Resposta Bíblica sobre a Tricotomia do Homem
Introdução
O que mais permeou e sempre incomodou os
pensadores da Grécia antiga, e ainda hoje é tema de muitas discussões e
controvérsias são essas três perguntas, relacionadas à existência humana; quem
somos, de onde viemos e para onde vamos, para essas perguntas serem respondida
é necessário entrar em outros três questionamentos que também traz muita
preocupação que é a doutrina da tricotomia humana, ou seja, um ser que dentro
de si carrega dois elementos, que dentro de um corpo forma essa tricotomia, um
corpo e dentro desse corpo, uma alma, e dentro dessa alma um espirito. Partindo
desse conceito está formado o ser humano, criado à imagem de Deus. O primeiro
conceito de tricotomia humana parte da própria Bíblia que está em Gêneses,
1.26; Também disse Deus: Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa
semelhança. Deus é Pai, filho e Espirito Santo. A composição desse corpo é
simplesmente barro, eu diria nem barro e sim poeira, pois fica claro que o
homem foi formado do pó da terra, formando assim o corpo humano que recebeu o
sopro de Deus (ruash).
Em se tratando dessa questão de corpo,
alma e espirito, cada um foi criado por Deus, e a luz da Bíblia todos recebera
de Deus uma destinação a morte.
O Homem é
Dicotômico ou Tricotômico?
Dicotomia é algo que se divide em duas partes,
a alguns que defendem que o homem é dicotômico, ou seja, composto de duas
partes o corpo que é a parte material, e alma a parte imaterial do homem, e
coloca o espirito e alma como se fosse uma coisa só. Uma linha de raciocínio
chamado de monismo defende o dicotomismo humano colocando o corpo e a mente
como sendo a mesma coisa. De acordo com o tipo mais conhecido de monismo, mente
e corpo é uma mesma coisa. Assim, haveria pelo menos duas espécies de monismo,
o monismo que reduz o corpo à mente e o monismo que reduz a mente ao corpo. O
monismo que reduz o corpo à mente é conhecido como imaterialismo, e foi
defendido por George Berkeley e pelos behavioristas. O monismo que reduz a
mente ao corpo é conhecido como materialismo, foi e continua sendo defendido
por diversos filósofos, psicólogos e cientistas cognitivos.
Outra variante de monismo é o chamado
monismo neutro, defendida inicialmente por W. James e, depois, por B. Russell
(embora não por muito tempo). Segundo esse tipo de monismo, há uma substância
indeterminada, nem física nem mental, que tem, entretanto, propriedades físicas
e mentais. Quando Russell defendeu essa posição ele considerou que a mente e a
matéria não são espécies últimas de entidades, mas construções lógicas de uma
base metafisicamente neutra.
A tricotomia é algo que pode ser divido em
três partes ou três átomos, no caso do homem divide-se em três partes, o corpo,
alma e espirito, não são três seres distintos, mas é apenas um ser criado, o
homem tri unidade feita para adorar a Deus. Em ITes. 5.23. Que o próprio Deus
de paz os santifique inteiramente. Que todo o espirito, a alma e o corpo de
vocês sejam preservados, irrepreensíveis na vinda do Senhor Jesus Cristo.
Hebreus 4.12. Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante que
qualquer espada de dois gumes; Ela penetra até ao ponto de dividir alma e
espirito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração. Com
esses textos fica explicito que o homem existe dentro de uma tricotomia, ou seja,
um elemento que funciona corpo (matéria) alma (elemento imaterial) e espirito
(folego de vida, sopro Gêneses 2: 7). E formou Deus o homem do pó da terra e
soprou em seus narizes o folego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
Imagem
e semelhança?
Lemos
na sagrada escritura que Deus criou o homem a sua imagem conforme a sua
semelhança. Gêneses. 1: 26. Também disse Deus. Façamos o homem a nossa imagem,
conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as
aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os
repteis que rastejam pela terra. E formou Deus o homem do pó da terra e lhe
soprou nas narinas o folego de vida. Gêneses 2: 7.
O homem foi feito segundo a imagem de Deus
e conforme a sua semelhança. Duas palavras que expressam a mesma coisa e fazem
com que a outra se torne mais expressiva, imagem e semelhança denotam a
similaridade mais próxima de qualquer uma das criaturas visíveis. O homem não
foi feito segundo a criatura que veio antes dele, pois antes do homem veio a
criação dos animais Gêneses 1. 18-25, mas sim a semelhança do seu criador visto
que os animais passaram a existir a partir de uma palavra “haja e produza”. O
homem é feito a partir de um consenso “façamos o homem a nossa imagem conforme
a nossa semelhança Mesmo assim, ainda há uma distância infinita entre Deus e o
homem”. Cristo é a única expressão da imagem da pessoa de Deus, como filho de
seu Pai, tendo a mesma natureza (santa). A imagem de Deus sobre o homem
consiste em três aspectos. (1) em sua natureza e constituição; não do corpo,
pois Deus não tem corpo, mas da alma. (2) Em segundo lugar a autoridade:
Façamos o homem conforme a nossa imagem, e que ele domine. Por governar sobre
as criaturas inferiores, ele é, assim como era, representante de Deus na terra.
(3) Em sua pureza e retidão. A imagem de Deus sobre o homem consiste em
conhecimento, justiça, e verdadeira santidade (Efésios 4.24; Cl 3.10). Portanto
santos e felizes, assim eram nossos primeiros ancestrais com a imagem de Deus
sobre eles.
A palavra imagem do hebraico extrai dois
conceitos: Tsélem (forma) e Demut (semelhança), de Tôar (aspecto) e Tavnit (configuração). Tôare
Tavnit significam a figura, material, enquanto Tsélem e Demut a forma espiritual. A tora, ao indicar Tsélem e
Demut, define o espirito e nos confronta com um dos princípios básicos do
judaísmo. Não se pode elevar a Deus por intermédio da matéria, Tôare Tavnit e
sim por meio do espirito, Tsélem e Demut. Somente assim o homem pode
aproximar-se de Deus. Portanto se fossemos apenas um corpo não teríamos como
nos aproximarmos de Deus por que Deus é espirito por isso temos condições de
nos achegarmos a ele mortificando o nosso corpo deixando de fazer a nossa
vontade para fortalecermos o nosso espirito através do contato com Deus. João 4.
23,24.
O QUE É O CORPO?
O corpo na filosofia
O corpo, na
perspectiva da Filosófica, é a matéria que constitui um indivíduo, mas o
conceito de corpo implica que o objeto científico seja um ser com unidade
própria e, como tal, objeto de reflexão filosófica. De uma forma geral, o corpo
é aquilo que no ser é passível de ser tocado, que possui uma forma e através do
qual existe e que tem contato com o exterior, é então a exterioridade
percebida.
O dualismo da metafísica opõe o sujeito ao seu corpo. A exterioridade é, assim, o mundo dos corpos, desvalorizado em relação ao espírito, é a parte que permanece rebelde perante a nossa vontade.
O corpo é aquilo que, como objeto tangível, se opõe à alma e, como tal, é um obstáculo epistemológico, lugar de conflito das paixões, lugar dos desejos e dos apetites. O corpo é visto como túmulo, perecível e mortal, que induz a alma ao erro e é aparente. Constitui um elemento perturbador da alma na busca da verdade. As paixões, os desejos, as sensações, as doenças, a dor, o prazer, são fatores que desviam a atenção da razão do que deve ser o seu real objeto.
Enquanto tivermos um corpo, onde a alma está aprisionada, jamais conseguiremos alcançar a nossa aspiração - a verdade. Só após a morte do corpo, a alma se liberta e se eleva ao mundo das ideias e contempla a verdadeira realidade.
Para Descartes, a essência da matéria, que se manifesta sob a forma de corpos, reside então na extensão: a natureza da matéria, ou do corpo, não consiste em ser uma coisa dura ou com peso, mas somente uma substância que se estende em comprimento, largura e profundidade. É a substância extensa, diferente da substância pensante.
