terça-feira, 6 de novembro de 2018

O Estudo do Apocalipse 2* Parte. As sete dispensações



O Apocalipse
Autor: João Apostolo do amor
Data e Local: Escrito em Uma Ilha chamada Malta, as Margens do mar Egeu no ano 96 d.C.
Tema Central: A revelação da parte de Jesus, que Deus deu para mostrar as coisas que em breve haveriam de acontecer
 Escrito para: as sete igrejas da Ásia menor
Aprendendo o Apocalipse a Partir das Dispensações
Porque estudar o livro do apocalipse?
Porque é a revelação de Deus das coisas futuras sobre a humanidade.
Nos alerta a cerca do que está reservado para o futuro em todo o mundo.
Entender as profecias que aconteceram, e as coisa que breve irão acontecer.

A palavra dispensação tem sido definida de diversas maneiras:
É um período de tempo durante o qual o homem é testado com respeito à obediência a algumas revelações específicas da vontade de Deus.

Texto de referência: Efésios 1.10
A palavra traduzida como dispensação aqui é oikonomia, um vocábulo que é empregado três vezes no texto grego de Efésios. O apóstolo Paulo escreve sobre três períodos dispensacionalista, são eles;
  • A dispensação da plenitude dos tempos (Ef 1.10).
  • A dispensação da graça de Deus (Ef 3.2).
  • A dispensação do mistério (Ef 3.9).
Nesse ponto, talvez seja útil definirmos brevemente o conceito de dispensacionalismo conforme foi desenvolvido por Paulo.
As palavras gregas oikonomia e oikonomos são encontradas cerca de 19 vezes no Novo Testamento. Essas palavras gregas são traduzidas como diversas palavras em português: Repartidor, mordomo ou despenseiro (Lc 12.42; 16.1,3,8; 1Co 4.1,2; Tt 1.7;).
Mordomia (Lc 16.2-4). Dispensação (1Co 9.17; Ef 1.10; 3.2; Cl 1.25). Comunhão (Ef 3.9) Edificação (1Tm 1.4).
Logo, a ideia central na palavra dispensação é a de conduzir ou administrar os negócios de uma família ou casa, empresa, em fim tudo que necessita do cuidado do homem e é necessário a prestação de contas a alguém superior que confiou seus bens aos cuidados de outro, nesse caso o mundo foi entregue aos cuidados do homem, mas um dia, o mesmo prestara contas a Deus que é o dono de tudo

Introdução       
O dispensacionalismo compreende a administração de Deus, dentro de um período de tempo, tempo esse que em determinado período da história em que Deus coloca o homem em um teste para o provar quanto ao seu caráter comportamental diante de Deus. Em cada tempo houve uma promessa de bênçãos e também punição quanto ao    não cumprimento daquilo que foi estabelecido por Deus. o homem era previamente avisado sobre as consequências de punição. Como ocorreu no Jardim do Édem, o diluvio, a torre de Babel etc... Podemos classificar esse período de tempo em sete dispensações  
São elas: Inocência, consciência, governo humano, patriarcal, lei, graça, milenar. Cada dispensação tem as seguintes características; definição, duração, começo favorável, testes para os agentes responsáveis há um proposito de Deus em cada uma das dispensações, os meios de Deus para realização dos propósitos divinos, falha dos agentes responsáveis, castigo de Deus para os agentes culpados, provisão de Deus para reconciliação de agentes que caíram.
Apesar de alguns seguimentos teológicos não acreditarem na doutrina dispensacionalista, a Biblia deixa claro que esse período existiu, e continua em plena atividade de forma que conseguimos identificar cada período de tempo, onde são identificados a situação do homem em relação a Deus, os pecados, os acertos e as devidas catástrofes que marcam o fim de cada período.
Por se tratar de uma doutrina nova é chamado de “O Dispensacionalismo moderno. O movimento chamado de dispensacionalismo moderno surgiu em meados do século passado na Inglaterra, através do grupo que levou o nome de Irmãos de Plymouth, por ter nesta cidade seu quartel general. Seu principal expoente foi John Nelson Darby (1800-1882), um irlandês que, insatisfeito com a Igreja Anglicana, da qual era ministro juntou-se ao grupo dos Irmãos em 1827. Por volta de 1830 Darby já era o principal líder dos Irmãos, por sua capacidade de organização e a sua habilidade em escrever. Mesmo que seja uma doutrina nova merece nossa consideração, pois é a que mais se aproxima daquilo que Jesus ensinou, podemos detalhar segundo a historia em que momento os assuntos teológicos vão tomando forma: No primeiro século surge os Pais Apostólicos conhecidos assim, devido terem uma razoável proximidade com os apóstolos de cristo, esses vão desenvolver a chamada teologia apologista em defesa do cristianismo; são eles Tertuliano, Justino o mártir, Teófilo e Aristides, Clemente de Alexandria, Orígenes, Montano, Ario, Atanásio, Agostinho compreende um período do ano (100 a 430). No segundo e terceiro séculos surge os Pais polemistas, que defendiam a fé cristã contra as falsas doutrinas surgidas fora e dentro da igreja desenvolveu-se nesse período a teologia sistemática, questões na doutrinaria da trindade. Quinto século A doutrina da união Hipostática, sobre as duas naturezas de Cristo humana e divina. Chegamos a idade média nesse período não houve muita evolução da teologia bíblica crista, por causa de misticismos. A Idade Média foi um longo período da história que se estendeu do século V ao século XV. Seu início foi marcado pela queda do Império Romano do Ocidente, em 476, e o fim, pela tomada de Constantinopla pelos turcos em 1453. Em 1500 a reforma protestante que teve como iniciativa a soterologia, como ocorre a salvação, posteriormente a eclesiologia, o batismo e a seia. Portanto a doutrina dispensacionalista não é uma doutrina ante bíblica, por ser uma doutrina nova, não e porque os pais da igreja não falaram sobre ela, que devemos ignora-la.   

1
Nome: A dispensação da inocência: da criação do homem à sua queda (Gn 1.26-3.6).
