demônios é juntar as nações para a
batalha do grande dia do Deus Todo-poderoso. Um alerta; eis que venho como um
ladrão. O sétimo anjo derrama a sétima taça no ar, saiu uma voz de dentro do
templo que estava cheio da gloria de Deus, dizendo: está feito! Houve vozes e
trovoes relâmpago, e um grande terremoto, e do céu caiu uma grande chuva de
pedras de fogo (saraiva), mas ainda assim os homens blasfemam de Deus.
Apocalipse
(17-20) Fim da Grande Tribulação o Milênio
O capitulo 16 e os versículos do 17-21
do livro do apocalipse mostram o inicio da destruição da grande cidade a
Babilônia quando a ultima taça da ira de Deus que é derramado sobre a mesma, e
a descrição detalhada de como será essa destruição. Acontecimentos sob a sétima
taça: os eventos na terra entre o arrebatamento e o segundo advento chegam ao
fim, O termino da (70) semana de Daniel (Dn 9.27); A grande tribulação termina
(Ap 11.15-19.21: Mt 24. 14-22; Dn 12.1-7). Os juízos dos selos, das trombetas e
das taças terminam (Ap 6.1-19.21), as duas testemunhas terminam sua carreira na
terra (Ap 11.3-14; 16.17- 21); os gentios liberam Israel sob o governo do
anticristo ( Ap 12. 1-19.21; Zc 14); Jerusalém é liberta dos gentios (Lc 21.
24; Ap 11. 1-19); o martírio dos santos chega ao fim (Ap 6.9-11; 7.9-17;
15.2-4; 20.4-6); A adoração á besta chega ao fim (Ap 13.1-18; 19.20); a Babilônia
é destruída ( Ap 16. 17-21); os tempos dos gentios chegam ao fim (Lc 21.24; Rm
11.25-29; Ap 19.11-21). Muitas cidades das nações caem por causa de um
terremoto (Ap 16.17-21); grandes mudanças físicas na terra acontecem (Ap 11.13;
16.17-21; Zc 14.4); a primeira ressurreição chega ao fim ( Ap 11.12; 7.9-7;15.
2-4; 20. 4-6); começa o dia do senhor ( Ap 20. 1-10); o reino do anticristo
chega ao fim (19. 11-21); o reino de satanás chega ao fim (Ap 19.11-20.3; Is
24. 21,22); o segundo advento; começa o reino eterno de Cristo (Ap 19.11-21;
20. 1-30). A grande prostituta é a Babilônia mística representando uma
prostituição religiosa e a idolatria, a prostituição literal também deve ser
entendida em algumas dessas passagens. Ela não é uma potencia politica, pois
não esta no grupo dos “reis da terra”. Só leva os reis e os habitantes da terra
a se embebedarem com o vinho da sua prostituição aqui se refere a prostituição
religiosa, então a sua influencia sobre as nações se da por meio da religião. A
besta que a mulher esta assentada é o oitavo governo que ira surgir, pelas
muitas aguas (pessoas) dentro do antigo império Romano, uma vez que a besta
propriamente dita é o reino, a mulher deve ser a religião que domina o reino
ate ser destruída por ele. A mulher traz um cálice de ouro em sua mão, cheio da
sua impureza, de prostituição espiritual e de abominações pelas quais ela
frauda potencias politicas. Confira Ez 23. 29-31. Seu nome Mistério, A
Babilônia, mostra que não é Babilônia literal. O termo mistério identifica com os
ritos e mistérios religiosos da antiga Babilônia. Os objetos de adoração eram o
supremo Pai, a Mulher encarnada ou a rainha do céu e seu filho. O culto invoca
a sabedoria superior e os segredos mais divinos.