Para Merleau-Ponty, o corpo não é do mundo; está no mundo e habita-o. A verdadeira existência do corpo não é a de um ser objetivo. É o corpo que se é e não o corpo que se tem totalidade indivisa, que caracteriza o ser no mundo como desígnio encarnado. O corpo é sujeito.
Para Platão, a relação com o corpo é feita de ambivalência. Ele denuncia a violência do corpo, como sepultura da alma, mas propõe uma filosofia do corpo que integra este numa vida equilibrada: "só há um meio de salvação: não se exercita a alma sem o corpo, nem o corpo sem a alma".
Para Nietsche, "há mais no teu corpo, que no melhor da tua sabedoria".
Para Husserl, no pensamento contemporâneo, o corpo é a maneira de se estar e de se ser no mundo.
Num pensamento mais atual, a consciência inscreve-se e encarna no corpo que é e, por este fato, é um sinal e uma mediação que nos possibilita estar no mundo como homens. O corpo individualiza o sujeito pensante, dá-lhe uma identidade física. O corpo é o suposto lugar da nossa realização e é o corpo vivo do ser animado.
O dualismo da metafísica opõe o sujeito ao seu corpo. A exterioridade é, assim, o mundo dos corpos, desvalorizado em relação ao espírito, é a parte que permanece rebelde perante a nossa vontade.
O corpo é aquilo que, como objeto tangível, se opõe à alma e, como tal, é um obstáculo epistemológico, lugar de conflito das paixões, lugar dos desejos e dos apetites. O corpo é visto como túmulo, perecível e mortal, que induz a alma ao erro e é aparente. Constitui um elemento perturbador da alma na busca da verdade. As paixões, os desejos, as sensações, as doenças, a dor, o prazer, são fatores que desviam a atenção da razão do que deve ser o seu real objeto.
Enquanto tivermos um corpo, onde a alma está aprisionada, jamais conseguiremos alcançar a nossa aspiração - a verdade. Só após a morte do corpo, a alma se liberta e se eleva ao mundo das ideias e contempla a verdadeira realidade.
Para Descartes, a essência da matéria, que se manifesta sob a forma de corpos, reside então na extensão: a natureza da matéria, ou do corpo, não consiste em ser uma coisa dura ou com peso, mas somente uma substância que se estende em comprimento, largura e profundidade. É a substância extensa, diferente da substância pensante.
Para Merleau-Ponty, o corpo não é do mundo; está no mundo e habita-o. A verdadeira existência do corpo não é a de um ser objetivo. É o corpo que se é e não o corpo que se tem totalidade indivisa, que caracteriza o ser no mundo como desígnio encarnado. O corpo é sujeito.
Para Platão, a relação com o corpo é feita de ambivalência. Ele denuncia a violência do corpo, como sepultura da alma, mas propõe uma filosofia do corpo que integra este numa vida equilibrada: "só há um meio de salvação: não se exercita a alma sem o corpo, nem o corpo sem a alma".
Para Nietsche, "há mais no teu corpo, que no melhor da tua sabedoria".
Para Husserl, no pensamento contemporâneo, o corpo é a maneira de se estar e de se ser no mundo.
Num pensamento mais atual, a consciência inscreve-se e encarna no corpo que é e, por este fato, é um sinal e uma mediação que nos possibilita estar no mundo como homens. O corpo individualiza o sujeito pensante, dá-lhe uma identidade física. O corpo é o suposto lugar da nossa realização e é o corpo vivo do ser animado.
O corpo humano como uma máquina funciona
perfeitamente com cada um de seus organismos chamado pela ciência de aparelhos
ou sistemas, são eles; Sistema digestivo, sistema respiratório, sistema circulatório,
sistema nervoso, sistema muscular, sistema urinário, sistema reprodutor,
sistema ósseo, ou esquelético e sistema tegumentar.
Sistema tegumentar é o conjunto de
estruturas que formam o revestimento externo dos seres vivos. Esse revestimento
externo é chamado de tegumento ou integumento e nos vertebrados também é
chamado de pele. Isso é a composição do corpo humano.
O corpo pode ser definido como; um
conjunto dos órgãos que constituem a estrutura anatômica do ser humano, que
funciona como uma máquina, no desempenho de nossas necessidades fisiológicas
essenciais, para sobrevivência, que mantem o equilíbrio entre a alma e o
espirito.
O corpo humano na Bíblia
Embora existam cerca de catorze vocábulos
hebraicos de alguma maneira ligados ao corpo físico, alguns dos quais indicando
porções do corpo como costas, barriga, etc., não há nenhum vocábulo que indique
o corpo inteiro. A mais comum dessas palavras hebraicas é basar. Que significa
carne. Porém, no Novo Testamento encontramos o termo grego soma (corpo) e o
termo grego ptoma, cadáver (usado por sete vezes: Mat. 14.12, 24.28; Mar. 6.29,
15.45; Apo. 11.8,9). A palavra soma aparece desde Mat. 5.29 até Apo. 18.13. Ê
usada para indicar o corpo humano, bem como os corpos dos animais ( Hb. 13.11),
os corpos vegetais, e até mesmo os corpos celestiais (I Cor. 15.35-44). E, no
plural, os corpos de escravos (Apo. 18.13)
Em algumas passagens da Bíblia, o termo
corpo é contrastado com a alma (Miq. 6:7; Mat. 10.28). O corpo físico é o
instrumento ou veículo da vida da alma neste mundo (Deut. 12.23; Isa. 53.12; II
Cor. 5.10). Pode indicar a personalidade inteira (Fil. 1.20; Rom. 12:1).
Posteriormente, a teologia dos hebreus concebeu o sopro de Deus sobre o corpo, conferindo-lhe
a alma residente. A teologia anterior dos hebreus compreendia isso como a mera
animação da estátua de barro que Deus havia formado, sem qualquer ideia de uma
alma eterna. Seja como for, o corpo físico é a manifestação inferior do ser
humano, ao passo que a alma é representante do mundo dos espíritos, do qual o
homem também participa. Jesus ensinou a importância secundária do corpo (Mat.
6.25-34). E Paulo reconheceu o estado de humilhação do corpo (Fil. 3: 21),
exortando-nos a discipliná-lo, para que obtenha uma boa expressão espiritual (I
Cor. 9.27; Rom. 8.13). Outra definição de corpo; é a constituição física do ser
humano a partir da matéria, contém os tecidos, os órgãos em geral as células e
as substancias mais microscopia é a parte do ser humano que manifesta a vida
biológica.
A pesar da fragilidade do corpo humano ele
foi criado por Deus para um proposito, ser oferecido como templo e morada do
Espirito Santo, (1CORÍNTIOS, 6:19) para ser apresentado como sacrifício vivo ,
santo e agradável a Deus (Rm.12.1) Um
corpo tem vários membros e cada membro deve ser utilizado para a glorificação
do senhor.
A Bíblia usa dois termos que merece uma
atenção; um é templo e outra morada; (hieron hb), (iepóv Gr), o neutro do
adjetivo hieros, “sagrado”, é usado como substantivo que denota “lugar sagrado,
templo”, em At 19.27 (templo de Diana ou Ártemis); Mc 11.11(em Jerusalém),
significando o templo inteiro com seus recintos sem distinção tudo feito para
glorificação do nome do Senhor. Jesus ensinou em um dos pátios aonde muitas
pessoas tinham acesso.