Nesse período o homem foi tentado e colocado em provação enquanto era inocente (Gn 2.8-25; 3.7)
Duração: Uma era anterior ao diluvio, chamado de inocência porque de fato era, pois Deus criou o homem a sua imagem e semelhança não havia pecado no homem o mesmo vivia em um estado de comunhão perfeita com o seu criador ao ponto de haver diálogo aberto. Havia uma plena comunhão entre Deus e o homem. Até que um dia um elemento estranho entra no jardim e estraga tudo, colocando em risco a vida do homem, e de toda a criação, excitando o a mulher a comer um fruto que lhe fora proibido, mas movido pela dúvida, colocada no coração por causa das palavras da serpente (Gn.2.15; 3.1-13).Tempo de duração desconhecido, mas a julgar pela atuação de satanás hoje, ele causou a queda do homem rapidamente. A dispensação pode ter durado menos de uma semana, já que não há relatos na Biblia de Deus descansando após o primeiro sábado. Essa dispensação terminou antes que o homem tivesse descendência.
Começo favorável: Tudo era perfeito, sem pecado e sob o domínio do homem. Esse tinha apenas uma ordem a obedecer,” mas da arvore do conhecimento do bem e do mal não comeras” (Gn 2.17).
Teste: Não comer da arvore da ciência do bem e do mal
Proposito: Ver se o homem permaneceria inocente e fiel à confiança dele sob condições perfeitas. Deus procurou testa-lo antes que ele tivesse descendência. Então, se ele pecasse, a raça inteira poderia dispor dos mesmos meios da graça que oferece redenção para todos que a desejarem, e promessas de separação eterna de Deus para todos os que não buscarem a reconciliação (Rm 5.12-21)
Meios de Deus realizar seus propósitos: A arvore do conhecimento do bem e do mal e as tentações de satanás, foram os meios usados para testar o homem, para ver se ele permaneceria fiel. O fracasso foi eminente consequência à queda. Os motivos; duvidar da palavra de Deus (Gn 3.1), Acrescentar e citar erroneamente a palavra de Deus (Gn 3.2,3), Contradizer a palavra de Deus (Gn 3.4; Ez 18.4,20-24; Rm 6.16-23; 8. 1-13), Interpretar erroneamente a palavra de Deus (Gn 3.5), Tentação para transgredir a palavra de Deus (Gn 3.6; 2cor.11.3;1Tm.2.14). Resultado de tudo isso a queda.
O que o homem perdeu na queda: Comunhão com Deus, Vida espiritual, física e eterna (Is 59.2;Rm 5.12-21;Ef 2) Integração com os animais (Gn 9.2); seu domínio completo sobre todas as coisas (Salmos 8) ser livre de satanás (Jo 14 30; 2Cor 4.4;Ef 6.10-18; Ap 12.9), o perfeito conhecimento de Deus (Gn 2.25; 3.7), poder total de fazer o bem (Rm 7), o total auto controle( Ef.2;Gl 5),o direito a arvore da vida (Gn 3.22-24) o jardim do Édem como casa, a gloria de Deus (Rm 3.23), justiça e santidade real (Ef. 4.22-24), saúde perfeita (Gn 3.16-19; Mt 8. 17;1Pe 2.24)
Como castigo pelo pecado o homem colheu doenças, dor, tristeza, miséria, condenação, morte, perda da alma, companheirismo e união com satanás e seus demônios, uma posição inferior, capacidade de fazer o mau e de ser mau, uma vida de autossatisfação, luxúrias e hábitos impuros, incredulidade, separação de Deus, sofrimentos, inferno, condenação eterna e outras maldições. O homem se tornou depravado (Rm1). Por causa da desobediência do homem ate a criação foi afetada.
A serpente, se arrastar por toda sua existência, (Gn 3.14,15); Satanás condenado a ter a cabeça esmagada (Gn 3.15;Rm 16.20); Sobre a mulher, ter as dores de parto multiplicada (Gn 3.16); sobre o homem, trabalhar na própria terra, trabalho árduo comer do próprio suor, (Gn 3.17-19;Rm 5 12-21); sobre a terra, produzir ervas daninhas (Gn 3.17-19).
A dispensação da inocência termina, mas deixa marcas no mundo, no homem e na natureza que perdura até aos últimos dias (Rm 8. 18-25) pois o homem sai da presença de Deus, e de maneira cociente se torna responsável pelos seus atos, com a capacidade de discernimento entre o certo e o errado, mas com um agravante, a sua escolha no presente, definira o seu futuro. Termina o tempo dispensacional da inocência e se inicia o tempo chamado consciência. O Termino da dispensação da inocência se da quando Deus expulsa o homem do Jardim e pôs querubins, para guarda-lo e evitar que o homem retorne ao jardim em situação de pecado. Conf. (Gn 3.23,24). Não é possível estabelecer um período de duração dessa dispensação, pois não se sabe se os dias da criação foram dias de vinte quatro horas, mas nas próximas dispensações pode se mensurar o tempo de duração pela data de nascimento e morte de cada elemento mencionado nesse período, mas no caso de Adão não há detalhes, a Biblia registra a sua expulsão, já fora do jardim nasce Caim e Abel, (Gn4.1-7), após isso a Biblia menciona quantos anos Adão tinha quando nasce seu Filho Sete (Gn 5. 2-5) Adão viveu novecentos e trina anos no total, pegando parte do período da dispensação da consciência, pois a mesma começa com a queda.
II
A dispensação da consciência: da queda do homem ao dilúvio (Gn 3.7--6.7).
Essa dispensação tem inicio quando Deus expulsa o homem e a mulher do Jardim do Edem, mas uma vez o homem vai passar pelo crivo de Deus, para ver se iria obedecer ou não uma ordem em relação a sua própria consciência, do certo e do errado, pois agora ele sabia discernir entre o bom e o ruim, o que pode e não pode. Essa dispensação é conhecida também como, a era da liberdade, pois o homem era livre para fazer o que lhe agradasse, na dispensação da inocência o mandamento era não comer da arvore do conhecimento do bem e do mal, nessa nova era não havia restrições o homem estava completamente solto no mundo. Até que se fez necessário a intervenção de Deus.