Interpretação
das cabeças da besta. João
veio esperando ver o julgamento da prostituta (v.v 1), mas ela parece estar
triunfante. A resposta de João a
esta visão é então um grande espanto (“Eu me espantei com grande espanto”). O
verbo significa estar admirado, mas pode incluir medo e surpresa, alguns creem
que a palavra inclui a conotação de discernimento da verdade por trás das
aparências inexplicáveis, outros incluem o aspecto de atração e sugerem que ate
mesmo João tinha que guardar-se contra a sedução da prostituta. As sete cabeças
são sete montes que, por sua vez, são sete reis ou reinos que coexistem com
Israel desde o seu começo ate ao oitavo reino, formando os oitos reinos que
terão perseguido Israel nos tempos dos gentios (Lc 21.24; Rm 11.25). Aqui cinco
desses reinos “((já caíram Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia e Grécia), e
um existe o sexto, o antigo império Romano); outro ainda não é vindo (sétimo,
formado pelos dez reinos que ainda se formarão dentro do Império Romano Dn 7.
23,24 e quando o sétimo governo vier (Império Romano) convém que dure um pouco
de tempo (três anos e meio). A besta que “era existiu na terra antes da época
de João, e já não é na terra na época de João. Ela é também o oitavo reino,
sucedendo os sete reinos anteriores, e é um dos sete, o quinto ou a Grécia que
caiu antes da Grécia que caiu antes da época de João e torna-se o oitavo depois
do sexto e dos sétimos reinos, e vai a perdição. Os chifres da besta. Os dez chifres são dez reis que ao
invés de estarem distribuídos nas sete cabeças os chifres parecem estar
localizados na sétima cabeça e os chifres ainda vão surgir receberam um
presente futurista; autoridade como reis, junto com a besta essa autoridade é
permitida por Deus, mas limitado por uma hora. Como os reis chifres do A/T que
promoveram guerra contra os santos (Dn.7.21), o proposito desta coalizão do mal,
consistente dos reis- chifres e da besta (Ap. 17.13), é fazer guerra contra o
cordeiro, mas eles não prevalecerão. O anjo proclama que o cordeiro vencera os
reis-chifres não por causa do poderio militar superior, mas por causa de quem
ele é. Este cordeiro que foi morto (Ap 5.12; 13.8) é o Senhor dos senhores e o
Rei dos reis.
Explicação
sobre a mulher. A
mulher identificada por João é a própria babilônia, ou a Roma restaurada no
inicio da grande tribulação, pois o império romano terá um breve governo,
procurara combater contra o cordeiro, mas a prostituta será aniquilada, esse
texto relembra episódios do antigo testamento com uma mulher por nome de
Jezabel que foi consumida pelos cachorros (1Reis 21.23,24; 2Reis 9. 10,36,37).
A mulher será destruída pelos “chifres reis” que terão seu governo instituído,
pelo anticristo. Em outra referencia ao versículo 13, eles farão a vontade de
Deus concordando em dar á besta o poder que eles têm para reinar. Eles entregam
suas prerrogativas reais para servir a “besta” em seus ataques autodestrutivos
à “Babilônia e ao cordeiro” (Ap 17.16), mas isso marca a derrota final do mal e
o estabelecimento do Reino de Deus prometido durante todo o livro (Ap 1.3;
11.17; 19.9; 21.5; 22. 6,7,9,10,18.19).