Morada (mone Gr) significa primariamente
“permanência, estada” (cognato de menõ, ”permanecer, ficar”) denota domicilio,
residência, habitação, moradia, ocorre em João 14.2,23. O ser humano foi criado
com um corpo para que Deus habite e permaneça nele como um morador de uma
residência e tudo o que ocorre no corpo é para glorificação do nome dele,
portanto não somos apenas um campo de passagem do Espirito Santo, mas sim
permanentemente temos ou deveríamos tê-lo em nosso corpo, para isso devemos
manter uma vida de santidade mortificando o pecado em nossa carne para que o
Deus de paz verdadeiramente habite em nos. Portanto o corpo não deve ser usado
para a prostituição, e prostituição nos seus variados aspectos inclusive a
religiosa, em que pessoas maltratam seus corpos a pretexto de alcançarem de
Deus a purificação se alto mutilando, ou entregando seus corpos para atos
sexuais ilícitos, como acontecia na cidade de Atenas no período do Apostolo
Paulo, em que os soldados quando iam à guerra se dirigiam ao templo da deusa
Diana dos efésios e ali havia mil prostitutas, que segundo a lenda grega
recebia esse tipo de culto profano, os soldados saiam ás batalhas abençoados,
prontos para vencer as guerras, após oferecerem um culto cheio de sexualismo
liberal sem compromisso a pretexto de uma religião pagã.
Após a queda do homem no Edem o corpo
humano herdou a morte por consequência da desobediência, de provarem o fruto da
ciência do bem e do mal e o homem em seu corpo, teve o tempo de vida reduzido até
aos setenta anos dependendo da robustez da pessoa. Nosso corpo foi criado por
Deus para um dia ser ressuscitado, pelo Espirito de Deus, assim como Cristo foi
ressuscitado um dia, Rm. 8,11; sigamos os conselhos de Paulo, Rm 12.1 em
oferecer os nossos corpos em sacrifício vivo, santo, e agradável a Deus, que é
o nosso culto racional, em não entregar o nosso corpo para ser membro de uma
meretriz, 1Coríntios 6. 15. Portanto nosso corpo é um templo sagrado e deve ser
consagrado a Deus.
Tipos de Corpos
O apostolo Paulo em I aos coríntios 15: 39
40,41 afirma ; que nem toda carne é a mesma; porem que uma é a carne dos homens
e outra a carne dos animais, outra, a das aves, e outra dos peixes, ainda
afirma haver dois tipos de corpos, corpos celestes e corpos terrestres, mas uma
é a gloria dos celestes e oura a gloria dos terrestres. Carne (v. 39). Paulo
prevê, aqui, a descoberta da ciência que mostra que a estrutura da célula de
animais diferentes é diferente, portanto não é possível cruzar espécies
distintas indiscriminadamente.
Os corpos celestiais; não existem
apenas corpos terrenos, mas também corpos celestiais; e um tipo é diferente do
outro. Na ressurreição dos mortos os nossos corpos serão transformados em outro
corpo palpável, que precisa de alimento, mas que não possui sangue. Essa forma
corpórea que também iremos receber de Deus no dia do arrebatamento seremos
revestidos de imortalidade, mas permanecera nesse corpo as mesmas necessidades
de alimentação. Lucas 24.36-39; v.v 40, 41 42, 43. Corpos celestes são as
estrelas, os anjos,
Qual
objetivo de Deus Criar o Corpo?
Quando Deus cria o homem com um corpo
característico do pó da terra e diferente de tudo que já existia, havia um
objetivo especifico, pois os anjos já haviam sido criados, satanás já estava
deposto de seu posto de santidade por causa da rebelião contra o todo poderoso,
(Isaias 14. 12-15), (Ezequiel 28.14- 18). Portanto Deus cria um ser inferior
aos anjos, pois o homem não tem as mesmas atribuições dos anjos, que tem um
corpo que se materializa, e ao mesmo tempo é um espirito, se locomove como um
raio e luta em favor dos homens Dn. 9.20-23. Os peixes, os animais, os corpos
celestes que são as estrelas, nada era igual, aquele ser que Deus criará é
completamente diferente de tudo do que já havia sido feito, até aquele momento,
o propósito de Deus em criar esse corpo (homem) inferior aos anjos foi
exatamente para manter uma relação de amizade, pois na virada de cada dia
quando à tardinha, Deus descia do céu, para dialogar com o homem, e isso
constantemente se repetia (Genesis 3. 8,9). E esse relacionamento do homem com
Deus ia muito bem, até que um dia essa comunhão foi quebrada, por causa de satanás
que incorporado em uma serpente dialogando com a mulher colocou uma dúvida no
coração dela em relação à ordem direta de Deus, ele conseguiu quebrar essa
comunhão entre Deus e o ser humano, induzindo-os a comer o fruto da ciência do
bem e do mal (Gêneses 3.11-14). Essa comunhão que um dia foi quebrado com o
afastamento do homem da presença de Deus por causa do pecado, não fez com que
Deus desistisse do homem, pois agora ele pede para que o homem ofereça o seu
corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Rm 12.1. Para ser membro
do corpo de Cristo 1CO 6.15 a; para ser
vivificado pelo Espirito de Deus Rm 8. 11c. Portanto esse corpo um dia se
revestira em um corpo incorruptível, imortal, será restabelecido a um estado de
santidade, sem qualquer tipo de contaminação deste mundo.
A
Alma: Definição
Do hebraico Nephesh e do grego psyche, a
alma é a parte imaterial (espiritual) que, segundo as Escrituras Sagradas,
sobrevive à morte do corpo mantendo-se consciente. Esta palavra aparece nas
sagradas escrituras com vários outros sentidos secundários: como sangue;
Portanto é a alma de toda a carne; o seu sangue é pela sua alma; por isso,
tenho dito aos filhos de Israel: Não comereis o sangue de nenhuma carne, porque
a alma de toda a carne é o seu sangue; qualquer que comer será extirpado. (levítico
17.14)
A alma também chamada pela psicologia de
psique ou mente é a sede do governo do corpo, na alma está agregado todo o
sentimento e volição humana, ou seja, nossas vontades, desejos, amor, ódio,
paixão, caráter, autoestima, personalidade, nela está toda a direção da nossa
vida, ligado a um órgão chamado celebro (mente), a alma é quem nos faz termos referência
de quem somos, ajuda a nos colocarmos na sociedade como o (Eu), nos
referenciando como indivíduos, em um ambiente coletivo.
O conceito de alma vem do
latim "anima" que significa ar e se refere a um princípio espiritual
que informa o corpo humano e com isso constitui a essência humana. Trata-se da
parte moral e emocional do homem. Muitos povos primitivos entendem que, tudo
que se move como habitado por uma alma, como essência do homem, geralmente
concebido como algo que existe antes do nascimento e segui com a vida após a
morte.
A filosofia grega antiga tinha duas interpretações sobre este tópico. O primeiro acredita que o corpo e a alma são entidades separadas e heterogêneas em profundo conflito. Herdeiros de filósofos como Pitágoras e do do Orfismo defendeu esta teoria. Seu representante mais conhecido é Platão que postulou que a alma é um ser acima, celeste e imortal do corpo, cujo lugar adequado é o mundo das ideias, o corpo para ele seria "o túmulo da alma", ou seja, uma estrutura terrena e opressiva onde mantém fechado e incomunicável com sua verdadeira origem.
A segunda interpretação provém o conceito aristotélico que define a alma como a forma do corpo, ou seja, o que dá vida e faz funcionar como um corpo. Para Aristóteles, a alma e o corpo são conceitos que não podem ser explicados separadamente. Ambas as teorias são relacionadas à religião cristã e então reformuladas durante o renascimento, autores neoplatônicos e neoaristotélicos que vai questionar basicamente os conceitos de imaterialidade e a imortalidade da alma. Independente dos conceitos filosóficos que existem e que foi tema de muita discussão entre os grandes pensadores gregos, a Bíblia responde esses questionamentos, não é apenas a religião cristã que defende a existência de uma alma dentro de um corpo, mas no processo da criação do homem, houve essa preocupação de Deus em deixar bem definida a composição do homem, que foi feito do pó da terra, e Deus deu a esse ser parte material, palpável, e parte espiritual, não visível, não palpável, mas que pode ser contaminada, manchada, atacada, destruída, por causa do pecado corpo. A alma que evidentemente habita no corpo humano, recebera a sentença na eternidade pois a alma que pecar essa morrera (Ez. 18:4,20). A luz das sagradas escrituras temos que ter o cuidado de interpretar textos que muitas vezes falam da alma, mas o sentido de corpo e/ou pessoas Gn. 14. 21; Gn. 17.14; Ex.12.19; Gn. 12.5; Gn. 36, 6.