Duração: 1656 anos, da queda de Adão até o ano 600 de Noé (Gn 5 1-29;7.6,11)
Começo favorável: Um começo completamente novo, com os habitantes tendo um conhecimento de Deus e uma nova aliança com Deus (Gn 3.14-4.26)
Teste: obediência à direção da consciência sobre o certo e o errado (Gn 3.22; 4. 7,15:6.1-7)
Propósitos de Deus: Desde que o homem passou a conhecer o bem e o mal, Deus tem como proposito guia-lo em um exercício de sua própria consciência, para fazer o certo e recusar o errado, ensinar o homem caído que somente através da obediência a Deus ele pode ser restaurado ao seu estado original de domínio e se livrar da maldição; e testar o homem em liberdade de consciência, sem restrição e compulsão, para ver se ele voluntariamente escolhe entre o certo e não errado e presta serviço a ele (Deus) em vez de servir a satanás. Se voluntariamente a justiça fosse rejeitada, então Deus planejou lhes dar leis e punições para impor a obediência para o próprio bem do homem. Deus queria mostrar para o homem, que no seu estado de queda, o homem não é capaz de saber o que é melhor para si e para o universo. E que ele era impotente para contender com inúmeros anjos caídos e demônios com que ele tinha entrado em união voluntaria através do pecado, e que buscou sua própria condenação. Ele queria que o homem soubesse que somente ele era o verdadeiro amigo e ajudador, e que apenas através dele haveria um caminho fora do pecado e da maldição e uma oportunidade para a restauração do domínio original.   
Meios de Deus realizar seus propósitos: A consciência, o livre arbítrio sem restrição e compulsão para escolher o certo e o errado e a malicia do diabo foram os meios de Deus trazer o homem a um lugar de completa dependência dele para socorro e redenção da maldição. A consciência demonstrou quão excessivamente pecador o homem tornar-se-ia se ele escolhesse o mal em vez do bem; a completa liberdade de ação demonstrou quão longe o homem pode chegar em sua rebelião contra Deus, diante do que se fez necessário que ele interferisse para o bem de seu próprio plano eterno; e a malicia das forças satânicas demonstrou, enquanto estavam sendo provadas, o contraste entre os 2 mestres a quem poderiam servir. Tal liberdade de vontade e consciência foi o que o homem escolheu na queda; e assim Deus lhe permitiu chegar ao extremo da maldade, de forma que ele poderia aprender sobre a insensatez de sua própria escolha e assim todas as gerações que viriam poderiam se beneficiar com esse aprendizado.
Uma era de muitos fracassos: Cinco gerações todas fracassaram (Gn 4.1-8.7)
O fracasso de Adão (Gn 6.3); o fracasso de Caim (Gn 4.1-16); o fracasso dos descendentes de Caim (Gn 4. 17-24); o fracasso dos descendentes de sete (Gn 4.25-5.32); o fracasso dos homens em geral (Gn 4.1-26;6.1,7;7.1; Mt 24.27-39; Lc 17.26,27)
O castigo pelo pecado: O diluvio (Gn 6.8-8.14; Mt 24)
O diluvio foi o meio que Deus usou para julgar os povos da antiguidade, por consequência do pecado, o juízo de Deus caiu de forma universal, destruindo todo o mundo antigo. O homem provou a ira de Deus, mas a destruição da humanidade não foi total, Deus poupou 8 pessoas de uma família para um novo recomeço, vemos aqui a graça de Deus manifestada agindo de misericórdia, dando ao homem uma nova chance. (Gn 6.13-22; Gn 7. 1-24) Noé e seus filhos saem da arca, Deus faz um pacto com os próximos habitantes da terra que, jamais destruiria a terra como fez naquele momento, (Gn 8. 15-22), e renova as benções e as mesmas ordenanças do Jardim do Édem (Gn 9.1,2; comp. Gn 1. 26,27,28-30). Com uma exceção, os animais agora fariam parte da cadeia alimentar do homem, que antes era vegetariano (os animais também eram vegetarianos)   
Provisão de Deus para a redenção: A graça e a misericórdia divinas em poupar o homem para ter outra chance, para continuar no plano eterno que Deus tem para ele sobre a terra e a preservação de animais limpos, para sacrifícios enquanto ele continuar acreditando na vinda do redentor, foram provisões de redenção para o homem após o diluvio. Os homens naqueles dias foram salvos pela graça através da fé no redentor que já veio (Gn 6.8; Hb11; Ef 2.8,9). Apesar de considerar o termino da dispensação da consciência, isso não significa que o homem perde a culpa em relação aos seus pecados, pois a consciência continua sendo o meio pelo qual o homem é, e será julgado, por toda a eternidade, de forma consciente ele assume responsabilidades em relação a própria escolha, são suas escolhas que definirá onde ele passará a eternidade. A dispensação da consciência é o livre arbítrio no homem, que tem a livre escolha de servir a Deus, não devemos servir ao senhor de maneira compulsória, mas com um coração voluntario, sabendo que para nosso trabalho há uma recompensa.      
III
A dispensação do governo humano: do dilúvio à dispensação de Babel (Gn 8.15-22;11.32)
Era presente ou pôs- diluviana denominada assim por causa das leis humanas e governos que foram instituídos para regular a vida dos homens após a longa era da liberdade de consciência. Deus agora deu a Noé determinadas leis para governar a raça humana por elas, e o homem passou a ser responsável pelo seu próprio governo. As primeiras leis civis desde Adão são; frutificai, multiplicai e enchei a terra, reine sobre os animais, é permitido comer animais, não cometa assassinato, e execute o homem que tal coisa fizer (Gn 9.6), não coma sangue de animais, mantenha minha aliança eternamente (Gn 9.8-17). Algumas dessas leis formaram a base das leis humanas em todas as eras desde então. Elas são necessárias para punir criminosos, sejam indivíduos ou nações (Rm 13.1-6; 1Pe 2 13,14); consequentemente a aplicação das leis é necessária bem como a guerra quando uma nação se torna criminosa. Os governos humanos fazem parte de um governo moral de Deus e são necessários para a preservação da sociedade na terra. Sem execução de leis e punição, nenhum governo pode durar muito tempo. O principal alvo do governo civil e moral é o bem acima de tudo. É dever de todos ajudar a estabelecer, manter, apoiar e tomar parte em governos humanos para preservação da sociedade.    