A
queda da Babilônia (18. 1-24). A
queda da grande cidade Babilônia é marcada por momentos de muita destruição, no
capitulo anterior podemos identificar a opulência da Babilônia representada pela
meretriz, ela se embriagava com o sangue dos santos (17. 6) esses santos são os
mártires que morreram, sem aceitar o sinal da besta. Mas no auge do seu orgulho
terá uma grande surpresa de repente será surpreendida pela aparição de um anjo
que clareará a terra com sua gloria e com muita autoridade dá um brado dizendo
caiu! Caiu! à grande Babilônia e se tornou morada de demônios, pois Babilônia
no futuro se tornará um quartel general de demônios e todo tipo de bicho imundo,
pois aí se pratica todo tipo de pecado e abominações. O anjo da uma ordem
dizendo retirai-vos do meio dela povo meu, essa admoestação é dirigida ao povo
de Deus que ainda, após terríveis perseguições, não foi aniquilado (conf. Is
48.20; 52.11; Jr 50. 8; 51. 54; Zc 2. 7; 2 Co 6. 16-18). Retirar- se da
Babilônia simboliza evitar toda a comunhão com os pecados do mundo pagão. Mas
literalmente, avisa os cristãos que moram em Babilônia para fugir dela antes de
sua destruição. Babilônia terá o seu castigo em dobro sobre tudo o que ela
cometeu contra o povo de Deus e o castigo é eterno, com tormenta e pranto,
reservados para os que servem ao mundo e não a Deus. A frenética busca pelos
prazeres, maior ainda será a angustia que essa busca desenfreada produzira no
final de todas as coisas. Os reis, os poderosos da terra que se comprometeram
com as obras do maligno, a idolatria pagã, o materialismo, a luxuria, serão arruinados
juntamente com a Babilônia. Lamentam ao contemplar suas enormes perdas. A
destruição acontecera em uma só hora e “em um só dia” (conf. v 8, 19). No
versículo 8 salienta a súbita e rápida destruição do centro da oposição mundial
contra o povo de Deus. A Babilônia irá tornar-se o principal centro das
atividades demoníacas após o arrebatamento. Esta é a principal causa, por se
tornar um forte e manter, sob custódia. Traduzido como covil e esconderijo
(vv.2) guarda Atos 12.10; prisão 2cor 6.5; Hb 11.36; Mat. 5. 25. cárceres e
poderes dos demônios (Mt 13. 4,19). A Babilônia literal pode levar os homens à
prostituição espiritual está claro em Jr 51.7. A Bíblia indica que ela se
tornara um centro comercial e são esses os artigos de seu comercio; ouro,
prata, pérolas, purpuras, escarlata, perfumes, vinhos, azeite, trigo, gado,
ovelhas, carros, escravos, frutos, seda,
pedras preciosas, linho fino, madeira odorífera, vasos de marfim, vasos de madeira,
vasos de bronze, vaso de ferro, vasos de mármore, canela, mirras, incensos,
coisas gostosas, coisas excelentes, flor de farinha. Três mundos serão
enriquecidos pela Babilônia: mundo governamental (Ap 18. 9,10); mundo comercial
(vv 11-16); mundo marítimo (vv17-19). Os povos da terra são convidados a se
alegrar pela destruição da Babilônia. As oitos causas da destruição da
Babilônia são: (Ap 18. 23): soberba (Is 13.19; 14.4; Jr 50. 29-34). Opressão de
Israel (Is 13.1; 14.2-22; Jr 51 24,25; Ap 18.24); Deleites, pecados e concupiscências
(Is 47. 8-11; Ap 18. 3-19); Adoração a ídolos, prostituição, espiritismo,
feitiçarias e martírio de santos (Ap 18. 6-24). Por todos esses males causados
pela a grande prostituta a Babilônia. Deus julgara e trará o seu juízo sobre
todos os habitantes da terra, mas a igreja de cristo estará protegida diante do
trono e do cordeiro. Por três vezes o céu é convidado a se alegrar; 1 quando
Satanás é expulso (Ap. 12.12); 2 quando a Babilônia literal é destruída
(18.20); 3 quando as bodas do cordeiro forem vindas e sua esposa estiver pronta
(19. 7). Os anjos devem partilhar da alegria com os apóstolos e profetas, pois
Deus vingou-se de seus inimigos. No verso 21 Descreve a violenta destruição da Babilônia
literal, ela será lançada e não mais será achada. Isso nunca se cumpriu, pois
as ruinas da Babilônia ainda existem e podem ser encontradas a qualquer dia,
quando ocorrer o arrebatamento da igreja, e a humanidade chegar no segundo
período da grande tribulação já no final dela, se cumprira a profecia de
Jeremias em que a Babilônia será destruída de uma vez por todas para nunca mais
ser reedificada. (Jr 51. 26) Essa é a destruição literal e total. Pois essa
cidade é responsável por todas as mortes na terra, bem como pelo martírio de
todos os que professavam a fé em Jesus Cristo, essa cidade se tornara um
reinado de terror e martírio. A destruição culminara com a ira de Deus que
começou no sexto selo nos primeiro três anos e meio da 70* semana de Daniel
(6.12-17).