A filosofia grega antiga tinha duas interpretações sobre este tópico. O primeiro acredita que o corpo e a alma são entidades separadas e heterogêneas em profundo conflito. Herdeiros de filósofos como Pitágoras e do do Orfismo defendeu esta teoria. Seu representante mais conhecido é Platão que postulou que a alma é um ser acima, celeste e imortal do corpo, cujo lugar adequado é o mundo das ideias, o corpo para ele seria "o túmulo da alma", ou seja, uma estrutura terrena e opressiva onde mantém fechado e incomunicável com sua verdadeira origem.
A segunda interpretação provém o conceito aristotélico que define a alma como a forma do corpo, ou seja, o que dá vida e faz funcionar como um corpo. Para Aristóteles, a alma e o corpo são conceitos que não podem ser explicados separadamente. Ambas as teorias são relacionadas à religião cristã e então reformuladas durante o renascimento, autores neoplatônicos e neoaristotélicos que vai questionar basicamente os conceitos de imaterialidade e a imortalidade da alma. Independente dos conceitos filosóficos que existem e que foi tema de muita discussão entre os grandes pensadores gregos, a Bíblia responde esses questionamentos, não é apenas a religião cristã que defende a existência de uma alma dentro de um corpo, mas no processo da criação do homem, houve essa preocupação de Deus em deixar bem definida a composição do homem, que foi feito do pó da terra, e Deus deu a esse ser parte material, palpável, e parte espiritual, não visível, não palpável, mas que pode ser contaminada, manchada, atacada, destruída, por causa do pecado corpo. A alma que evidentemente habita no corpo humano, recebera a sentença na eternidade pois a alma que pecar essa morrera (Ez. 18:4,20). A luz das sagradas escrituras temos que ter o cuidado de interpretar textos que muitas vezes falam da alma, mas o sentido de corpo e/ou pessoas Gn. 14. 21; Gn. 17.14; Ex.12.19; Gn. 12.5; Gn. 36, 6.
A imortalidade da alma
Existem alguns argumentos
que defendem a imortalidade da alma e outros afirma que a alma não é eterna, e
como o corpo se decompõe na terra após a morte a alma deixa de existir, e assim
acaba de uma vez por todas com a existência do ser humano, outra pergunta é; um
ser criado pode ser imortal, no caso da alma? Os anjos que, são criaturas de
Deus são imortais, ou são também passiveis de morte? Imortalidade o que é?
Essas questões sempre estão permeando as nossas vidas todos os dias dos mais variados
tipos de credos religiosos. As religiões vivem sempre preocupadas com a vida
após a morte porque na realidade há muita dúvida sobre o que ou com o que nos
depararemos quando chegarmos do outro lado. O único ser imortal que a Bíblia
declara que existe é Deus em I Timóteo 1.17 Ao Rei Eterno, o Deus Único,
Imortal e Invisível, sejam honra e gloria para todo o sempre, Amem. 1TIMOTEO 6.
15,16. A qual Deus fara se cumprir ao seu devido tempo. Ele é o bendito e único
soberano, O Rei dos reis e senhor dos senhores, único que é imortal e habita em
luz inacessível. Pela sua própria existência sem pai, sem mãe sem genealogia
esse é Deus que não precisou de ninguém para existir, pois é pré-existente,
desde antes da existência de tudo que existe no mundo, pois ele é o criador de
tudo, tudo foi feito por ele, e para ele, então somos todos criaturas temos uma
história de nascimento, crescimento, e morte. Mas Deus não. Afinal o que é
imortalidade? Nesse caso deve se ter em mente que o termo “imortalidade” não é
empregado sempre em um único sentido, há variadas distinções sobre essa palavra
como, por exemplo; uma pessoa pode se tornar imortal quando realiza alguns
feitos durante a sua existência, e deixa um legado para as gerações futuras, e
esse legado a imortaliza, na memória das pessoas. Exemplo de imortais para nós
hoje na literatura seria Machado de Assis, Fernando Pessoa, etc.., na área da
filosofia os imortais são Platão, Sócrates, Aristóteles e no meio cristão
propriamente dito temos também os nossos imortais teólogos pensadores, homens
que mudaram a história do mundo com a pregação do evangelho, que morreram, mas
nos deixou um legado literário teológico que mudaram o curso do mundo com
certeza. Exemplo; Martinho Lutero, João Bunyan (o sonhador imortal), Carlos
Spurgeon (príncipe dos pregadores). Esses e muitos outros que são imortais pelo
que contribuíram para o evangelho em suas gerações e que até hoje são lembrados
e estudamos tudo o que foi escrito por esses grandes homens da história tanto
do mundo secular quanto do mundo cristão. A imortalidade no sentido de uma
existência contínua ou sem fim, também é atribuída a todos os espíritos, e
inclusive a alma humana, as doutrinas filosóficas e religiosas acredita que
quando o corpo é dissolvido, a alma não comparte da sua dissolução, mas retém a
sua identidade como um ser individual, essa crença está de acordo com o que a
Bíblia ensina um exemplo clássico que podemos tirar da Bíblia é a história do
rico e de lazaro registrado em Lucas 16.19-31 fica bem claro o estado de
consciência, principalmente do rico e as lembranças de quem ele era, e os
parentes que ele havia deixado aqui na terra, e a preocupação para que seus
parentes não fossem para o mesmo lugar em que ele estava porque é um lugar de
muito sofrimento. Todos os que morreram com Cristo desde o antigo testamento até
o tempo atual estão vivos diante de Deus. E o caso de Abraão, Isaque, Jacó
confira em Êxodo. 3:6 como Deus se apresenta a moisés Eu sou o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, esses
homens morreram para o mundo, seus corpos foram sepultados já não existem mais
aqui na terra, mas suas almas estão vivíssimas diante de Deus, vivos no sentido
mais amplo da palavra, pois a morte já não os alcança mais. Nos termos
teológicos voltados para uma teologia apocalíptica também temos prova bíblica
sobre a sobrevivência da alma, que são as almas dos mártires que morreram
defendendo o evangelho e que estão debaixo do trono de Deus clamando noite e
dia para que Deus vingue os seus sangue que foram derramados por pregarem a
palavra de Deus, Apocalipse 6; 9-11; Mateus 22:32 Eu sou o Deus de Abraão ,o
Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos
vivos. Lucas 20: 38 Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para
ele vivem todos; Lucas 10.42 e nos mandou pregar ao povo, e testificar que ele
(Jesus) é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos. Portanto
fica evidente que a alma é imortal, no processo da morte se cumpre o que foi
escrito por Salomão em Eclesiastes 12:7 e o pó (corpo) volte a terra como era,
(gêneses 2:7) e o espirito volte a Deus que o deu. Mas no contesto de Lucas 20.38
vem esclarecer a dúvida acerca da vida após a morte, independente do estado em
que a pessoa morreu, com cristo ou não, o fato é que todos estão vivos para
Deus. O fato é que ninguém pode matar a alma a não ser aquele que a criou.