Duração: do diluvio até ao chamado de Abrão. Um total de 427 anos (Gn 11.10-32;12.5)
Começo favorável: O homem era rico em experiencia e sabedoria, possuía uma verdadeira adoração, novas leis, nova aliança, promessas de bênçãos, domínio da terra e responsabilidade sobre si mesmo sempre.
Teste: Obedecer às leis do governo humano, governar fielmente, punir os criminosos, consagrar-se a Deus e adora-lo (Gn 8. 20;9.17)
Proposito de Deus: Testar o homem sob o novo padrão de conduta. Ele havia falhado em viver corretamente sem lei e sem ameaça de punição; agora ele é forçado a obedecer ao certo e rejeitar o errado (Gn 9.1-7).
Meios de Deus realizar seus propósitos: Várias leis foram dadas e o governo foi estabelecido por Deus, com o homem agora sendo responsável por reinar para o bem de todos.
 fracassos: (Gn 9.18-11.9)
O fracasso de Noé, embriagou-se com vinho; o fracasso de Cam, desrespeitou o pai; o fracasso de todos os homens, que em vez de se espalharem sobre a terra, procuraram construir uma torre para viverem juntos, desobedecendo a ordem de Deus de povoar a terra. Vemos claro no homem o pecado de orgulho, auto- satisfação e culto de heróis tornaram-se predominante nessa era. (Gn 10.8-10).
O castigo pelo pecado: Durante essa dispensação Deus, confundiu as línguas dos homens para espalha-los sobre toda a superfície da terra, antes que essa fosse dividida. Em torno de 340 anos após o diluvio, ele (Deus) dividiu a terra em continentes e ilhas como ela é hoje para separar os diferentes povos de forma mais permanente (Gn 10.25; 1Cr 1.19). Isso explica como os índios americanos e outros povos encontravam-se em diferentes partes da terra. Deus dividiu as varias nações e seus habitantes e determinou limites para suas habitações (Dt 32.8; At 17.26).
Provisão de Deus para redenção: Era a fé na vinda do redentor e do evangelho, e sacrifícios que tipificavam essas verdades (Gn 8.20; 12.8; Gl 3.8; Hb4.2).   

IV
Dispensação da Promessa:(Gn 12.1-Ex 12.37) A era atual ou pós-diluviana (Gn 8.18-Ap 19.10)
Nome: Denominada assim por causa das promessas e alianças feita com Abraão e sua descendência. Nesse período Deus começou a predizer e enfatizar a vinda da semente da mulher através de um grupo particular da raça. Já havia poucas predições antes, como em (Gêneses 3.15; 4.25; 9.24-27), mas agora a descendência de Abraão foi designada com a especial linhagem através da qual cristo vira. Nessa época muitas promessas foram feitas para esse fim. (Gn 12.1-3;17.7,8,19; 18.18;21.12,13;22.17,18,).
Duração: Do chamado de Abraão aos 75 anos de idade até o Êxodo do Egito que durou 430 anos (Ex 12.40; Gl 3 14-17).
Começo Favorável: Deus começou a lidar com um grupo especial da raça, os descendentes de Abraão em cumprimento de seu plano. Ele não somente prometeu que o messias viria através deles, mas que a terra prometida seria dada a eles eternamente, como um fundamento para o mundo missionário e para operações de governo. (Gn 12.1-3,7;13.14-18;15.18-21; Rm 3.1,2;4 1-25; 9.4-5; Gl 3. 8; Hb 11. 8-19).
Teste: O viver pela fé em Deus e em suas promessas, permanecer separado de outras nações, evangelizar o mundo.
Proposito de Deus: Escolher um homem ao qual o messias viria, para usá-lo e a sua descendência como seus representantes na terra, e dar-lhes Canaã como base de operação do programa divino entre os homens no evangelho e no governo eterno. Eles estavam começando a possuir o mesmo território que Deus tinha em mente para seu próprio quartel general na terra (Gn.12.6). Ele permitiu que a descendência de Abraão se tornasse uma poderosa nação abaixo do Egito. Seu proposito maior era mostrar aos pagãos, através de Abraão a diferença entre servir a ele e a outros deuses, fazer de Israel um exemplo para todos os homens, física, moral, mental, espiritual e financeiramente como uma nação que desfruta das bênçãos do Deus verdadeiro.  
Meios de Deus realizar seus propósitos: O chamado de Deus, as alianças e promessas e o contato pessoal de Deus foram seus meios de cumprimento de seu plano para Israel (Gn 17.1-21; Rm 3.1,2; 9.4,5). Pois o próprio Deus se comunicava com o homem de varias formas. (Gn 12. 1-3;15.1,4,5,7-16)
Cinco fracassos: O fracasso de Abraão (Gn 11.31-12.6,10-20; 16. 1-16; 17.18;20.1-8),o fracasso de Isaque (26.6-35; 27.1-4),o fracasso de Jacó (Gn 25.27-34; 27.1-33; 31.1-42;33.14; 37.3), o fracasso dos filhos de Jacó (Gn 38.1-30), o fracasso do povo depois da morte de Jacó e seus filhos ( Ex 2.11-14; 5.21).
O castigo pelo pecado: O castigo do povo de Israel foi a escravidão no Egito (Ex 2.22-25). Que por um período de 430 anos moraram no Egito, e os últimos 280 anos foram de sofrimento e angustia. Quando Jacó desce ao Egito estava com 130 anos (Gn 47.9), viveu 17 anos no Egito (Gn 47. 28). O tempo total da vida de Jacó foram 147 anos (Gn 47.28b). Jose governa o Egito com 30 anos de idade (Gn 41. 46,46), e morre aos 110 anos somando um período de 80 anos de governo, tempos após a morte de Jose uma nova dinastia de faros aparece e a história de Jose é esquecida, então o povo de língua hebreia começa a ser escravizado. A data oficial da descida do povo da Israel ao Egito está registrada em (Gn 47.1-12) e a saída oficial está registrada e (Ex 12.37-41)   O castigo sobre o Egito foram as dez pragas.