Capitulo
19 1-21 A vinda de Jesus. A batalha do Armagedom.
Antes da aparição visível de Cristo na
terra o apostolo João tem uma das mais belas visões, pois até o momento só
havia contemplado destruição, cenas de terror muitas catástrofes na terra, mas
agora para alivio de sua alma a visão muda, a ponto de João se prostrar diante
de um anjo do senhor que se apresenta como conservo seu, ele ouve uma voz de
uma multidão que davam aleluia e gloria e honravam o poder de Deus por ele ter
já destruído a grande Babilônia (grande prostituta) que havia destruído a terra
e vingou o sangue dos seus servos (19.1-3). João tem a visão das bodas do
cordeiro no céu pouco antes do segundo advento de Cristo à terra. O fato de
haver uma grande multidão de pessoas no céu, prova que essas pessoas foram arrebatadas
a tempo para as bodas do cordeiro, que ocorrera no céu depois que cristo
arrebatar sua igreja (1 Ts 4. 16,17). A partir de então João começa a
vislumbrar os últimos momentos da grande tribulação, ele comtempla agora não
mais quatro cavaleiros como no inicio da visão, a sena que ele vê desse
cavaleiro é; Um cavalo branco e o nome do seu cavaleiro é fiel e verdadeiro que
julga e peleja com justiça, os olhos são duas tochas de fogo, os pês como latão
polido, na cabeça muitos diademas, demonstrando poder e autoridade, e esse
cavaleiro carrega um nome que só ele conhece, e esta vestido com um manto de
linho fino, e sua roupa esta salpicada de sangue, quem seguia esse cavaleiro
era um exército incontável de pessoas vestidas de branco, o cavaleiro chama-se
fiel e verdadeiro, tem tatuado em sua coxa a inscrição REI DOS REIS E SENHOR
DOR SENHORES. Esse é o nosso Jesus ele vem agora não para morrer, mas para
trazer o julgamento final sobre um mundo de impiedade, para alimentar as aves
do céu com as carnes humanas dos ímpios, que morrerão e não terão direito nem
sequer de ter um enterro digno, pois blasfemaram de Deus aceitaram a besta como
seu deus, não acreditaram que só Jesus salva, o dia da ira chegou Jesus esta
derramando a ira de Deus sobre essa terra para purificar e estabelecer um
reinado de paz por mil anos, mas vejamos como será esses últimos minutos nessa
terra. No verso 17 do capítulo 19 um anjo aparece em pé no sol, dando uma ordem
a todas as aves que venham participar de um grande banquete, só que as carnes
que ira ser servida são carne humana e alguns animais (cavalos), carne de
poderosos, escravos, livres, grandes e pequenos esses serão mortos e suas
carnes consumidas pelas aves de rapina. Acontece também o aprisionamento da
besta e do falso profeta que com sinais e prodígios que enganou e seduziu
muitas nações e colocou o seu sinal que é o número 666 esses são lançados vivos
no lago de fogo vv 19,20. Os restantes foram mortos, a Bíblia faz essa
distinção sobre os outros que foram mortos pela espada que sai da boca do que
estava montado no cavalo branco. A espada é a palavra que sai da boca de Deus
(Jesus), que pela palavra de julgamento já pronuncia o juízo para essas pessoas
para que provem a morte, pois suas almas iram para o inferno, que não é o lago
de fogo ainda, esses que morreram nessa guerra chamada Armagedom, aguardaram o
dia do julgamento final esperarão passar os mil anos. Os primeiros a inaugurar
o lago de fogo é a besta e o falso profeta (Vv20,21). Jesus vencera a besta o
falso profeta, aniquilara o poder da morte e declara a vitória sobre o poder do
inferno. E o triunfo do filho de Deus e dos que professam a fé em Jesus o
Cristo para trazer o governo teocrático a partir da Cidade de Jerusalém.