Mateus 10.28; Lucas 12. 5. Portanto até os anjos são passiveis de morte caso
desobedeçam a Deus, nesse caso satanás está morto pois saiu da presença de Deus, por causa da rebelião e o mesmo provara o dano da segunda morte o que é “a morte da alma” o lago de fogo
preparado para o diabo e seus anjos, e todas as pessoas que não valorizam o sacrifício
de cristo sobre o calvário. Apocalipse 20: 11-15. Aqui o fogo nunca se apaga
Marcos 9: 43; 19.20. Portanto a alma é imortal. Deus não criou o homem para
morrer, Deus criou o homem para viver eternamente, mas o pecado separou o homem
de Deus, mas o derramamento do sangue de Jesus tornou possível uma
reconciliação com Deus através do arrependimento dos nossos pecados. Sigamos o
conselho de Paulo continuemos a mortificar a nossa carne para que o Espirito de
Deus continue habitando em nós: “Cristo em nos esperança da gloria”
O
que é Imortalidade
Já vimos acima um dos
conceitos de imortalidade como feitos de algumas pessoas que jamais serão
esquecidas, por que não se apagarão da memória da humanidade. Imortalidade é
exatamente isso, algo que jamais deixará de existir mesmo quando o corpo se
decompuser; a Bíblia deixa isso bem esclarecido quando o assunto é eternidade.
Primeiramente em se tratando de eternidade, o único ser eterno é Deus que
existe desde a fundação do mundo, ele habita em todas as eternidades. Neemias.
9.5 Levantai-vos, bendizei ao Senhor, vosso Deus, de eternidade em eternidade,
ora bendigam o nome da tua gloria, que está levantado sobre toda benção e
louvor; as origens de Jesus são de eternidade a eternidade, Miqueias 5.2 E tu,
Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti sairá o que será
senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da
eternidade. Salmos 90.2 Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a
terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus. Conf. Salmos
93.2; 103.17; 106; 48; Ele é Pai da eternidade, Isaías 9.6; Ele Habita na
eternidade Isaías 57.15. Quando falamos de eternidade logo nos vem à mente a
questão sobre os anjos, são eles imortais? Em colossenses 1.16,17 deixa claro
sobre a criação de todas as coisas, que há nos céus e na terra, ou seja, no
mundo natural (terra), e no mundo espiritual (tronos e potestades) ficam claro
que todas as hostes angelicais foram criadas nesse mesmo tempo, os anjos foram
criados na fundação do mundo. Jó 38.7. Portanto fica muito claro que a
imortalidade só existe em Deus, que é criador de tudo, abaixo disso estão às
criaturas, que obviamente pode sim deixar de existir se Deus assim o quiser fazer,
pois cristo mesmo disse temei, pois aquele que pode matar a alma; tudo que tem
vida seja no mundo físico ou no mundo espiritual, é sustentado por apenas uma
fonte de vida que sustenta todas as coisas. Essa fonte chama-se Deus o criador
e sustentador de tudo, prova é que no final na consumação dos séculos Cristo
entregara todo o poder nas mãos do Pai e ele (cristo) também se sujeitara ao
próprio Deus e Pai. 1 coríntios 15. 28 Abaixo de Deus tudo o que existe é mortal,
pois não existe por si próprio.
Tipos
de Espirito
Para dar início a esse
assunto se faz necessário distinguirmos alguns conceitos bíblicos a respeito da
palavra espirito, e como é que entendemos quando a escritura está falando a
respeito do espirito do homem, espirito do maligno e do Espirito Santo, ou
Espirito de Deus. É muito simples identificarmos esse conceito nas sagradas
escrituras, quando lemos alguns textos da Bíblia, que tem a palavra espirito,
em alguns momentos estão escritos de início com letra maiúscula e/ou minúscula,
vejamos alguns exemplos; Gn. 1:2b havia trevas sobre a face do abismo; e o
Espirito de Deus se movia sobre a face das aguas; Gn. 6: 3. Não contendera para
sempre o meu Espirito com o homem; II Samuel 23:2 O Espirito do senhor falou por
mim, e a sua palavra esteve em minha boca; Mat.1:8 Ora o nascimento de Jesus fora
assim: Estando Maria, sua mãe desposada com Jose, antes de se ajuntarem,
achou-se ter concebido do Espirito Santo; Lucas 3.16 Respondeu João a todos,
dizendo: Eu, na verdade, vos batizo com agua, mais eis que vem aquele que é
mais poderoso do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia das
sandálias; esse vos batizara com o Espirito Santo e com fogo. Notem que todos
esses textos acima citados a palavra Espirito estão escritas com a letra
inicial maiúscula. Todos os textos se referem ao Espirito Santo de Deus.
Existem outros textos que
a palavra espirito está escrito em letra minúscula esse se refere a espíritos
imundos ou malignos, e também ao espirito do homem. Juízes 9: 23 enviou Deus um
mau espirito entre Abimeleque e os cidadãos de Siquem; e os cidadãos de Siquem se
houveram aleivosamente contra Abimeleque, I Samuel 16: 14,15. O Espirito do
senhor se retirou de Saul, e o assombrava um espirito mau, da parte do senhor;
Então, os criados de Saul lhe disseram; Eis que agora um espirito mau da parte
do senhor, te assombra; II Crônicas 15.20,21. Então, saiu um espirito, e se
apresentou diante do senhor, e disse: eu o induzirei. E o senhor lhe disse: com
que? Ele respondeu: Irei e serei um espirito mentiroso na boca de todos os seus
profetas. Esses textos mencionados refere-a espíritos imundos, ou malignos, que
atuam para a destruição e perturbação da humanidade, com o proposito de
destruir, pessoas, famílias, reinos etc...
A Bíblia faz menção
desses nomes para deixar bem claro que existe sim no homem um espirito que veio
de Deus e que esse espirito quer voltar para Deus em Eclesiastes 12.7 Salomão
escreve e o pó volte a terra como era e o espirito volte à Deus que o deu. O
próprio Jesus para viver aqui na terra, não veio tomado pelo Espirito Santo ele
foi concebido do Espirito Santo, essa palavra, concebido significa; gerado,
fecundado, ele foi criado pelo Espirito Santo dentro do ventre de Maria,
portanto recebeu dela a natureza humana, uma alma e um espirito com as mesmas
limitações de um homem comum. Como homem ele se cansou, teve sede, teve fome Mat.
4.11. E eis que chegaram os anjos e o serviu, ele chorou João11. 35. Cristo
sofreu como homem Hb 2.10; 2.14. Podemos notar na Bíblia que a aparição do
Espirito Santo sobre Jesus se dá na ocasião do batismo, que após a consumação
do ato batismal, os céus se abriram e viu o Espirito de Deus descer sobre Jesus
com forma corpórea de um pombo, a partir daí é que Cristo recebe de Deus
revestimento de poder como homem natural, e em seguida é conduzido pelo
Espirito ao deserto para ser tentado pelo diabo. Mat. 3.16; Mat. 4.1. No Getsêmani
Jesus declara; a minha alma está cheia de tristeza até a morte, Mat. 26.38.
Jesus nesse momento estava vivendo os instantes finais na terra dos viventes
sabia do que estava para acontecer, e a agonia que ele sentiu não foi no
Espirito Santo e sim na sua própria alma, no momento em que os discípulos são
pegos por ele dormindo ele usa a palavra espirito declarando; na verdade o
espirito está pronto, mas a carne é fraca, essa fraqueza na carne vem da alma
se analisarmos o fato de que no processo da morte o espirito volta a Deus, é
natural que esse espirito esteja pronto para a qualquer momento deixar esse
corpo e essa alma pecaminosa e voltar para o seu lugar de origem. Veio de Deus
e volta pra Deus. Ecles. 7.12. No momento em que Cristo já estava crucificado,
ele diz Pai nas tuas mãos entrego o meu espirito, Lucas 23.46; Mat. 27.50; João
19.30. Essas referências mostram Jesus entregando o seu espirito a Deus
dizendo, está consumado. Esse espirito que também é do homem que podemos entender
como o dom da vida, é uma dadiva de Deus aos seres viventes na terra, sejam
homens ou animais, temos de Deus um espirito de vida, pois o salmista diz; tudo
quanto tem folego louve ao Senhor. Esse espirito é inserido no homem no momento
em que Deus a cria do pó da terra. Outros textos que podemos notar que o
espirito humano é distinto da alma é o que Paulo Apostolo escreve a igreja de
Roma; E o mesmo Espirito testifica com o nosso espirito que somos filhos de
Deus, Romanos 8. 16. Esse é um diálogo que acontece entre o espirito do homem,
com o Espirito de Deus afirmando para o homem que a salvação é possível, por
causa do sacrifício de Jesus sobre a cruz do calvário, nesse dialogo o espirito
humano é levado a acreditar que Jesus é o filho de Deus.