Provisão de Deus para a redenção: Israel teve o evangelho (Gl 3.8; Hb 4.2) e um programa de tipificação através de sacrifícios que, por simbolismo, ensinou a eles sobre a redenção por meio do Messias (Ex 12; 25.1-40.38; Lv 1.1-10.20; 23.1-44)

V
Dispensação da lei: Era atual ou pôs diluviana (Ex 12.38-Mt 2.23) ;( Ap 19.10)
Nome: denominado assim por causa das leis dadas a Moises, as quais se tornaram parte da regulamentação da fé e da pratica durante o período entre Moisés e Cristo os homens nesse período também tiveram o evangelho (Gl 3.8; Hb 4.2).
Duração: Do êxodo do Egito até a pregação do reino dos céus por João Batista, ou de Moises até Cristo, um total aproximado de 1718 anos ou mais (Mt 11.12,13; Lc 16.16) como se segue: do Êxodo ate a entrada em Canaã 41 anos, mais 1 ano no Sinai (Nm 10.11,12). 40 anos de peregrinação no deserto (Nm 14.33,34;32.13) Da entrada em Canaã ate o Reino de Saul, mais 520 anos. esse período compreende desde Josué, o período dos Juízes até Samuel o profeta. Somado com o tempo dos reis de Israel ate ao tempo do cativeiro na Babilônia no tempo de Ezequias (2Reis 24.18) somando 513 anos de dinastia. O período de 480 anos termina no 4* ano do reinado de Salomão (1Rs 6.1) começou com a entrada de Israel em Canaã e exclui 111 anos de servidão e 3 anos de confusão sob o reinado de Abimeleque. Esse foi um período de completa segurança para Israel como uma nação livre de servidão e rivalidade civil, até o tempo do reinado de Salomão. Desde o princípio do cativeiro na Babilônia, passando pela restauração nos dias de Neemias ate ao 20* ano de Artaxerxes, somam 164. O cativeiro Babilônico (Jr 25.11,12; 29.10; Ne 2). Do tempo da restauração do cativeiro ate a pregação do reino por João Batista foram 480 anos que, somados ao total dos períodos anteriores, perfazem 1.718 anos ou mais o tempo que durou essa dispensação. A Biblia registra a duração oficial desta dispensação da lei até João Batista (Mt 11.13; Lc 16.16). (41+520+513+164+480=1.718).
Começo Favorável: Desde a queda do homem nenhuma pessoa experimentou um começo mais favorável do que o povo de Israel no inicio da dispensação da lei. Eles viram o poder de Deus em sinais e maravilhas no Egito e no deserto. Ele fez aparições pessoais a eles (Ex 24.9-11; Js 5.13-15), falou de voz audível (Dt 5.22-24). houve aparições visíveis de sua presença dia e noite (Ex 14.19-21). Deus curou as doenças de Israel, deu riquezas do Egito, deu a eles revelações e um código completo de leis.
Proposito de Deus: Testar Israel para ver se eles obedeceriam a Deus por meio das regras de vida estabelecidas através da  promulgação da lei; começar uma comunidade das nações liderada por Israel e governada por homens de sua própria escolha; estabelecer um sistema visível de adoração que retrataria, em cada detalhe, a verdade redentora que viria;trazer o Messias ao mundo através da raça adâmica pura; dar a Israel a revelação de Deus para toda a raça humana. Todo o AT foi escrito nessa dispensação
Meios de Deus realizar seu propósito: A entrega das leis, a conclusão da organização de Israel para destruir as raças gigantes, o assentamento de Israel na terra prometida para usa-los como uma nação excepcional para expor os benefícios de servir ao Deus verdadeiro.
Os fracassos: No deserto; sob o comando de Josué (Js 7-9); sob o comando dos Juízes; sob o comando dos reis de Israel e Judá; o fracasso no cativeiro (Ez 2.3-3.9;Jr 1.1-22.30) ;o fracasso na restauração do cativeiro quando retornaram;(Ed 10;Ne 13;Ag 1; Ml 1); o fracasso de rejeitar o próprio messias e o evangelho (Mt 5.20.6.1-18; 11.20-27;)
O castigo pelo pecado em 2 fases:(1)   Castigo dos pecados de Israel e de todo o mundo recaíram sobre cristo na cruz, pois como Isaias profetizou aconteceu ele levou sobre si os pecados de todos, fazendo-se maldição por nos  (Jo 12.27-33;19.16-30; At 2.36; Fp 2.5-11; Cl 2. 14-17; 1 Pe 2.24) (2) Julgamento de Israel como nação. O reino de Deus foi tomado deles (Mt 21.33-46); a nação foi rejeitada e vai ficar desolada ate a 2* vinda de cristo (Mt 23.37-39), e ela foi completamente destruída em 70 d.C., com os sobreviventes sendo espalhados entre outras nações (Lc 21.20-24; Dt 28; Lv 26).
A provisão para a redenção: Na cruz, Deus providenciou a verdadeira fonte de redenção, antes desse tempo, o homem oferecia sacrifícios de animais como uma figura do sacrifício real do calvário (Hb 8-10). Deus enviou seu filho para tomar lugar de todos os homens na morte, e restaura-los ao domínio original (Sl 8; Gl 3.13; Ef 2.11-18; Hb 2.9-18; 1Pe 1.18-23)
VI
Dispensação da graça (Mt 3.1-Ap19.10) era presente e pós-diluviana
Nome: denominado assim por causa da abundancia da graça de Deus trazida por Jesus Cristo (Jo 1.16,17). Os homens tiveram graça em todas as eras, mas não em abundância. O mesmo vale sobre as leis. Os homens tiveram leis em todos os períodos antes de Moises, mas a abundancia das leis veio por ele.
Duração: Da pregação do reino dos céus por João Batista (Mt 11.11; Lc 16.16) até a 2* vinda de Cristo. Considerando que nós contamos nosso tempo em A.C, antes do nascimento de Jesus Cristo, e que ele tinha aproximadamente 30 anos de idade (em d.C.) quando João Batista anunciou o reino e quando a lei terminou e a graça começou (Lc 1.26;3.23), então concluímos que já estamos em 2018 diminuindo os 30 anos de Jesus que é o tempo de vida ate a sua aparição e morte, já estamos a 1988 anos vivendo na dispensação da graça. Quanto tempo mais a graça continuara, nós não sabemos, pois não temos ideia de quando Jesus vira, é o fim dessa dispensação. Para os que estudam as profecias, isso será em breve. A graça não pode terminar ate que os 10 reinos estejam formados dentro do antigo território do antigo Império Romano (Dn 7.7,8,19-24) e ate que o anticristo tenha estado aqui 7 anos após o arrebatamento da igreja (Dn 9.27; 2Ts 2.7,8), e até que todos os eventos do apocalipse (4.1- 19.10) tenham sido cumprido, nesses últimos 7 anos (Ap 4.1). Depois desse período Cristo poderá vir e começar o milênio na terra (Ap 20. 1-10).