Capitulo
20. 1- 15; 21.1-27 A Prisão de Satanás por mil anos
Satanás está com os dias contados falta
pouco agora para o nosso senhor Jesus decretar de uma vez por todas a sua
derrota antes de ir para o lago de fogo e enxofre, será preso por um período de
mil anos, Apocalipse 20. 1-3 preso com correntes e lançado no abismo. Após a
prisão de satanás acontece mais um grande milagre, os mortos que morreram com
cristo que não receberam o sinal da besta o texto deixa claro que eles foram
decapitados por não aceitarem o sinal da besta ressuscitarão e reinaram por mil anos, essa é a
continuidade da primeira ressurreição, pois haverá ressurreição no dia do
arrebatamento, os vivos na ocasião do arrebatamento não precedera os cristãos
mortos 1Ts 4. 13-17; 1Co 15.51; no período da grande tribulação haverá
arrebatamento dos cristãos que morreram pela mão da besta, esses escaparam do
sofrimento eterno. Mas os outros mortos não reviveram, permaneceram mortos,
pelos próximos mil anos. Ap. 20. 5. Nos próximos mil anos será de plena
soberania de Deus, literalmente o tabernáculo de Deus na terra, reinando sobre
o monte Sião em Jerusalém, mas ao final do milênio satanás será solto, (Ap 20
7-9) próximo do fim do milênio, para enganar as nações, e conseguira unir um
grande exercito e marchara rumo a Cidade Santa de onde Cristo estará reinando,
essa é uma outra guerra que ocorrerá ao final do milênio (Is 24.21,22). Acontecera
a renovação da terra pelo fogo (2 Pe. 3 7-13: Hb 1.10-12; 12.25-28; Rm 8. 21). a
cidade é Jerusalém, cobiçada desde os primórdios dos tempos, pois Deus reservou
esse lugar para ser sua habitação e do seu povo, a igreja que são os comprados
por seu sangue na cruz do calvário e os Judeus, que são um povo escolhido por
Deus para trazer a salvação ao mundo. Satanás dará sua última investida contra
a Santa Cidade, mas quem esta governando nela é Jesus Cristo o cordeiro de Deus
que julga e peleja, e nesse momento em que esse grande exército tenta invadir
Jerusalém, descera fogo do céu e consumira esse exercito e o diabo será
aniquilado de uma vez por todas, será lançado no lago de fogo para encontrar
com seus companheiros, a besta, o falso profeta. Essa é a segunda morte serão
atormentados para todo sempre, pelo séculos dos séculos, por toda a eternidade.
Após a derrota de satanás João viu um grande trono Branco e o que nele estava
assentado é tão poderoso e resplandecente que a terra e o céu não conseguem o
conter com tanta gloria. Nesse momento acontece a segunda ressureição em que
todos os mortos desde os tempos de Adão até esse momento estão em pé diante do
trono e são abertos os livros, e o livro da vida e um outro livro e os mortos
são julgados pelo que está escrito no livro. E todos os agentes da morte nesse
momento darão conta de seus mortos, o mar, o fogo, a terra e a água. Esse é o
juízo final. Após esse julgamento, a morte e o inferno serão lançados no lago
de fogo e os que não estiverem com o nome escrito no livro da vida também serão
lançados no lago de fogo. Sofrerão por toda a eternidade. Satanás será expulso
da terra de uma vez por todas. Esse é o juízo final, ninguém escapara (Ap. 20
12-15). Será o fim definitivo do mal, do pecado, que começou em Gêneses. No
apocalipse o pecado será extinto da humanidade, o homem terá sua natureza
purificada pelo sangue de Cristo.