O próprio Jesus também
era portador desse espirito humano, pois ele conheceu todas as fraquezas, que nós
sofremos, não como divino e sim como um homem comum com todas as fragilidades e
limitações, fadigas e necessidades. Em nenhum momento da existência de cristo
na terra ele usou o poder do Espirito Santo para seu próprio benefício, sempre
vencia as dificuldades pela fé que possuía em Deus, e pelo o poder da palavra,
quando na tentação no deserto sempre dizia “está escrito”, na ressureição de
Lazaro ele declara sua fé dizendo; Eu sei que o senhor me houve, expressando
sua fé em Deus publicamente nos dando um belo exemplo de que a fé em Deus nos
fara triunfar em todos os momentos de nossa vida, e que o Espirito Santo estará
sempre ao nosso lado também como intercessor.
Espíritos
Malignos
Às vezes nossa mente é
levada a pensar na existência desses espíritos chamados de malignos, e
perguntamos por que Deus criou ou permitiu a existência desse tipo de espirito
atormentador que vem tentando contra o homem desde que o homem passou a
existir, ele foi lá ao Jardim do Edem entrou em uma serpente e enganou a Eva,
foi ao céu para acusar Jó, foi até ao deserto para tentar o filho de Deus, em
sua condição humana, entrou em Pedro para tentar impedir a crucificação que
resolveria o problema do pecado. A Bíblia de maneira muito clara nos responde
esses questionamentos e devemos juntar as peças como um quebra cabeça para
entendermos que Deus não criou o diabo como é hoje. No início da criação Deus
criou todas as coisas perfeita, os fundamentos da terra, o firmamento, sol, lua
estrelas, as hostes angelicais, tudo funcionava com a mais perfeita harmonia.
Para analisarmos esse assunto de maneira mais profunda vamos traduzir do
hebraico a palavra “Bara” Que é chamar a existência o que não existe por isso o
texto de Gêneses 1.1 diz; No princípio criou Deus o céu e a terra. V2 E a terra
era sem forma e vazia, se compararmos com que Isaias diz no capitulo 45. 18.
Que Deus criou a terra, não a criou vazia, mas para ser habitada, de fato havia
nessa terra habitante, Um querubim governava essa terra, mas por causa de
inveja, orgulho, e autoconfiança colocou em seu coração o desejo de subir acima
das estrelas, e usurpar o trono do altíssimo ele perdeu toda a pompa e com ele
caiu uma miríades de anjos, para habitar no abismo, a partir desse momento
passou a existir o que conhecemos hoje os espíritos malignos, que vem lutando
contra Deus tentando fazer de Deus um ser mentiroso desde o Jardim do Edem até
aos nossos dias e essa batalha terá seu fim quando todos comparecerem diante de
Deus no juízo final Apocalipse 20. 7-10.
A Vida do corpo?
Após Deus fazer o homem do pó foi
necessário o sopro de Deus nas narinas daquilo que era apenas um boneco de
barro, e o homem passou a ser alma vivente, o sopro de vida Deus outorgado a
Adão o primeiro ser criado pela própria mão de Deus. O homem agora passa a
viver não como um ser inanimado, ou como qualquer outro animal que já existia,
mas ele recebe uma alma que lhe dá todos os movimentos ações e emoções que o
homem pode viver e sentir até aos últimos dias de sua existência na terra. É
registrado aqui a palavra “alma vivente” (O homem passou a ser alma vivente v.v
7 b). É determinado também como o sopro da vida, Gen 2: 7; Ez 37:5; Dn 5: 23; e
At 17: 25. Após isso o homem já é colocado em plena atividade, com a responsabilidade,
cuidar do jardim no Edem, Gêneses. 2: 8
A Bíblia é detentora de toda a verdade em
relação a vivencia do homem na terra, pois ela conta o começo o meio e o fim de
todas as coisas, como tal ela também nos mostra quem é que dá vida ao corpo, a
existência da alma e o espirito, também é afirmado pela palavra de Deus, que
existe apenas um elemento que faz a separação do homem, em uma trilogia
individual, distinta uma da outra, mas que não podem viver nessa terra
separadamente, um depende do outro para manter a estrutura corpórea em pé, o
que na realidade funciona assim; o corpo que é a parte material tem dentro de
si uma alma e essa por sua vez possui um espirito que sustenta essa alma que
sustenta o corpo, e esse espirito que habita na alma do homem veio de Deus e
ele quer retornar para Deus. O escritor do livro de Hebreus afirma; Porque a
palavra de Deus é viva e eficaz e mais penetrante que qualquer espada de dois
gumes, e penetra até a divisão da alma, e do espirito, e das juntas e medulas,
e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. Hb. 4 12. Portanto
o único elemento que consegue tratar do homem por completo é a palavra de Deus,
portanto fica clara essa trilogia existente no homem, que apesar de um é três
ao mesmo tempo. Quando a Bíblia está dizendo façamos o homem a nossa imagem
conforme a nossa semelhança, é na verdade uma reunião de consenso entre Deus o
nosso pai, Jesus Cristo o filho, e o Espirito Santo, e vemos nas sagradas
escrituras os três agindo distintamente, no plano da salvação e essa ação vai
durar por toda a eternidade. Deus prometeu que da semente da mulher que
nasceria um que esmagaria a cabeça da serpente, Gêneses 3. 15. O que nasceu da
semente da mulher que esmagou a cabeça da serpente foi Jesus Mateus 1. 18-21;
Lucas 1. 26- 31. Jesus nasceu, foi morto crucificado como um cordeiro, após
três dias ele ressuscitou Lucas 24. 1-9; Marcos 16.1-13; Mateus 28. 18. Jesus dá
o brado de vitória dizendo; é me dado todo o poder no céu e na terra. O próprio
Jesus também falou a respeito da terceira pessoa da trindade que é o Espirito
Santo quando diz aos discípulos eu vou para o meu Pai, mas não vos deixareis
órfãos pedirei ao Pai e ele vos
enviara o seu Espirito ele convencera o homem do pecado da justiça e do Juízo,
vemos também uma manifestação completa da trilogia em Deus, no batismo de Jesus
em Mateus 3.16-17. Jesus, O Espirito em forma de pomba e uma vos, que para
alguns era apenas trovoes. Portanto o que sustenta a vida do corpo é a alma e está habita no
sangue por isso Deus teve o cuidado de proibir ao ser humano de comer carne
sufocada, ou sangue cozido, e cozinhar um animal no leite da própria
mãe,(animal) porque a alma está no sangue, mas por esta alma está no sangue no
dia da morte do ser humano essa alma sai do corpo por ser um espirito de vida
no homem, e essa alma é quem irá receber a sentença na eternidade, consciente
de todas as coisas que no corpo foram cometidas aqui na terra desde um copo com
agua se foi dado com alegria ou com ignorância, todo tipo de pecado que é
cometido aqui na terra, será a alma que prestara contas a Deus, pois tudo que
fazemos de errado no corpo a alma é que vai pagar. A alma é a vida do corpo, o
espirito o sopro o ruash é a vida da alma. Paulo deixa isso muito claro quando
diz que o Espirito testifica com o nosso espirito que somos filhos de Deus.
Romanos 8: 16. A alma sustenta o corpo e o Espirito de Deus testifica com o
espirito do homem que somos filhos de Deus. A alma sustenta o corpo o espirito
e a alma está intimamente ligada é impossível haver vida em um ser humano com a
ausência de um desses elementos.
O
que é a morte?
Podemos definir morte a luz da palavra de
Deus, como uma sentença dada ao homem após o mesmo haver pecado contra uma
ordem direta de Deus; E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De todas as
arvores do jardim comeras livremente, mas da arvore da ciência do bem e do mal,
dela não comeras; porque, no dia em que dela comeres, certamente morreras. Gen.