Começo favorável: Satanás foi derrotado na crus, e é incapaz de vencer qualquer crente que vestir toda a armadura de Deus (Ef 6.8-18), resistir a ele (Ef 4.27; Tg 4.7; 1P 5. 7-9). A abundancia do Espirito Santo, que é o representante de Deus na terra, que de maneira poderosa atua no homem, preparando a igreja para o grande encontro com Cristo, nesse ponto estão inclusos Judeus e gentios. Através do Espirito Santo o crente tem a totalidade do poder de Deus.
Teste: Obediência a fé do evangelho em todos os seus ensinamentos (Mc 16.16; Jo 3.16; Rm 1.5,16; 16.26; Hb 11.6) 
Proposito de Deus: Nessa dispensação. O proposito é salvar todos aqueles que creem, em Jesus pela pregação do evangelho o recebendo como único senhor e salvador  de sua vida e a partir de então Deus ter um para chamar de seu e um povo  para chamar pelo seu nome, e construir uma igreja (Jo 3.16; At 15 13-18; 1 Cor 1. 18-24; 12.12-31; Ef 2.14-22; Ap 22.17).
Meios de Deus Realizar o seu propósito: O primeiro meio Deus realizar esse proposito foi enviando seu filho Jesus ao mundo, (Jo 3.17; 6.40; ressuscitando Jesus de entre os mortos (At 3.26; Gl 4.4) manifestando o seu amor (Jo 3.16; 1Joao 4.9,10,14).         
3 Fracassos: O fracasso de Israel é visto na rejeição deles, pois não creram, que Jesus era o seu salvador, ate mesmo Joao o batista, mandou seus discípulos perguntarem se de fato Jesus era o cristo, ou eles esperariam por outro, os lideres religiosos de Israel também o rejeitaram, e por fim a multidão, quando trocaram Jesus por Barrabas. O evangelho veio primeiro para os judeus, mas eles rejeitaram (Mt 10.5,6), como eles não obedeceram ao reino dos céus é tomado deles e dado aos gentios (Mt 21. 33-46). Através dessa rejeição deu-se a origem de uma nova igreja, vale lembra que o nosso Deus não é adultero, e nem se faz aqui um outro casamento, e muito menos uma bigamia de cristo, essa nova igreja noiva de cristo se unira em um só corpo, pois Deus não rejeitou a Israel, mas um a igreja que é composta por todos os povos, tribos, línguas, nações inclusive os Judeus, estarão unidos formando um só corpo glorificando a Deus por toda a eternidade.
VII
Dispensação do governo divino ou milênio (Ap 19.11-20) Era por vir (Mt 12. 32; Ef 1.21))
Nome: Denominado assim porque o governo divino será sobre todos os governos humanos. Os mil anos será um governo de teocracia (Gr) chamado de milênio (Ap 20.1-10)
Duração: Da segunda vinda de Cristo, após a batalha do Armagedom, do julgamento das nações e da prisão de Satanás (Mt 24.29-31; 25.31-46; Ap 19. 11-20) até a soltura de Satanás, a segunda ressurreição, o julgamento do grande trono branco, a renovação dos céus e da terra o inicio do novo céu e da nova terra (Ap 20.1-15; 21.1,2;2Pd 3. 10=13)  
Começo favorável: Pela primeira vez desde que o homem se submeteu a Satanás e seus anjos caídos, o homem será livre deles e terá perfeita condições terrenas em todos os aspectos como era antes da queda, exceto que estará sujeito a morte por uma coisa, cometendo qualquer pecado que carregue a morte como penalidade. São chamados de pecados de extintos naturais e depravados, inclinações luxuria ainda farão parte da natureza humana, mas a oportunidade de deixa-los será grande, pois o homem não sofrera a influência de Satanás.
Proposito de Deus: Acabar com toda rebelião na terra, cumprir todas as alianças da passado, vindicar e vigar Cristo e seus santos, exaltar os santos ressurretos de todas as eras para uma posição sacerdotal e real, julgar as nações em justiça e restaurar a terra para os donos por direito, restaurar Israel como cabeça de todas as nações, colocar todos os inimigo debaixo dos pés de Cristo.  
Meios de Deus realizar seu propósito: Ele ira enviar Jesus Cristo, anjos fieis e santos para pôr fim à rebelião na terra; ele irá completar seu período de teste para o homem, e removerá a maldição (Mt 24.29-31; 25.31-46 1Co 15.24-28; 2Ts 1.7-10; Ap 19.11-20; 22. 3)
Fracasso: Como em todas as dispensações anteriores, haverá alguns que não escolherão a Deus e sua justiça. No fim do milênio multidões escolherão o mal que será solto da prisão para tentar seduzir o homem, dando-lhe uma oportunidade final para se rebelar abertamente e tentar vencer o governo de Deus (Ap 20.7-10).

Dispensação                                         tempo de duração
Inocência...................................................................?
Consciência............................................................... 1656
Governo humano....................................................... 430
Lei................................................................................1718
Graça........................................................................... 1988, ainda em curso até o dia do arrebatamento, onde se inicia o final das sete semanas de Daniel, que já está sendo contado desde quando, foi dado a ordem de restauração de Jerusalém (Dn 9. 24-27) dentro desse período chamado de grande tribulação haverá o cumprimento das profecias sobre o mundo que provara da ira de Deus.

Os acontecimentos do Apocalipse em Três Tempos
O que tens visto, as coisas que são, e as que hão de acontecer
O livro do apocalipse é o livro das revelações de Deus, para a humanidade onde ele revela para o mundo qual será o fim dos justos e dos injustos e todas as coisas que estão reservadas para o tempo do fim, essa faz menção das revelações em três tempos; passado, presente e futuro,    a ordem é (escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer.( Ap 1.19).