Um
novo céu e uma nova terra (Ap 21. 1- 27; 22. 1-21)
Após todas as catástrofes mostrada nos
primeiros capítulos do livro do apocalipse os dois últimos capítulos nos
mostram o fim que todo cristão espera, um novo céu e uma nova terra, livre de
todo o mal. Jerusalém se tornara o centro de adoração. A visão de João é como
de uma noiva adereçada para o seu esposo, aqui fala não de duas esposas, mas
apenas de uma esposa, a igreja comprada pelo sangue de Jesus, Israel ou povo
hebreu, escolhido por Deus par a execução do plano da salvação. A santa Cidade
se tornara um lugar único, onde a comunhão que foi quebrada no Éden (Gn. 3
23,24), será restabelecida de forma literal, eis o tabernáculo de Deus com os
homens (Ap. 21. 3), um reino sem sofrimento e choro; Deus limpara de nossos
olhos toda a lagrima, não haverá pranto, clamor, dor, pois tudo isso será coisa
do passado, tudo se fara novo, pois o governo dessa terra fara tudo novo, ele
reina com justiça, viveremos em um reino de paz. Nesse tempo Deus completara
sua ira em meio aos ímpios aniquilando de uma vez por todas, toda a existência
do mal, pois ainda o mundo provara sete taças da ira de Deus. A Bíblia não nos
da detalhes dessas ultimas sete taças, não há uma preocupação do autor do em
detalhar em que momento, essas ultimas tação são despejadas sobre o império do
mal, os capítulos finais se ocupam em detalhar como é o novo mundo que nos
espera, a beleza e a suntuosidade da Nova Jerusalém, os muros, as portas, os
fundamentos, a sua fonte de que não é a
luz do sol, os muros, as portas, suas medidas, cumprimento, largura e
altura que eram iguais, mostrando a riqueza da cidade, começando pelos
materiais com que esse muro é construídos, das mais belas e preciosas pedras,
nessa cidade não haverá templo, todas as nações andarão livremente pelas ruas
de Jerusalém, as portas da cidade permanecerão abertas vinte quatro horas.
Nessa cidade há um rio de águas cristalinas a nascente desse rio vem direto de
debaixo do trono de Deus, em uma praça a arvore da vida que servira de alimento
para as nações, a palavra maldição será extinta desse glorioso lugar (aleluia).
O capitulo 22 a partir do verso 6 é a conclusão do livro que nos faz vários
alertas, bênçãos para os que forem fieis, e maldição para os infiéis; E o
Espirito e a noiva dizem vem! E quem houve diga: vem! E quem tem sede venha; e
quem quiser tome da água da vida.
Conclusão
A igreja vive os últimos momentos nessa
terra, há uma intensificação do cumprimento das profecias, que mostram que
Jesus está voltando. O livro do apocalipse não é para ser visto como um livro
enigmático de difícil interpretação, mas sim como a revelação de Deus para a
humanidade, pois ele nos mostra as coisas que eram para acontecer, que já
aconteceu no decorrer da história; as que são; tudo o que esta acontecendo nos
dias atuais; e as que vão acontecer; São as profecias que iram acontecer
durante todo o período da grande tribulação que compreende do arrebatamento da
igreja até o restabelecimento do governo de Cristo sobre a terra. Não devemos
ter medo de ler esse livro, pois esse foi revelado para nos mostrar o que Deus
tem reservado para os fiéis, e os infiéis. O que para Daniel foi pedido para
que selasse (Dn. 12 4), as profecias o livro do apocalipse é aberto para todos
(Ap. 22. 10). A palavra de Deus não está oculta aos homens, mas os homens não
querem ouvir as verdades de Deus. Que Deus nos guarde da hora da tentação, que está
por vir sobre os habitantes da terra.
As
coisas que o olho não viu
E o ouvido
não ouviu, e não subiu ao coração do homem, são as que Deus preparou para os
que o amam. ICor 2.9
Bibliografia
Bíblia de Estudo Dake (ARC Ed. Atos)
Bíblia de Estudo Scofield (ACF Ed. Holy
Bible)
Bíblia de Estudo Pentecostal (ARC Ed.
CPAD)
Bíblia de Estudo Shedd (RA Ed Vida Nova)
Comentário Bíblico de
Beacon (Ed. Acadêmico) Rick William
Meu Pastor,grande Teólogo!
ResponderExcluir