2. 16,17 e foi exatamente isso o que aconteceu o homem comeu e foi sentenciado
a retornar de onde veio do pó, ao pó da terra retornaria. Gen. 3. 19 e por
causa do pecado da desobediência de Adão a morte passou a fazer parte de todos
os seres viventes, Ecles. 3 19-21. Esse foi o pior dos castigos dado ao homem,
que a partir do momento que o mesmo passou a ser conhecedor do bem e do mal,
passou a conhecer também os castigos da própria vida, os flagelos que passariam
a fazer parte do cotidiano, porque a terra foi amaldiçoada por causa do homem,
á produzir cardos e abrolhos. O homem passou a cultivar a terra derramar do seu
próprio suor para se sustentar, todo esse castigo foi para quebrar o homem
fisicamente, fazer com que o seu corpo fosse desgastado por causa do trabalho
árduo, sofrendo o desgaste físico até ao ponto em que chaga o dia final do seu
labor na terra, e em fim depois de tanto sofrimento, fadiga canseira,
desgastes, stress, por causa do trabalho, o homem é entregue ao seu destino
final a morte. Ec 3. 20; 12. 7; Sl 103.14; 1 Co 15. 21-28. A desobediência do homem
causou desolações, privações, espinhos, venenos, germes e todas as outras
formas de maldição que causam adversidades, tudo isso é para ser somada a
punição do homem até que ele finalmente volte para o solo amaldiçoado do qual
ele veio. E o pó volte a terra, como o era, e o espirito volte a Deus que o
deu. Ec 12.7. O pecado de Adão afetou tanto a humanidade que Deus se viu na
obrigação de com o passar do tempo reduzir o tempo de vida do homem para
setenta anos, ou ao máximo há oitenta anos, dependendo da qualidade de vida que
a pessoa possui. Sl. 90 10. A morte é
encarada por nos humanos como algo muito ruim, pois é a separação do corpo, não
só do corpo, mas dos entes queridos que se vão deixando saudades, lembranças
boas ou ruins, a morte é a quebra de todo o contato com esse mundo pois quem já
passou para o outro lado não lhe é permitido voltar atrás, essas pessoas que já
se foram estão aguardando o dia do juízo de Deus. A luz da Bíblia há em Deus, prazer na morte
de um justo, o salmista Davi, considerou que a morte seria um veículo que o
conduziria até a presença de Deus, o apostolo Paulo via lucro nisso também,
para ele viver era Cristo, morrer também era cristo. Fil.1,21; 3,7. Para aqueles que têm essa esperança em Cristo
não pode ter medo da morte, pois ela já foi vencida na cruz. Por fim após o
pecado de desobedecer a Deus a morte passou a fazer parte da vida daquele que
foi feito a imagem e semelhança de Deus e essa desobediência traz serias
consequências para a alma do homem que vai perdurar por toda a eternidade. Toda
alma é minha a alma do filho e a alma do pai, a alma que pecar essa morrera. Ez.
18.4.
A alma é imortal a luz das escrituras, mas
vejamos alguns conceitos sobre a vida da alma após a morte em algumas religiões,
de maneira geral, cristãos, islâmicos e judeus acreditam que após a morte há a
ressurreição, há um consenso entre as variadas ideias sobre o que é a morte, nas
diversas religiões,” o homem encara a morte como uma passagem ou viagem de um
mundo para outro”.
Filosofia
A sobrevivência do espírito humano à morte
do corpo físico e a crença na vida e no julgamento após a morte já era
encontrada na filosofia grega, em especial em Pitágoras, Platão e Plotino. Já
Sartre, filósofo francês, defendia que o indivíduo tem uma única existência.
Para ele, não há vida nem antes do nascimento e nem depois da morte.
Doutrina niilista
Sendo a matéria a única fonte do ser, a
morte é considerada o fim de tudo
Doutrina panteísta
O Espírito, ao encarnar, é extraído do
todo universal. Individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, com a
morte, à massa comum
Dogmatismo Religioso
A alma, independente da matéria, sobrevive
e conserva a individualidade após a morte. Os que morreram em 'pecado' irão
para o fogo eterno; os justos, para o céu, gozar as delícias do paraíso.
Budismo
O Budismo prega o renascimento ou
reencarnação. Após a morte, o espírito volta em outros corpos, subindo ou
descendo na escala dos seres vivos (homens ou animais), de acordo com a sua
própria conduta. O ciclo de mortes e renascimentos permanece até que o espírito
se liberte do carma (ações que deixam marcas e que estabelece uma lei de causas
e efeitos). A depender do seu carma, a pessoa pode renascer em seis mundos
distintos: reinos celestiais, reinos humanos, reinos animais, espíritos
guerreiros, espíritos insaciáveis e reinos infernais. Estes determinam a Roda
de Samsara, ou seja, o transmigrar incessante de um mundo a outro, ora feliz e
angelical, ora sofrendo terríveis torturas, brigando e reclamando. Em qualquer
um destes estágios as pessoas estão sujeitas a transformações.
De acordo com o Livro Tibetano da Morte,
existem 49 etapas, ou 49 dias, após a morte. Os monges oram para que as pessoas
atinjam a Terra Pura - lugar de paz, tranquilidade e sabedoria iluminada - ou
renasçam em níveis superiores.
Para libertar-se do carma e alcançar a
iluminação ou o Nirvana, o ciclo ignorância, sede de viver e o apego às coisas
materiais deve ser abolido da mente dos homens. Para isso, a doutrina budista
ensina a evitar o mal, praticar o bem e purificar o pensamento. O leigo deve
praticar três virtudes: fé, moral e benevolência. Para eles, todo ser humano é
iluminado, embora não tenha consciência disso.
Hinduísmo
A visão hindu de vida após a morte é
centrada na ideia de reencarnação. Para os hinduístas, a alma se liga a este
mundo por meio de pensamentos, palavras e atitudes. Quando o corpo morre ocorre
a transmigração. A alma passa para o corpo de outra pessoa ou para um animal, a
depender das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação Lei do
Carma. Enquanto não atingimos a libertação final chama de moksha, passamos
continuamente por mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de
Samsara, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação. No hinduísmo, a alma
pode habitar 14 níveis planetários distintos (chamadosa Bhuvanas) dentro da
existência material, de acordo com seu nível de consciência. Quando se liberta,
a alma retorna ao verdadeiro lar, um mundo onde inexistem nascimentos e mortes.
Os hindus possuem crenças distintas, mas todas são baseadas na ideia de que a
vida na Terra é parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e
renascimentos.
Islamismo (Religião Muçulmana)
Para o islamismo, Alá (Deus) criou o mundo
e trará de volta a vida todos os mortos no último dia. As pessoas serão
julgadas e uma nova vida começará depois da avaliação divina. Esta vida seria
então uma preparação para outra existência, seja no céu ou no inferno. Quando a
pessoa morre, começa o primeiro dia da eternidade. Ao morrer, a alma fica
aguardando o dia da ressurreição (juízo final) para ser julgado pelo criador. O
inferno está reservado para as almas 'desobedientes', que foram desviadas por
Satanás. No Alcorão, livro sagrado, ele é descrito como um lugar preto com fogo
ardente, onde as pessoas são castigadas permanentemente. Para o paraíso, vão as
almas que obedeceram e seguiram a mensagem de Alah e as tradições dos profetas
(entre eles, os cinco principais: Noé, Abrão, Moisés, Jesus filho de Maria e
Mohammed). No Alcorão, o paraíso é descrito como um lugar com rios de leite,
córregos de mel e outras belezas jamais vistas pelo homem.
Espiritismo
Defende a continuação da vida após a morte
num novo plano espiritual ou pela reencarnação em outro corpo. Aqueles que
praticam o bem, evoluem mais rapidamente. Os que praticam o mal, recebem novas
oportunidades de melhoria através das inúmeras encarnações. Creem na eternidade
da alma e na existência de Deus, mas não como criador de pessoas boas ou más.