As coisas que tens visto; Essa pergunta no leva a pensar no senário que João e os primeiros cristão estavam vivendo, naquele momento em que estava sendo fincado as estacas do cristianismo na terra, e aquele momento era apenas o inicio do que estava por vir, os sofrimentos, as perseguições, as lutas, mas Deus havia já revelado a João nos versos  16-18, mostrando que a igreja está no seu lado direito, e que ele passeia no meio dela, declarando que havia sido morto, mas que estava vivo para nunca mais morrer, e tem as chaves da morte e do inferno, Jesus estava declarando que para a igreja não haveria a possibilidade de uma  derrota, pois os poderes do mau já haviam sido destituídos e ele estava sob o controle da situação. O apóstolo naquele momento estava tendo uma certeza de que não estava só naquele momento, pois os outros apóstolos já haviam morrido, e João era o último, que estava sofrendo por amor ao evangelho a mensagem passada ao sevo de Deus era, você não está sozinho, eu sou a sua esperança. Então escreva que as coisas que aconteceram, eu estava no comando e aqui estou vivo para todo o sempre.
As que são; as coisas a cerca das igrejas, sob a qual João escreve em apocalipse 2,3, quando o Senhor mostra para o apostolo, a atual situação das igrejas, a corrupção, a apostasia, o esfriamento espiritual, a falta de compromisso com a verdade, o legalismo  dominava os cristãos do primeiro século a ponto das igrejas se tornarem apostatas; Éfeso; abandonou o primeiro amor (Ap.2.4); Pérgamo deixou de lado a verdadeira doutrina, seguindo aos ensinamento de Balaão (Ap.2.14); Tiatira; tolerava Jezabel  era uma prostituta que profetizava e ensinava na igreja (Ap.2.18,20); Sardes uma igreja esquecida, sofria de amnésia, não lembrava mais do que havia recebido de Deus, e não queria mais se arrepender de suas culpas (Ap.3.1-6); Laodiceia já havia assumido uma frieza espiritual, porque era rica e não precisava dos favores de Deus( Ap.3.14-22). Mas pra todo crente apostata haverá sempre um remanescente fiel, que não se dobra e batalha de verdade em prol daquilo que acredita no meio dessa situação. Esmirna, uma igreja pobre, mas perseverante (Ap.2.8-11); Filadélfia uma igreja paciente, que acreditava na palavra (Ap. 2.7-13). O quadro histórico da igreja nesse período não era muito favorável, João estava naquela ilha, não para tira umas férias, mas por causa do evangelho, após ter tomado um banho em um tacho de azeite fervendo, fora o martírio dos apóstolos a história também relata o martírio de Policarpo,  Presbítero da igreja de Esmirna foi condenado a morrer queimado, por não negar o nome de Jesus, seu martírio acontece em plena praça publica um ancião de oitenta e seis anos, morrendo de uma forma tão cruel, pelas mãos dos soldados romanos, que eram muito criativos em termos de tortura. Os primeiros cristãos sofrerão as maiores humilhações que um ser humano poderia suportar. Mas a mensagem de Deus para a igreja era e sempre será; nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançara alguns de voz na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Se fiel até a morte, dar-te-ei a coroa da vida. (Ap.2.10). a única maneira de sermos uma igreja vitoriosa, é a fidelidade a Deus e a sua palavra.
        
As que hão de acontecer: Cristo disse as coisas que depois destas (Ap.2-3), hão de acontecer essas coisas (Ap.4-22). Entendemos que entre os capítulos 1,2,3 é a era da igreja, pois o primeiro capitulo o Senhor se revela a João em meio a sete candeeiros vestido de vestes compridas, cingido com um cinto a altura do peito com um cinto de ouro a cabeça branca como a lã os olhos como chama de fogo, os pés como latão reluzente, tinha em sua mão direita sete estrelas, e da sua boca saia uma afiada espada de dois gumes, seu rosto brilhava como o sol em pleno meio dia. João estava tendo uma prova real de que Jesus estava realmente vivo e reinando no céu. No capítulo 2 e 3 é revelado ao apostolo a situação que a igreja estava passando, mas ele estava no meio contemplando tudo.





O Arrebatamento
O arrebatamento era e sempre foi e continuara sendo a maior esperança para o cristão, os discípulos viviam essa expectativa, eles alimentavam esse sentimento dia após dia, os crentes de corinto, Tessalônica nutriam esse sentimento esperançoso, em um tempo de muita luta, perseguição e dificuldades. Paulo então teve o cuidado de os orientar, ensinar, acerca dos sinais que antecederiam o arrebatamento e como aconteceria e não quando, pois, o mais importante de tudo é que sabemos que Jesus voltara, e devemos estar preparados para que esse dia não nos pegue desapercebido. Pois o arrebatamento será em um momento em um abrir e fechar de olhos (piscar) (I Cor.15.51-52). Paulo alerta, sob o cuidado na vida crista para que não sejamos pegos despreparados, para ouvirmos o toque da trombeta. Em Tessalônica Paulo também alerta acerca do toque da trombeta de Deus, os mortos ouviram o toque e ressurgirão, depois nos os vivos seremos arrebatados e encontraremos com o senhor nos ares (Its.4. 3-18). Serão duas trombetas uma para chamar os mortos para a vida, e a outra para os vivos na ocasião do arrebatamento. Para sermos arrebatados precisamos de algumas qualificações; estar em Cristo (IIcor.5.17,18) ser de Cristo (Icor.15.23; Gl. 5.24); ser santo (Hb. 12.14); ser bom (Jo 5.28,29);ser digno (Lc 21.36); fazer parte da igreja (Icor.12.13;Ef.1.20-23;4.4-6;5.27;Cl 1.18-24);ser puro (IJo 3.2,3);não ter mancha nem macula (Ef.5.27);viver e andar no espirito (Gl 5.19-21); andar na luz(1 Jo1.7;Cl 2.6). O arrebatamento se dará possivelmente a partir do capitulo quatro do livro do apocalipse, por se tratar da terceira e última divisão das profecias do que há de acontecer, esses eventos são específicos do apocalipse. O arrebatamento marca o final das setenta semanas de Daniel (9.24-27), alguns elementos da profecia de Daniel já se cumpriram. O arrebatamento é o fechamento da dispensação da graça. A porta da graça ainda está aberta, pois a presença da igreja e do Espirito Santo impede a manifestação do homem da iniquidade (Its 2.1-12).  As setenta semanas de Daniel (Dn 9.24-27), são setenta períodos de sete anos, ou seja, 490 anos. Esses anos estão relacionados especificamente a Israel, aos Judeus e a santa Cidade, Jerusalém. Em sua oração, as maiores preocupações de Daniel eram que seu povo fosse perdoado de seus pecados contra o senhor, que a cidade fosse reconstruída e o templo fosse restaurado (v.16), são essas as questões que Gabriel ira tratar. Gabriel explicou que durante aqueles 490 anos, o senhor cumpriria seis propósitos específicos com relação ao seu povo. Os três primeiros eram relacionados aos pecados, os três últimos, a justiça. O senhor” faria cessar a transgressão” e “daria fim aos pecados” de israel. como nação. Israel era uma nação sofredora, pois havia pecado grandemente. De que maneira Deus daria fim aos pecados de Israel? Ao “expiar a iniquidade”, oferecendo um sacrifício que expiaria o pecado do povo. Chegamos porem a cruz de Jesus Cristo, o Messias de Israel. Quando Jesus morreu na cruz, ele fez pelos pecados do mundo todo (IJo 2:2; Jo.1:29). Os três últimos propósitos divinos concentram-se na justiça e no reino futuro do Messias. Quando Jesus voltar, estabelecera seu reino de Justiça (Jr 23.5,6;31.31-34) e reinara com justiça (Is 4.2-6) naquele dia as profecias sobre Israel se cumprirão, não haverá mais profetas e nem visões. A oração para ungir o santo dos santos refere-se a santificação do futuro templo, descrito em Ezequiel 40 a 48. Os pecados de Israel serão perdoados (Zc 12.10-13.1), a cidade de Jerusalém será construída e o templo e seu ministério serão restaurados, tudo por causa da morte de Jesus Cristo na cruz. Gabriel começa a explicar os 490 anos; o anjo dividiu os setenta setes-490 em três períodos significativos:49 anos, 434 anos e 7 anos: Primeiro período de 49 anos (V.25). Nesse período, os Judeus reconstruirão a cidade em meio a grandes dificuldades. A questão-chave, aqui é a data do decreto. Não se trata do decreto de Ciro em 538 a.C. quando é permitido que os Judeus voltassem para sua terra e reconstruíssem o templo (Ed1; Is 44:28), pois a ênfase desse decreto é sobre a cidade de Jerusalém. Enquanto alguns estudiosos optam pelo decreto de Artaxerxes em 457 a.C., pelo qual Esdras foi enviado para Jerusalém (Ed 7:12-26), esse decreto enfatiza o templo e também o seu ministério. E provável que o decreto de Daniel 9.25 seja o documento publicado por Artaxerxes em 445 a.C., autorizando Neemias ir a Jerusalém para reconstruir os muros e restaurar as portas da Cidade (Ne 2.5-8). Segundo período 483 anos (V.26). De acordo com Gabriel, esses 483 anos vão desde a publicação do decreto ate a vinda do “Ungido, o Príncipe” (7x7=49; 7x62=434+49= 483 anos). Ao contar 483 anos solares a partir de 445 a.C., chega-se ao ano 29/30 d.C., tempo do ministério de Cristo na terra. Contudo esse ungido não terá permissão de reinar, pois seu povo clamou: “Não temos um rei se não a Cesar!” (João 9.15).” Não queremos que esse reine sobre nós” (Lc 19.14). O Messias “será morto e já não estará.” Essa expressão fala da rejeição dos Judeus (João 1.11; Lc 13.33-35) e a sua crucificação como criminoso, tendo sido entregue as autoridades romanas por seu próprio povo. Terceiro período de 7 anos (v.27). O pronome “ele” refere-se ao “príncipe que há de vir” (v26), ou seja, o anticristo. Encontramo-nos, agora, nos 7 últimos anos do calendário profético dado por Gabriel a Daniel, o período que conhecemos como tribulação ou “Dia do Senhor”. Apesar de sempre terem existido guerras e desolações no mundo (Mt.24.3-24), o fim desta era trará um tempo de terrível sofrimento que chegara ao ápice com a volta de Jesus Cristo. (Ap 6-19; Mt 24.15-35). O acontecimento que desencadeia esse último período de 7 anos é a assinatura de uma aliança entre o anticristo e Israel. Nesse período o anticristo será uma figura chave na política europeia, representa um dos dez artelhos da estatua de Daniel 2 e o pequeno chifre que surge entre os dez chifres em Daniel 7.8,24ss e terá a capacidade e autoridade de dar um fim ao conflito no oriente médio. Garantira aos Judeus que os protegera de seus inimigos, provavelmente para que possam construir o templo e restaurar os sacrifícios, os Judeus verão essa aliança com bom grado. Depois de três anos e meio, o anticristo rompera a aliança, tomara o templo e colocara nele a sua própria figura, forçando o mundo todo a adora-lo (2Ts 2; Ap13). Essa é a abominação da desolação (Dn 11.31;12.11) sobre a qual Jesus falou em (Mt 24.15; Mc 13.14). O homem da iniquidade o filho da perdição, que ate então havia enganado o mundo fazendo o papel de um político sagaz, revelar-se há um instrumento de satanás e um ditador cruel. Quando a porta da graça se fechar aqui na terra, a igreja estará diante do tribunal de Cristo recebendo seu galardão (IICor 5.19; ICor 3. 13-15; Rm 14.12), os salvos estarão nas bodas do cordeiro (Ap 19.9).              


Conclusão
O estudo dos períodos dispensacionalista, nos leva a compreender que devemos estar preparados para a qualquer momento sermos arrebatados, pois todas as dispensações mostram que Deus vem agindo no mundo, sem perder o controle da situação, mesmo com tanta violência, coisas absurdas que acontecem no nosso dia a dia, mas chegara o dia em que o nosso Deus interferira no livre arbítrio da humanidade para que todos reconheçam a sua santidade e poder e quando ele estiver operando o seu juízo na terra, ninguém poderá impedir.



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