Deus criou os espíritos simples e ignorantes, sem discernimento do bem e do
mal. Quem constrói o céu e o inferno é o próprio homem.
Pela teoria, todos os seres humanos são
espíritos reencarnados na Terra para evoluir. A morte seria apenas a passagem
da alma do mundo físico para a sua verdadeira vida no mundo espiritual. E mesmo
no paraíso, acredita-se que o espírito esteja em constante evolução para o seu
aperfeiçoamento moral. As almas dos mortos ligam-se umas às outras, em famílias
espirituais, guiadas pela sintonia entre elas. Consequentemente, os lugares
onde vivem possuem níveis vibratórios diferentes, sendo uns mais infelizes e
sofredores, e outros mais felizes e plenos. Muitas escolas espiritualistas defendem
a ideia da sobrevivência da individualidade humana, chamada espírito, ao
processo da morte biológica, mantendo suas faculdades psicológicas intelectuais
e morais.
Como no catolicismo, os evangélicos
acreditam no julgamento, na condenação (céu ou inferno) e na eternidade da
alma. A diferença é que o morto faz uma grande viagem e a ressurreição só
acontecerá quando Jesus voltar à Terra, na chamada 'Ressurreição dos Justos',
ou, então, aqueles que forem condenados terão uma nova chance de ressurreição
no 'Julgamento Final'. Os que morrerem sem Cristo como seu Deus também
receberão um corpo especial para passar a eternidade no lago de fogo e enxofre.
Igreja Adventista do Sétimo Dia
Na Igreja Adventista do Sétimo Dia, os
mortos dormem profundamente até o momento da ressurreição. Quem cumpriu seu
papel na Terra recebe a graça da vida eterna, do contrário desaparece. Os
mesmos acreditam que a alma do homem será aniquilada, deixara de existir sem
ter nenhum tipo de sofrimento.
Igreja Batista
Creem na morte física separação da alma do
corpo físico e na morte espiritual, separação da pessoa de Deus. Os que, após a
morte física, acreditam ou passam a confiar em Jesus Cristo, vão para o Paraíso
onde terão uma vida de paz e felicidade. Com a morte espiritual, a alma vai para
o Inferno para uma vida de angústia, sofrimento, dor e tormentos.
Catolicismo
A vida depois da morte está inserida na
crença de um Céu, de um Inferno e de um Purgatório. Dependendo de seus atos, a
alma se dirige para cada um desses lugares. A alma é eterna e única. Não
retorna em outros corpos e muito menos em animais. Crê na imortalidade e na
ressurreição e não na reencarnação da alma. A Bíblia ensina que morreremos só
uma vez. E ao morrer, o homem católico é julgado pelos seus atos em vida. Se ele
obtiver o perdão, alcançará o céu, onde a pessoa viverá em comunhão e
participação com todos os outros seres humanos e, também, com Deus. Se for
condenado, vai para o inferno. Algumas almas ganham uma chance para serem
purificadas e vão para o purgatório, que não é um lugar, e sim uma experiência
existencial da pessoa. Quem for para o céu ressuscitará para viver eternamente.
Depois do Juízo Final, justos e pecadores serão separados para a eternidade.
Deus julga os atos de cada pessoa em vida de acordo com a palavra que revelou
através de Seu Filho, com os ideais de amor, fraternidade, justiça, paz,
solidariedade e verdade.
Judaísmo
O judaísmo crê na sobrevivência da alma,
mas não oferece um retrato claro da vida após a morte, e nem mesmo se existe de
fato. O judaísmo é uma religião que permite múltiplas interpretações. Algumas
correntes acreditam na reencarnação, outras na ressurreição dos mortos.
Enquanto a reencarnação representa o retorno da alma para um novo corpo, a
ressurreição é definida como o retorno da alma ao corpo original. Para os
judeus, a lei permite à pessoa que vai morrer pôr a sua casa em ordem, abençoar
a família, enviar mensagem aos que lhe parecem importantes e fazer as pazes com
Deus. A confissão in extremis é considerada importante elemento na transição
para o outro mundo.
Candomblé
Não existe uma concepção de céu ou
inferno, nem de punição eterna. As almas que estão na terra devem apenas
cumprir o seu destino, caso contrário vagarão entre céu e terra até se realizar
plenamente como um ser consciente e eterno.Os cultos afro-brasileiros acreditam
que os mistérios da vida e da morte são regidos por uma Lei Maior, uma força
divina que dá o equilíbrio divino ou eterno. O Candomblé vê o poder de Deus em
todas as coisas e, principalmente, na natureza. Morrer é passar para outra
dimensão e permanecer junto com os outros espíritos, orixás e guias. Trabalha
com a força da natureza existente entre terra (Aiyê) e o céu (Òrun). Nos cultos
afros, o assunto de vida após a morte não é bem definido.
Na Terra, o objetivo do homem é realizar o
seu destino de maneira completa e satisfatória. Ao cumprir o seu destino na
Terra, o ser humano está pronto para a morte. Após a morte, o espírito será
encaminhado ao Òrun, para uma dimensão reservada aos seres ancestrais, ou seja,
eternos. O ser humano pode ser divinizado e cultuado. Caso o seu destino não
seja cumprido, os espíritos ficarão vagando entre os espaços do céu e da terra,
onde podem influenciar negativamente os mortais. Como não se realizaram
plenamente, estes espíritos estão sujeitos à reencarnação. Já as pessoas vivas
que sofrem as suas influências negativas, precisam passar por rituais de
limpeza espiritual para reencontrar o equilíbrio.
Umbanda
A Umbanda sofre influências de crenças
cristãs, espíritas e de cultos afros e orientais. Como não existe uma unidade
ou um 'livro sagrado', alguns umbandistas admitem o céu e o inferno dos
cristãos, enquanto outros falam apenas em reencarnação e Carma. Na Umbanda,
morte e nascimento são momentos sagrados, que marcam a passagem de um estado a
outro de manifestação espiritual, morremos para um lado e nascemos para outro
lado da vida, o que nos aguarda do outro lado depende de nós mesmos.Com a morte
do corpo físico, os espíritos bons podem se tornar protetores, enquanto os maus
(espíritos de pouca evolução, devido às poucas encarnações) podem virar
perturbadores. Os mortos (desencarnados) podem ser contatados, ajudados ou
afastados.
Textos que falam sobre o Espirito
Santo ou Espirito de Deus
Gn
1:2; 6:3; 41:38: Ex 31:3; 35:31; Nm 11:17,25,26,29
Espirito
do homem ou animais
Gn 6:17; 7:15,22; 26:35; 41:18;47:25
Espirito
maligno
Lv 20: 27; Dt 18:11; Jz 9:23.
Conclusão:
O homem foi feito a imagem perfeita de
Deus, Adão o primeiro homem mantinha um relacionamento estreito com o criador,
uma amizade cheia de liberdade eu fazia com que toda a tarde na virada do dia O
Criador descia para conversar com o homem, um ambiente extremamente perfeito, harmonioso,
de paz comunhão, ate o dia em que um intruso entra nessa relação e consegue
destruir esse relacionamento, o homem é afastado de Deus, é expulso do jardim e
carrega sobre seus ombros o peso da morte, o homem foi afetado no seu corpo, (do
suor do seu rosto comeras), na sua alma ( a alma que pecar essa morrera Ez 18:4,20)
e em seu espirito ( e o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo e todo o vosso
espirito, alma e corpo Its 5:23).
Bibliografia:
Revista EPOCA 05/08/2004 - 17:38 | EDIÇÃO
Nº 325 Reportagem de CAROLINA NASCIMENTO
Biblia de Estudo Pentecostal ARC Ed. Cpad.
Biblia de Estudo DAKE. ARC Ed. Atos
Torá A Lei de Moises Ed. E Livraria sêffer